Inglaterra

Bilionário dono da Roma entra no páreo pelo Everton — e ele não é o único

Após suposta desistência de Textor, Dan Friedkin, proprietário do clube italiano, estaria interessado nos Toffees

Após a 777 Partners descumprir com o prazo para compra do Everton previsto até 31 de maio, o clube inglês está aberto a receber propostas para aquisição.

Além do interesse recente de John Textor, dono do Botafogo, agora novos bilionários entraram no páreo, segundo a BBC.

O americano Dan Friedkin, também dono da Roma, quer adquirir de forma exclusiva 94% das ações do clube que tem como proprietário o iraniano Farhad Moshiri. O empresário produtor de cinema tem fortuna estimada em 4,8 bilhões de libras.

Mas ele não é o único. Na disputa está a empresa de investimentos MSP Sports Capital junto dos empresários Andy Bell e George Downing, torcedores do Everton. Recentemente, a dupla emprestou 150 milhões de libras aos Toffees.

Ainda há especulações envolvendo o possível interesse de Michael Dell, fundador e presidente da empresa de tecnologia Dell, e Kenneth King, da empresa de investimentos A-Cap — esta, companhia polêmica que teria envolvimento com a 777 (entenda essa história aqui).

O futuro do Everton é incerto e o processo de aquisição normalmente leva tempo, precisando de aprovações do governo local e da liga.

O que há de certeza, segundo o jornal inglês The Sun, é que John Textor desistiu do negócio.

Problemas no Everton fizeram Textor desistir

O empresário norte-americano, também proprietário do Lyon, Crystal Palace e Molenbeek, estaria preocupado com “o caótico processo de venda” do clube de Liverpool e comunicou a desistência para Moshiri.

Textor quer um novo clube no futebol inglês, seja da Premier League ou da segunda divisão, pois venderá sua participação de 45% no Palace por não conseguir comprar o restante das ações do time londrino.

– Não há realmente oportunidade neste momento para isso [expandir a participação]. É uma pena estar vendendo agora, mas não posso comprar mais [ações] – eu tentei. – afirmou, ao The Athletic, no fim de maio.

O magnata da Eagle Fotball afirmou querer um time que ganhe títulos e assumiu as conversas pela compra do Everton.

Porém, já naquele momento disse que seria difícil pelo momento não ser o ideal por não encontrar compradores para o Crystal Palace.

Gostaríamos de ter um time da primeira ou segunda divisão do Reino Unido. […] Sim [tive conversas sobre a compra do Everton], com os constituintes existentes – diferentes grupos, credores, acionistas. Suspeito que o problema com o Everton é que não estará disponível quando estivermos prontos para isso. Não vamos apressar a situação no Palace, por melhor que pareça outra oportunidade. Quero estar envolvido num clube inglês que ganhe campeonatos; tipo, no topo da liga.

Por que o acordo do Everton com a 777 deu errado?

A venda dos azuis do norte da Inglaterra para a 777 foi firmada em setembro do ano passado. Desde o início, parecia bem improvável e tinham várias questões envolvendo a empresa americana, proprietária do Vasco, Genoa, Hertha Berlim e outros.

A companhia tem dificuldades em apresentar garantias financeiras para Premier League e, após o término do período da compra, foi obrigada a sair do negócio.

A 777 convive com polêmicas. É processada por fraude nos Estados Unidos e recentemente, no Brasil, viu a gestão associativa tomar o controle do Vasco após decisão da Justiça.

Os problemas não estão apenas no Vasco e na compra do Everton. Os sócios-proprietários Josh Wander e Steven Pasko foram afastados no último mês da gestão da companhia, que contratou especialistas em falência.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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