Por que reviravolta com craque do Manchester City pode virar dor de cabeça para a Inglaterra
Thomas Tuchel vê mais um nome despontar na disputa pela camisa 10 da seleção inglesa
Atualmente, a seleção inglesa é uma das mais privilegiadas no quesito opções ofensivas, mesmo sofrendo com algumas lesões recentes. Na teoria, Thomas Tuchel definiu que sua escalação ideal do quarteto ofensivo na formação 4-2-3-1 teria Harry Kane, Morgan Rogers e Bukayo Saka.
O técnico mantém a disputa aberta no lado esquerdo — Rashford e Gordon foram testados por lá. A retomada de um craque do Manchester City, porém, pode mudar essa realidade.
Após viver um péssimo 2024/25, com problemas físicos, de saúde mental e desempenho abaixo, Phil Foden reencontrou o nível que impressionou a Inglaterra a partir de 2020.
Mesmo iniciando a temporada atual lesionado, a cria da base dos Citizens voltou com tudo: em 23 jogos, marcou 10 gols, com direito a “doblete” em três oportunidades, além de quatro assistências.
Como já vem acontecendo há algumas temporadas, Foden tem se consolidado cada vez mais como meia centralizado, especialmente desde a saída do ídolo Kevin de Bruyne para o Napoli.
Inclusive, ele fez mais jogos como camisa 10 do que pelo lado do campo nesta temporada. E isso pode impactar diretamente como Tuchel escala sua seleção.

Como camisa 10, Foden tem disputa enorme no meio-campo da Inglaterra
A passagem do técnico alemão pelo English Team iniciou na virada de 2024 para 2025. A Inglaterra tem obtido muitos resultados positivos, mas ainda sem apresentar um futebol mais vistoso.
Prova disso é que a equipe comandada por Tuchel se classificou para Copa do Mundo de 2026 com 100% de aproveitamento. O último revés foi para Senegal, em amistoso em junho.
A formação parece ter se consolidado com dois pontas (quase que confirmado que Saka jogue pela direita), um centroavante (Kane) e um meia junto de Declan Rice e outro volante (pode ser Elliot Anderson ou Wharton).
Nessa função de camisa 10, quatro nomes foram testados: Jude Bellingham, Eberechi Eze, Cole Palmer e Morgan Rogers. O último, destaque do Aston Villa sensação da Premier League, parece estar na frente dos concorrentes. Foi titular em seis rodadas das Eliminatórias, aproveitando períodos de lesões de Foden, Bellingham e Palmer.
O retorno do trio, somado a uma grande fase do craque do City por dentro, aumenta a pressão em Tuchel para que ele o escale. A famosa “dor de cabeça boa” para um técnico.
O alemão, porém, aponta que não há espaço para atuar com Foden, Bellingham e Harry Kane na formação 4-2-3-1. “No momento, se mantivermos a estrutura, eles não podem jogar. Eles podem jogar, mas não dentro desse esquema”, cravou, durante a Data Fifa de novembro.
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Craque do Manchester City pode ser até falso nove no English Team

Foden, quando titular com Tuchel, jogou só como ponta direita. O camisa 10 ficou fora da lista de outubro junto de Bellingham, o que levantou críticas ao técnico. No entanto, nas partidas em que saiu do banco contra Letônia, Sérvia e Albânia, atuou por dentro, sendo duas vezes como meia.
A grande novidade foi sua função frente aos sérvios. Ele atuou como falso nove, algo que já fez no City no passado. Caso Kane tenha algum problema, Tuchel já deixou claro que pode uma solução pode ser utilizar Foden na referência do ataque. ser uma solução usar o meia assim. “”, assumiu
— Se o Phil mantiver sua forma e condição, não tenho problema algum [em escalá-lo como camisa 9]. Tive essa ideia há vários meses, porque joguei contra ele nessas posições. Tive a sensação de que, na Premier League, ele era realmente difícil de marcar com seus pequenos movimentos, contramovimentos, corridas curtas. O City era tão dominante nesses pequenos espaços, entrelinhas, nos giros rápidos. E ele finalizava, fazia tabelas, dava uma corridinha sem a bola e ainda dava assistências — elogiou.
Foden ainda tem a capacidade de jogar nos dois lados do campo. Se Saka realmente for o dono da direita, ele entraria na esquerda, onde começou a carreira, deixando a disputa da camisa 10 para Rogers, Bellingham, Eze e Palmer (os dois últimos também capazes de serem pontas).
O leque de opções ofensivas dos ingleses ainda conta com Rashford, Gordon, Bowen, Watkins e outros que nem estão sendo convocados regularmente, como Calvert-Lewin, cotado no momento por sua boa fase no Leeds United.
A Inglaterra está no grupo L da Copa ao lado de Croácia, Gana e Panamá, os enfrentando, respectivamente, nos dias 17, 23 e 27 de junho.



