Barca do Chelsea rumo à Arábia Saudita tem até nome de seleção inglesa
Todd Boehly, dono do Chelsea, foi até a Arábia Saudita para tentar vender trio que pode equilibrar as contas do time
Após ser apenas o 12º colocado na última edição da Premier League, o Chelsea não evoluiu muito sob comando de Pochettino e é o 11º lugar nesta temporada depois de 27 rodadas. Se dentro dos gramados a equipe é irregular no desempenho, fora dele a gestão de Todd Boehly, dono do clube desde 2022, também comete erros atrás de erros, especialmente em trocas de técnicos e na negociação de jogadores, seja em compra ou venda. Uma prova disso é a reportagem do jornal inglês The Telegraph que revelou que os Blues tiveram prejuízo de 90,1 milhões de libras em só uma temporada, o que descumpre a regra de sustentabilidade do Campeonato Inglês, que permite saldo negativo de até 105 milhões de libras para as equipes, mas no período de três anos.
Descumprir essa medida financeira do fair play custou ao Everton seis pontos na atual Premier League (antes a suspensão era de 10, mas o clube conseguiu diminuir), e, para evitar isso, o Chelsea precisa vender jogadores. Neste cenário, Boehly visitou a Arábia Saudita para conversar com o ministro dos esportes do país e o diretor de futebol da Saudi Pro League, Michael Emenalo – este trabalhou por sete anos nos Blues. O Telegraph publicou que um dos objetivos da viagem é a viabilizar a venda de jogadores e já há definido quem deve ser negociados para os clubes sauditas: Kepa Arrizabalaga, Romelu Lukaku e Raheem Sterling.
Kepa está emprestado ao Real Madrid, que buscou um novo goleiro de emergência por conta da grave lesão de Thibaut Courtois antes da temporada iniciar. O gigante espanhol não irá comprá-lo, enquanto o Chelsea, que investiu 80 milhões de euros em Arrizabalaga em 2018, já contratou Robert Sanchez e Djordje Petrovic para a posição na última janela de transferências do verão europeu.
Lukaku é outro que está temporariamente em um clube, no caso a Roma, e voltará a Stamford Brigde no meio do ano. Não porque joga mal na Itália, muito pelo contrário, o centroavante belga faz boa temporada, mas o clube da capital italiana não tem capacidade financeira para comprá-lo ou bancar seu alto salário. Antes, o atacante recusou uma ida ao território saudita, só que agora parece ter mudado de opinião, conforme declaração a um canal da televisão belga.
— Nos próximos dois anos vejo esta liga [da Arábia Saudita] se tornar uma das melhores do mundo, senão a melhor. Os clubes se esforçam muito para trazer os ‘grandes’ jogadores. Como resultado, as equipes e a qualidade do futebol estão melhorando significativamente.
Romelu Lukaku (Roma player):
Saudi Pro League?
“For me personally I think in the next two years it will be one of the best leagues in the world if not the best”pic.twitter.com/O7GsGbUd8M
— Al Nassr Zone (@TheNassrZone) January 25, 2024
Outro fator que pode pesar é Emenalo, hoje diretor do Campeonato Saudita e que já passou pelo Chelsea, foi o responsável por trazer Lukaku em 2011, quando tinha apenas 18 anos, para a primeira passagem no Stamford Brigde.
Sterling, outro nome que o clube londrino quer lucrar na próxima janela, também negou o assédio da Arábia anteriormente. O atacante mantém essa postura, mas não se sabe se continuará assim, ainda mais com a gestão demonstrando interesse em Nico Williams, do Athletic Bilbao, que joga pela esquerda do ataque como o inglês.
A Arábia Saudita já fez um “favor” ao Chelsea no meio do ano passado, quando contratou o goleiro Edouard Mendy e o zagueiro Kalidou Koulibaly por 18,5 e 23 milhões de euros, respectivamente. A ver se o cenário se repetirá em 2024.
Segundo a imprensa inglesa, o Chelsea também prevê negociar Marc Cucurella, Armando Broja e Trevoh Chalobah — mas, nenhum para Arábia –, enquanto Conor Gallagher tem futuro incerto pelo interesse do Tottenham.
Além das negociações de jogadores, a viagem para a nação asiática também foi para buscar patrocínios para a camisa dos Blues, como a empresa aérea Riyadh Air.



