Futebol feminino

Inglaterra aumenta piso salarial de jogadoras e expande profissionalização nas suas ligas

Medida busca dar maior estabilidade às atletas da WSL e deve ajudar a aumentar ainda mais o nível da modalidade no país

Atletas dos clubes da Liga de Futebol Feminino da Inglaterra (WSL) agora vão ter um salário mínimo de 40 mil de libras (287 mil reais) por ano. Essa regra foi aprovada e passará a valer tanto para a primeira quanto para a segunda divisão do futebol inglês feminino, de acordo com apuração do veículo inglês “The Guardian”.

O valor que cada atleta irá receber dependerá da idade e divisão que o time joga. No entanto, atletas com 23 anos ou mais precisarão receber pelo menos as 40 mil libras por ano. Com isso, todas as jogadoras poderão viver só do futebol, sem precisar de outros trabalhos para complementar renda, algo que ainda era comum na vida de algumas jogadoras.

O novo salário mínimo apresentado pela WSL é maior do que o piso recebido pelas atletas da Liga dos Estados Unidos (NWSL), que é de cerca de 36 mil libras (258 mil reais). Até por isso, a NWSL já prometeu um aumento para as atletas até 2030.

Jogadoras do Aston Villa celebram gol na WSL
Jogadoras do Aston Villa celebram gol na WSL (Foto: Imago)

Times da WSL e NWSL brigam pelas melhores jogadoras do mundo

Ao passo que as ligas evoluem e aumentam os salários, elas também brigam pelas melhores atletas do mundo. Neste ano, muitas jogadoras foram negociadas por mais de 1 milhão de euros (R$6,1 milhões), um valor considerado alto para a modalidade.

O Chelsea, por exemplo, contratou Naomi Girma, que estava no San Diego Wave, e Alyssa Thompson, que era do Angel City. Ambas atletas defendem a seleção dos Estados Unidos. Já o Arsenal trouxe a canadense Olivia Smith, que estava no Liverpool, enquanto o London City adquiriu Grace Geyoro, atleta do PSG e que também defende a seleção francesa de futebol.

Diferente dos Estados Unidos, a Liga Inglesa não tem um limite salarial para suas atletas, porém, existe uma regra para evitar que os donos dos clubes gastem demais. Segundo o regulamento, os clubes só podem gastar até 80% do dinheiro que ganham com o time feminino. Os donos só podem adicionar um montante extra, com valor máximo de 4 milhões de libras (cerca de 28,5 milhões de reais).

Essas mudanças visam deixar a competição mais justa e também ajudar equipes menores a crescerem sem gastar muito. O London City serve de exemplo, visto que acabou de subir para a primeira divisão e já contratou 16 novas atletas com a ajuda de sua dona, Michele Kang, que também é proprietária do Lyon, da França.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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