‘O City fez a oferta no último minuto. Eu queria ir para o Arsenal’
Arsene Wenger tenta acertar ida de artilheiro aos Gunners e 'frustra' desejo do jogador
A Premier League tinha Harry Kane, Diego Costa e Sergio Agüero na lista de artilheiros da competição em 2014, mas um nome despontou como muito promissor no futebol inglês naquele período e atraiu as principais equipes do país.
Wilfried Bony era centroavante do Swansea desde 2013. Seus 16 gols na campanha 2013/14 do Campeonato Inglês não passaram despercebidos pelo Manchester City, que o contratou no mercado de janeiro de 2015. No entanto, outros times estavam na disputa.
— Havia três clubes interessados em me contratar depois da minha primeira temporada no Swansea: Arsenal, Tottenham e Manchester City. City fez a oferta no último minuto. Eu queria ir para o Arsenal — relembrou ele no “Ladbrokes”.
Wenger ‘frustra’ vontade de Bony no Arsenal e jogador acerta com o City
O desejo do atleta não se concretizou por causa da parte financeira. “O valor que o City colocou na mesa era algo que ninguém poderia alcançar, especialmente em termos de salário”, afirmou.
— Quando Arsene Wenger ouviu sobre o salário, ele disse: ‘Isso é muito alto para nós’. Eu queria ir para o Arsenal, então me encontrei com ele quando iríamos jogar contra eles. Novamente, Wenger disse que o salário seria muito alto para eles — complementou.

Esperar pelo mercado após o fim da temporada não era uma opção. Jogador da Costa do Marfim à época, Bony salientou que gostaria de resolver todas as questões de transferências antes de a Copa Africana de Nações daquele ano começar.
— Sabia que o Swansea queria me vender porque comecei a ser reserva. Quando surgiu a oportunidade, quis resolver tudo rapidamente para me preparar para o torneio (CAN).
Segundo o jornal inglês “Metro”, o salário determinado pelos Citizens ao artilheiro era de cerca de 100 mil libras por semana. A transferência de Swansea para Manchester ficou em 32,3 milhões de euros, o que fez dele o mais caro jogador de futebol africano na época.

Agora aposentado, Bony destacou que se sentiu feliz diante do interesse das grandes equipes da Inglaterra, e não via na adaptação ao City um problema. Porém, não conseguiu se sobressair o suficiente para ficar após a chegada de Pep Guardiola.
Participou de 12 jogos no restante da campanha 2014/15 e anotou dois gols, além de contribuir com um passe para tento de companheiro. Na temporada seguinte, nove bolas na rede e seis assistências em 34 jogos, aliados a problemas físicos.
— Me arrependo de uma coisa: quando voltei da CAN, estava exausto por causa do calor, da intensidade. Foi difícil para mim encontrar o nível que eu queria, que eu precisaria para me destacar — disse.
— Em 18 meses, eu estive em forma apenas três meses, porque vivia me lesionando. É sempre difícil em clubes como o Manchester City, que pode comprar o jogador que quiser ao invés de esperar você se recuperar. Se eles colocarem um preço em você e você não corresponder, vai ser difícil ficar lá.
Depois dos Citizens, Bony passou por Stoke City, Al-Arabi, Al-Ittihad e Nijmegen. Além disso, teve outro período no Swansea.
Ele pendurou as chuteiras após a passagem pelo Always Ready, da Bolívia, em 2023.



