Copa do Mundo 2026

Qual é melhor, Brasil ou Japão? Duelo decisivo dará vaga nas oitavas da Copa do Mundo

Equipes se enfrentam nesta segunda-feira (29) e Brasil é favorito para avançar diante dos japoneses

Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, valendo vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Invictas na competição, as duas seleções fizeram campanhas consistentes na fase de grupos, mas chegam ao mata-mata por caminhos diferentes.

Enquanto a Seleção Brasileira cresceu de rendimento ao longo do torneio e terminou como líder do Grupo C, os japoneses confirmaram a classificação em segundo lugar no Grupo F, apostando na organização coletiva e na disciplina tática para desafiar um dos favoritos ao título.

Quem avançar, enfrenta o vencedor de Costa do Marfim x Noruega, que se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h (horário de Brasília).

O encontro dos vencedores desses dois duelos da fase 1/16 avos está marcado para o domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Brasil evoluiu jogo após jogo

A estreia diante do Marrocos deixou algumas dúvidas. O empate por 1 a 1 mostrou um Brasil ainda em construção sob o comando de Carlo Ancelotti, mostrando dificuldades especialmente na criação das jogadas.

Nos dois compromissos seguintes, porém, a equipe mostrou progresso. Vieram vitórias por 3 a 0 sobre Haiti e Escócia, resultados que garantiram a liderança do grupo e ampliaram para 12 Copas do Mundo consecutivas a marca de terminar a fase inicial na primeira colocação.

Além dos resultados, o Brasil também apresentou uma evolução no desempenho ofensivo. Após marcar apenas um gol na estreia, a equipe balançou as redes seis vezes nas duas partidas seguintes e garantiu a liderança do Grupo C com o melhor saldo de gols.

Após a vitória contra a Escócia, Ancelotti elogiou a trajetória da equipe. Para o treinador, ainda há pontos para evoluir, mas o time já apresentou pontos positivos nos duelos disputados contra Marrocos, Haiti e Escócia.

— Agora estamos jogando como uma equipe. Esse é o objetivo. Não estamos perfeitos, mas melhoramos muito. Temos menos erros, mais ritmo e mais efetividade. No mata-mata, a solidez é muito importante — avaliou.

Seleção brasileira
Seleção brasileira em treino. Foto: IMAGO / Fotoarena

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Japão aposta na organização

O Japão também chega invicto, mas com uma trajetória diferente. A equipe empatou por 2 a 2 com a Holanda, goleou a Tunísia por 4 a 0 e encerrou a fase de grupos com um empate por 1 a 1 diante da Suécia.

O desempenho mostrou uma seleção bastante equilibrada, capaz de competir contra adversários de diferentes características. Sob o comando de Hajime Moriyasu, os japoneses mantiveram a identidade baseada em intensidade, disciplina defensiva e transições rápidas.

Apesar da boa campanha, a equipe terminou atrás da Holanda no Grupo F e agora terá pela frente um desafio ainda maior diante da Seleção Brasileira.

Brasil x Japão: Os protagonistas

O grande nome do Brasil até aqui é Vinicius Júnior. O atacante marcou nos três jogos da fase de grupos e entrou para uma lista histórica da Seleção. Antes dele, apenas Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo haviam balançado as redes em todas as partidas da primeira fase de uma Copa do Mundo, e todos terminaram campeões.

Do lado japonês, o principal destaque é Ayase Ueda. O centroavante marcou duas vezes na goleada sobre a Tunísia e tem sido a principal referência ofensiva da equipe durante o Mundial.

Seleção japonesa em treino
Seleção japonesa em treino. Foto: IMAGO / Xinhua

Brasil x Japçao: Quem chega mais forte?

Embora as duas seleções estejam invictas, o Brasil chega com ligeira vantagem pelo desempenho apresentado na reta final da fase de grupos. A equipe de Carlo Ancelotti mostrou evolução a cada partida, terminou com o melhor saldo do Grupo C e conta com jogadores vivendo grande momento, como Vinicius Júnior e Matheus Cunha.

O Japão, por sua vez, deve tentar explorar suas principais virtudes – a organização tática e a capacidade de competir coletivamente – características que já renderam grandes resultados em Copas anteriores. Ainda assim, a ausência de nomes de peso como Takefusa Kubo reduz parte do poder criativo da equipe.

No papel, o Brasil entra como favorito pela qualidade individual, pela experiência em mata-matas e pelo crescimento demonstrado ao longo da competição. No entanto, a disciplina tática japonesa e o histórico recente, incluindo a vitória, de virada, por 3 a 2 sobre os brasileiros em outubro de 2025, mostram que a Seleção precisará confirmar o favoritismo dentro de campo para garantir a vaga nas oitavas de final.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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