A macabra saga do Chelsea continua, e dessa vez o clube parece ter descumprido regras de lucro e sustentabilidade
As diretrizes atuais da Premier League permitem um prejuízo de 105 milhões de libras num período de três anos; Chelsea teria registrado déficit de 90,1 milhões em uma temporada
Mais do que a fase irregular em campo, o Chelsea também pode passar por mal bocados fora das quatro linhas. Isso porque, conforme o jornal britânico “The Telegraph”, os Blues enfrentam novas dúvidas sobre sua capacidade de cumprir as regras de lucro e sustentabilidade da Premier League (PSR, na sigla em inglês). A equipe londrina registrou um prejuízo de 90,1 milhões de libras em uma temporada (período até junho de 2023), o que é irregular perante às diretrizes da competição.
Vale destacar que o PSR permite um prejuízo de 105 milhões de libras num período de três anos. O Everton, por exemplo, foi punido em 10 pontos (depois reduzido para seis) pois apresentou 124 milhões de libras de prejuízo neste mesmo tempo. A “BlueCo 22”, empresa através da qual a “Clearlake Capital” e Todd Boehly compraram o Chelsea de Roman Abramovic, está no centro das investigações. Ela, que também é proprietária do Estrasburgo, anunciou recentemente uma perda impressionante de 653 milhões de libras no período de 2 de março de 2022 a 30 de junho de 2023.
Em síntese, o último conjunto de contas completas do Chelsea ainda não foi publicado. Entretanto, a perda de 90,1 milhões de libras tirará certamente o sono da diretoria dos Blues. Os temores de que o clube possa estar violando as regras de lucro e sustentabilidade são reais. E para reverter tal quadro, a tendência é que a equipe londrina precise levantar dinheiro através da venda de jogadores.
Internamente, Chelsea se mostra seguro sobre suas contas
Apesar do cenário nebuloso e arriscado, o Chelsea, internamente, se mostra convicto sobre seus ganhos e prejuízos. O clube garante que pode operar dentro do PSR da Premier League e das regras de Fair Play Financeiro da Uefa. Recentemente, se manifestou sobre o tema. Confira a nota abaixo:
“O clube continua a equilibrar o sucesso em campo com os imperativos financeiros de cumprir os regulamentos financeiros da Uefa e da Premier League. O clube cumpriu estes regulamentos financeiros desde a sua criação em 2012 e espera fazê-lo num futuro próximo.”
Como citado, os clubes podem ter perdas de 105 milhões de libras em um período de três anos, segundo as regras da Premier League. Entretanto, alguns rivais do Chelsea se mostraram incomodados com os gastos exorbitantes dos Blues nas últimas janelas de transferências e acreditam que o time londrino precise arrecadar cerca de 100 milhões de libras (pelo menos) até 30 de junho de 2024 para evitar o risco de uma violação. O Chelsea refutou esse número.
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Para que servem as regras de lucro e sustentabilidade
As regras de lucro e sustentabilidade estão em vigor desde a temporada 2013/14. Estas regras surgiram na sequência da introdução do Fair Play financeiro pela Uefa, sendo concebidas com intuito de reduzir os prejuízos galopantes no futebol europeu e proteger os clubes da falência.
Para muitos, o PSR e o Fair Play Financeiro da Uefa soam como controversos e explicamos o porquê. As regras de sustentabilidade financeira foram criadas para limitar os gastos dos clubes nos limites do que geram em termos de receitas. Todavia, são frequentemente criticadas por auxiliarem os times maiores a manterem a sua posição privilegiada. Uma vez que são eles os que mais arrecadam com o público e fecham os melhores acordos comerciais. Tudo isso por possuírem uma maior base de torcedores e participarem regularmente de competições europeias.



