Vini Jr. e Matheus Cunha com 9: Veja as notas de Brasil 3 x 0 Haiti pela Copa do Mundo
Seleção conquista primeira vitória no Mundial e assume liderança do Grupo C, à frente de Marrocos
A seleção brasileira brilhou pela primeira vez nesta Copa do Mundo. Depois de uma atuação abaixo contra Marrocos, os comandados de Carlo Ancelotti deram a resposta necessária nesta sexta-feira (19) contra o Haiti, no Estádio da Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo. Vitória por 3 a 0, sem sustos e com domínio sobre o adversário, para dar confiança para a sequência da campanha.
Matheus Cunha, colocado no lugar de Igor Thiago, e Vinicius Júnior brilharam no triunfo. O camisa 9, do Manchester United, marcou os dois primeiros, enquanto Vini Jr. selou o triunfo e teve participação direta nos três tentos na Filadélfia — e o Brasil ainda teve dois outros gols anulados, marcados por Raphinha e Endrick.
Além deles, Lucas Paquetá, garantido entre os titulares depois de uma partida abaixo contra o Marrocos (em especial no primeiro tempo), assumiu uma posição próxima a Casemiro e Bruno Guimarães no meio-campo. Participou dos dois primeiros gols na construção da vitória nesta sexta-feira.
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Com a vitória, o Brasil chega a quatro pontos e assume a liderança do Grupo C, à frente do Marrocos pelo saldo de gols. Na última rodada, o Brasil enfrenta a Escócia, na quarta-feira (24), em Miami. No mesmo dia, Marrocos e Haiti também se encontram, com a seleção haitiana já eliminada matematicamente.
Confira a seguir as notas da Trivela para o segundo confronto do Brasil na Copa do Mundo, com o Haiti.
Notas da seleção brasileira contra Haiti na Copa do Mundo
GOLEIRO
Alisson – 7/10
Passou o primeiro tempo inteiro sem ser acionado, a não ser nas cobranças de tiro de meta. No segundo, foi crucial para evitar o único gol do Haiti, na cabeçada de Ricardo Ade. Pontos extras por garantir o clean sheet.
DEFENSORES
Danilo – 6,5/10
Um salto de qualidade, experiência e confiança em relação a Ibañez. Participativo no ataque, criou oportunidades para Bruno Guimarães e Raphinha se destacarem na primeira etapa. Também tirou em cima da linha uma das raras chances de gol do Haiti, já no segundo tempo.
Gabriel Magalhães – 6/10
Defensivamente, sólido. Diante da ineficiência do Haiti, também conseguiu se aproximar da linha de meio-campo, auxiliando no trabalho de Casemiro, Guimarães e Paquetá. Seleção volta a não ser vazada depois
Marquinhos – 7/10
Não comprometeu a defesa brasileira, e evitou qualquer lances de perigo do Haiti nas jogadas aéreas — principal força do ataque da seleção da Concacaf. Ganhou confiança após ter batido cabeça com Magalhães na primeira partida, contra Marrocos.
Douglas Santos – 6,5/10
Outra atuação sólida, seguro defensivamente e com bons apoios a Vini Jr. Poderia ter tido mais oportunidades no ataque, mas não foi buscado pelo camisa 7. Na segunda etapa, foi responsável pela primeira finalização do Brasil, mas chutou por cima do travessão. Ainda assim, se mostra como o titular da seleção.
MEIO-CAMPISTAS
Casemiro – 6/10
Auxiliado por Bruno Guimarães e Paquetá, não comprometeu no meio-campo. Ainda não teve as mesmas atuações de edições anteriores, mas teve uma atuação melhor em relação ao primeiro jogo, com pressão na saída de bola do Haiti.
Bruno Guimarães – 7/10
Mais uma boa exibição, com associações positivas no ataque. No primeiro tempo, fez boas jogada para Raphinha marcar em velocidade, mas com impedimento. Importante na marcação sobre o meio-campo do Haiti.
Lucas Paquetá 7,5/10
Outro jogo, outro Paquetá. Depois de iniciar avançado, e nas pontas, Paquetá passou a atuar alinhado a Casemiro e Bruno Guimarães. Também teve liberdade para encontrar lançamentos no ataque e teve participação direta no segundo gol, pressionando Casimir no lance que originou a assistência de Vinicius Júnior, e no terceiro, com a bola enfiada para o camisa 7.
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ATACANTES
Vinicius Júnior – 9/10
Menos acionado em relação ao duelo com Marrocos, muito pelo destaque do lado direito na Filadélfia, mas ainda importante para o funcionamento do ataque. Teve participação direta no primeiro gol, exigindo a defesa de Johny Placide.
Raphinha – 6/10
Com mais espaços na defesa em relação ao duelo com Marrocos, Raphinha encontrou espaços na defesa do Haiti, para correr e atacar os espaços em velocidade. Não à toa, no primeiro tempo teve três chances claras para marcar. Com exceção do gol anulado, ainda pecou na finalização e no último passe. Atrapalhado pela lesão que o tirou ainda na primeira etapa.
Matheus Cunha – 9/10
Mais recuado no campo em relação a um centroavante tradicional, Matheus Cunha conseguiu exercer uma função semelhante àquela do Manchester United, atuando próximo a Bruno Guimarães no meio-campo. Teve oportunismo de marcar o primeiro gol, brigando na área pelo rebote de Vini Jr. No segundo, se atrapalhou na condução, mas teve finalização de artilheiro. Aposta acertada de Ancelotti.
RESERVAS
Rayan – 6/10
Entrou ainda no primeiro tempo, no lugar de Raphinha, lesionado. Conseguiu segurar a bola no ataque, pela ponta-direita, e ainda teve oportunidade de marcar, em cruzamento de Vini Jr. na pequena área. A depender da gravidade da lesão do camisa 11, pode ganhar oportunidade contra a Escócia.
Endrick – 6/10
Estreia na Copa do Mundo, depois de cinco dias em que Carlo Ancelotti foi pressionado para utilizar o atacante do Real Madrid. Conseguiu fazer o papel de pivô nos pouco mais de 30 minutos em que esteve em campo, e chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento.
Gabriel Martinelli – 6/10
Outro estreante nesta Copa do Mundo. Martinelli entrou com vontade no ataque da seleção brasileira, e finalizou no travessão de Placide. Teve boas articulações com Endrick e Rayan nos minutos em que esteve em campo.
Éderson e Danilo Santos – s/n
Pouco tempo para mostrar serviço. Convocado no lugar de Wesley, Éderson ainda teve uma única oportunidade de marcar, mas erro a finalização rasteira, próximo à trave.
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Notas dos destaques do Haiti contra seleção brasileira na Copa do Mundo
GOLEIRO
Johny Placide – 2/10
Alvejado pelo volume de ações do Brasil no primeiro tempo, não conseguiu fazer uma grande defesa — a não ser em lance no segundo tempo, na finalização de Gabriel Martinelli, em que foi marcado o impedimento. Mesmo quando conseguiu intervir, Matheus Cunha empurrou o rebote para as redes na primeira etapa.
DEFENSORES
Carlens Arcus, Ricardo Ade, Hannes Delcroix, Martin Experience e Jean-Kevin Duverne – 1/10
Depois de uma boa atuação contra a Escócia, o setor defensivo não conseguiu conter a velocidade e as jogadas explosivas do Brasil — em especial de Raphinha, Vinicius Júnior e Matheus Cunha no primeiro tempo.
ATACANTES
Frantzdy Pierrot – 1/10
Atleta mais perigoso contra a Escócia, Pierrot passou despercebido contra o Brasil.