‘É óbvio’: Técnico do Brentford já prevê saída de Toney na próxima janela
Ivan Toney é alvo de gigantes ingleses e Thomas Frank sabe que será dificil segurá-lo na próxima de janela de transferências
Mesmo suspenso por oito meses pelo envolvimento em apostas esportivas, o atacante Ivan Toney não saiu do radar de grandes clubes ingleses e, após retornar aos gramados em 20 de janeiro, a saída poderia ser concretizada ainda na janela de transferências de inverno, finalizada no início de fevereiro. Não aconteceu, mas no verão europeu parece quase inevitável que ele mude de clube, e o técnico do Brentford, Thomas Frank, admitiy a possibilidade em entrevista coletiva à imprensa dinamarquesa.
O treinador dinamarquês disse que o contrato do atacante até o meio de 2025 também deve pesar na decisão, visto que a partir do meio da próxima temporada ele já poderia assinar um pré-acordo com qualquer equipe e não render nada aos cofres dos Bees.
– É relativamente óbvio que Ivan Toney será provavelmente vendido neste verão. Pode ser caro vender o seu melhor jogador, mas, por outro lado, também sei que neste verão ele só tem mais um ano de contrato conosco. Também sabemos quanto ele vale. Não creio que existam muitos atacantes no mundo que sejam melhores que ele neste momento – elogiou, em declarações publicadas pela revista esportiva dinamarquesa Tipsbladet.
Frank exaltou as qualidades de Toney e diz que será “divertido” assisti-lo em um clube gigante, de maior orçamento. O técnico também revelou que não houve propostas em janeiro, cenário que não deve se repetir na janela de transferências do meio do ano.
– Ele é um atacante muito habilidoso que está no auge do futebol. Pessoalmente, como treinador, preferiria manter o Toney, mas um dia poderá ser divertido vê-lo numa equipe de topo. Neste inverno não tivemos ofertas para ele, mas ficarei surpreso se não houver muitos clubes interessados nele – completou o dinamarquês.
Desde que retornou da suspensão, Ivan Toney marcou dois gols em três partidas da Premier League. Só passou em branco no último jogo, derrota de 3 a 1 para o Manchester City, quando fez um bloqueio no zagueiro Nathan Aké no gol de Neal Maupay que deveria ser computado como assistência tamanha a importância. O atacante inglês será essencial ao Brentford neste final de temporada, visto que o time está na concorrida briga contra o rebaixamento e estará sem o outro importante atacante, Bryan Mbeumo, fora até março por uma cirurgia no tornozelo.
Nesse momento, os Bees somam 22 pontos (com um jogo a menos, de novo contra o City, disputado daqui a duas semanas) no Campeonato Inglês, apenas três a mais que o Everton, primeiro time no Z3 – mesmo que estejam separados ainda por Nottingham Forest e Luton Town. Como Sheffield United (apenas 10 de pontuação) e Burnley (13) estão bem atrás, os quatro clubes citados devem lutar para fugir da 18ª colocação.
Eram sete partidas sem vencer pelo time da grande Londres até que Toney voltou e marcou um inteligente – e um tanto malandro – gol de falta por debaixo da barreira, o primeiro na vitória por 3 a 2 sobre o Forest, um rival direto na luta contra o rebaixamento. No entanto, o Brentford perdeu os dois jogos seguintes, não que se esperasse vencer Tottenham ou City, mas a equipe precisa conquistar pontos difíceis, que ficam mais prováveis com o atacante inglês em campo.
Para onde vai Toney?
Tudo aparenta que o atacante de 27 anos, autor de 20 gols Premier League 2022/23, não sairá para um clube muito longe de Brentford, cidade no oeste da capital inglesa. A dupla londrina Arsenal e Chelsea são os maiores interessados nos serviços de Toney, ambos sofrendo com crises em seus setores de ataque.
No caso dos Gunners, o problema está especificamente em ter alguém para fazer gols. Hoje, o titular é Gabriel Jesus, que além de conviver com muitas lesões, não é o homem para colocar a bola na rede, e sim ajeitá-la para algum colega, agregando também muito no jogo de toques da equipe de Mikel Arteta por sua técnica apurada. Edward Nketiah, o reserva, definitivamente não é um nome que entregará os mesmos números que Toney fez no Brentford na última temporada. Kai Havertz foi testado nessa posição, mas também não se destaca e nem é seu forte – recentemente, na Seleção Alemã, foi até lateral-esquerdo.
Para o Chelsea, a dor de cabeça é ainda maior, estendendo para problemas externos da gestão pouco efetiva de Todd Boehly, responsável por gastar bilhões e bilhões e montar um elenco com várias lacunas. O grupo de jogadores não tem um Jesus que, mesmo não entregando tantos gols, ajuda em outras facetas do jogo. Quem atua como centroavante no time de Mauricio Pochettino simplesmente não rende, seja Armando Broja (agora, emprestado ao Fulham) ou Nicolas Jackson – o ponta Cole Palmer já exerceu a função também.
Pelo lado vermelho ou azul de Londres, teremos certeza que Toney ajudará e preencherá uma grande lacuna dos times. Talvez a escolha pelo Arsenal faça mais sentido pela organização da gestão e um trabalho de quase cinco anos de Arteta na comissão técnica, mas os poderes de convencimento do Chelsea não podem ser descartados, como na última janela quando trouxe Moisés Caicedo e Roméo Lavia, dupla pretendida pelo Liverpool.



