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Pior posição no ranking da Fifa desde 2016 é mais uma das tantas marcas negativas da Seleção em 2023

Argentina segue na liderança de um ranking que é mais uma prova do péssimo 2023 da Seleção

A sequência de três derrotas consecutivas da Seleção pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 se reflete no ranking de seleções da Fifa. A entidade máxima do futebol divulgou nesta quinta-feira (30) uma atualização do ranking. O Brasil perdeu duas posições e caiu de terceiro para quinto colocado.

Esta é a pior posição ocupada pela seleção brasileira em mais de sete anos, desde agosto de 2016. E isso gera surpresa de um total de zero pessoa. Na verdade, trata-se de mais uma marca negativa, entre tantas outras que pontuaram o 2023 da Seleção.

O Brasil ocupava a terceira colocação, atrás da líder Argentina e da França, campeã e vice-campeã da Copa do Mundo de 2022, respectivamente. Nesta última atualização, a seleção brasileira foi ultrapassada por Inglaterra e Bélgica e despencou na lista.

Tudo isso, graças aos resultados negativos que assolam a campanha sob o comando de Fernando Diniz nas Eliminatórias. O Brasil vem de três derrotas consecutivas. Na última Data Fifa, em novembro, a Seleção perdeu de virada por 2 a 1 para a Colômbia e também amargou um tropeço por 1 a 0 para a Argentina em pleno Maracanã.

Confira o top 10 do ranking da Fifa:

  1. Argentina: 1855,2 pontos
  2. França: 1845,44 pontos
  3. Inglaterra: 1800,05 pontos
  4. Bélgica: 1798,46 pontos
  5. Brasil: 1784,09 pontos
  6. Holanda: 1745,48 pontos
  7. Portugal: 1745,06 pontos
  8. Espanha: 1732,64 pontos
  9. Itália: 1718,82 pontos
  10. Croácia: 1717,57 pontos
Messi foi substituído no segundo tempo de Brasil x Argentina após atuação ruim - Foto: Icon sport
Seleção amarga três derrota seguidas nas Eliminatórias – Foto: Icon sport

Ranking é mais uma de tantas marcas negativas

Os dois últimos resultados não só fizeram a Seleção despencar no ranking da Fifa, como carregaram também uma série de marcas negativas que viraram rotina em 2023. Na última Data Fifa, o Brasil sofreu sua primeira derrota em casa e também a primeira derrota para a Colômbia na história das Eliminatórias da Copa do Mundo. A seleção brasileira nunca havia perdido duas partidas seguidas na competição. A marca atual é de três derrotas seguidas.

As marcas negativas vão bem além da última Data Fifa. Em outubro, o Brasil perdeu por 2 a 1 para o Uruguai no Estádio Centenário, em Montevidéu. Foi a sua primeira derrota pelas Eliminatórias em 37 jogos, desde 2015, e a primeira derrota para a Celeste em 22 anos. Na partida, anterior, um empate com a Venezuela em Cuiabá, na segunda vez na história que a Seleção não venceu os venezuelanos.

As marcas negativas do Brasil em 2023:

  • pior posição no ranking da Fifa em mais de sete anos;
  • três derrotas seguidas pela primeira vez na história das Eliminatórias;
  • perdeu em casa pela primeira vez na história das Eliminatórias;
  • derrota para a Colômbia pela primeira vez na história das Eliminatórias;
  • derrota para o Uruguai pela primeira vez em 22 anos;
  • derrota nas Eliminatórias pela primeira vez em oito anos;
  • pior campanha na história das Eliminatórias;
  • quarto pior aproveitamento entre as seleções que jogaram a Copa de 2022;
  • já sofreu mais gols nestas Eliminatórias do que nos 17 jogos da anterior.

Com tudo isso, a seleção brasileira faz a sua pior campanha na história das Eliminatórias. Inclusive, com mais gols sofridos em seis jogos, do que em todas as 17 partidas nas Eliminatórias anteriores. Mas os resultados negativos não começaram com Fernando Diniz. Antes do treinador e sob o comando de Ramon Menezes (este, sim, interino oficialmente), a Seleção já vinha de duas derrotas e uma vitória em três amistosos.

Por tudo isso, o Brasil tem o quarto pior aproveitamento em 2023 entre todas as 32 seleções que disputaram a última Copa do Mundo. Em nove jogos, são cinco derrotas, um empate e apenas três vitórias, com um aproveitamento total de 37%.

–  Lógico que a análise pode ser discutida. A vida pode ser discutida. Eu adoro responder a pergunta, porque vou falar a mesma coisa que quando ganhei a Libertadores. A vida não é só estatística. Se a gente analisar um processo de mudança. Jogamos com confiança plena. Se a Argentina perdesse, teria outra história. A gente jogou boa parte do tempo melhor que a Colômbia, que a Argentina, o treinador da Argentina, por exemplo, concordou. O resultado a gente não controla, mas a gente controla o treinamento, o que se pretende fazer no jogo. Como a gente vai fazer para ganhar? Deixar de evoluir, de acreditar nos meninos, isso é o futuro que a gente tem. Eles se empenharam. A tendência é melhorar mantendo o trabalho. Eu acredito na força do trabalho – se defendeu Diniz, após a derrota para a Argentina.

Com a pior campanha em sua história (até agora), a Seleção ocupa a sexta colocação na tabelas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 e está no limite da classificação para o Mundial. A América do Sul tem direito a seis vagas diretas e mais uma à repescagem. O Brasil só voltará a disputar a competição no segundo semestre de 2024. Antes disso, estão previstos amistosos contra Inglaterra e Espanha na Data Fifa de março. E há também a disputa da Copa América, nos Estados Unidos, a partir de 20 de junho.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Eduardo Deconto nasceu em Porto Alegre (RS) e se formou em Jornalismo na PUCRS. Antes de escrever para a Trivela, passou por ge.globo e RBS TV.
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