Segurar estrelas ou abrir espaço para mudanças? O dilema de Xabi Alonso no Chelsea
Novo comandante assumirá clube fora das competições europeias e precisará tomar decisões importantes sobre o elenco.
O Chelsea vive mais um momento de reconstrução. Depois de uma temporada marcada por decepções esportivas, mudanças no comando e resultados abaixo das expectativas, o clube londrino iniciará um novo ciclo sob o comando do técnico Xabi Alonso.
O treinador espanhol assume oficialmente a equipe em 1º de julho e vai se deparar com um cenário complexo em Stamford Bridge. Apesar dos títulos da Conference League e do Mundial de Clubes conquistados recentemente, o projeto liderado pelos proprietários americanos segue distante do protagonismo esperado.
A temporada 2025/26 terminou como mais uma frustração para os Blues. O 10º lugar na Premier League deixou o clube fora das competições europeias da próxima temporada e ampliou a pressão sobre uma gestão que já vinha sendo alvo de críticas da torcida.
A reta final do campeonato resumiu bem o momento do Chelsea. Sob comando interino de Calum McFarlane, a equipe precisava de apenas seis pontos nos últimos nove jogos para assegurar, ao menos, uma vaga na Liga Europa 2026/27.
O desempenho, porém, foi insuficiente: sete derrotas, um empate e somente uma vitória, números que sequer garantiram um lugar na Conference League. Na última rodada, inclusive, os Blues foram superados por um supreendente Sunderland que ficou com uma das vagas continentais destinadas ao futebol inglês.
A queda de rendimento do clube se intensificou desde a saída de Enzo Maresca, no início do ano. A aposta em Liam Rosenior, treinador sem experiência consolidada na elite inglesa, durou pouco e terminou em nova frustração.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fxabi-alonso-chelsea-scaled.jpg)
A difícil missão de Xabi Alonso no Chelsea
O espanhol herda um elenco milionário, mas cercado de incertezas. Desde que Todd Boehly e Behdad Eghbali assumiram o controle do clube, mais de 2 bilhões de euros foram investidos em contratações. Ainda assim, os gastos elevados não se converteram em estabilidade.
Sem calendário europeu em 2026/27, o Chelsea também corre o risco de perder nomes importantes do elenco, especialmente jogadores interessados em seguir atuando no mais alto nível continental.
Entre os casos que movimentam o mercado está o de Enzo Fernández. O meio-campista argentino, contratado em 2023 por mais de 120 milhões de euros, voltou a ter seu futuro cercado por especulações. Nas últimas semanas, cresceram os rumores sobre um possível adeus, impulsionados tanto por gestos interpretados como despedida pela torcida quanto pelo interesse de gigantes europeus.
Real Madrid, Manchester City e PSG acompanham a situação do jogador. O clube espanhol vê em Enzo um perfil capaz de reforçar o meio-campo. Já o City aparece como possibilidade por uma eventual reunião com Enzo Maresca, treinador com quem o argentino viveu um de seus melhores momentos recentes. O PSG, por sua vez, monitora o cenário de perto, segundo o espanhol “As”.
Apesar do interesse externo, o Chelsea não trabalha, neste momento, com a ideia de negociar um de seus principais jogadores. Xabi Alonso, inclusive, considera o argentino uma peça importante para o projeto esportivo.
Mas Enzo está longe de ser o único alvo do mercado. João Pedro, eleito recentemente o “Jogador da Temporada” do Chelsea, desperta interesse do Barcelona. Outros atletas do elenco, como Cole Palmer e Marc Cucurella, também vêm sendo observados por clubes importantes, incluindo Manchester United e Atlético de Madrid.
Mesmo contando com um elenco avaliado em mais de 1 bilhão de euros, o Chelsea ainda convive com dúvidas sobre o nível competitivo de parte de seus jogadores. Nomes contratados por valores altos não corresponderam às expectativas, o que aumenta a necessidade de ajustes na janela.
Diante desse cenário, Xabi Alonso terá mais do que a função de treinador. O espanhol chega com influência sobre o planejamento esportivo e participação nas decisões do mercado, algo raro em Stamford Bridge nos últimos anos. A tarefa, porém, será extensa: reorganizar um elenco caro, redefinir prioridades e recolocar o Chelsea no caminho da competitividade.