Copa do Mundo 2026

Brasil 3 x 0 Haiti: Seleção aproveita adversário perfeito para expor maiores qualidades

Vinicius Júnior, Matheus Cunha e mais brilham em vitória imponente do selecionado brasileiro na Copa do Mundo

A estreia negativa com o Marrocos ficou para trás. A seleção brasileira amassou o Haiti no primeiro tempo e foi o suficiente para vencer por 3 a 0 nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo, no Lincoln Financial Field. Uma atuação irretocável que também expõe a fragilidade do lado caribenho.

Entre os 22 e os 47 minutos de jogo foram os três gols, de perfis bem parecidos. Matheus Cunha aproveitou o rebote do goleiro adversário no primeiro e no segundo, atacando em velocidade, marcou de canhota. Vinicius Júnior, que participou dos dois gols anteriores, marcou outro em lançamento de Lucas Paquetá. Na etapa final, o ritmo caiu, mas o lado haitiano não incomodou.

A imagem que fica é a primeira parte, que garantiu a primeira vitória no Mundial de 2026. O resultado serviu para o Brasil mostrar o que tem de melhor, justamente o que Carlo Ancelotti mais busca que esse time faça com frequência.

Brasil x Haiti: Como foi o jogo

Não foi um início de jogo tão fácil como o placar indica. Além de um gol de Raphinha impedido, praticamente não teve chegadas perigosas no ataque até os 20 minutos, apesar de muitas tentativas de lançamento. A partir dos 21, porém, o Brasil não parou mais. Além dos gols em um curto espaço de tempo, Raphinha perdeu duas chances cara a cara com Johny Placide.

Na etapa final, o ritmo diminuiu. Tanto que o Brasil não finalizou até meia hora, apesar de ter assustado com bola de Gabriel Martinelli no travessão em jogada anulada por impedimento. Os reservas entraram para ganhar rodagem, com destaque para Endrick, que chegou a balançar a rede, mas estava em posição irregular.

A Seleção até permitiu mais chegadas do modesto adversário da América Central, que somou todas suas finalizações nos 45 minutos decisivos. Alisson, no máximo, teve que salvar batida de longe de Dominique Simon. Resultado absolutamente justo e até barato para as chances que o lado sul-americano teve na primeira parte.

Alisson comemora gol do Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo
Alisson comemora gol do Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo. Foto: IMAGO / Brazil Photo Press

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e fique por dentro do melhor conteúdo de futebol!

Um conteúdo especial escolhido a dedo para você!

Aoa se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Brasil x Haiti: Defesa alta do adversário dá o contexto ideal

Surpreendentemente, o Haiti optou por ter uma linha de defesa relativamente alta, mas não pressionava quem tinha bola. Ou seja, os zagueiros, Paquetá e Casemiro tinham muito espaço para lançar, enquanto Vinicius Júnior e Raphinha, os dois melhores jogadores brasileiros, velozes e especialistas em ataque às costas da defesa adversária, se projetavam sobre defensores lentos. A receita para o sucesso brasileiro.

Antes dos gols, os dois atacantes brasileiros foram acionados dessa forma diversas vezes, em especial o jogador do Barcelona, que, impedido, fez um gol e perdeu outro cara a cara com o goleiro. O terceiro gol veio assim: em saída de bola brasileira, Paquetá lançou Vini Jr. se projetando nas costas da defesa adversária.

Foi em velocidade que os dois primeiros gols ocorreram. O primeiro, em conexão rápida por dentro, Vini limpou dois antes de chute para forçar defesa do goleiro e Cunha marcar no rebote. Depois, Paquetá desarmou já acionando o camisa 7, que deu em profundidade para o atacante marcar de novo.

É o contexto perfeito para potencializar os melhores jogadores brasileiros: ataques em velocidade. Seja aproveitando uma linha alta adversária com pouca pressão no portador da bola ou a partir de um desarme no campo de ataque que acelere de forma rápida e vertical a jogada.

A entrada de Rayan no lugar do lesionado Raphinha, em vez de Luiz Henrique, que normalmente é o primeiro reserva por ali, é um indicativo disso. A situação física do camisa 11 será algo importante a ser observado nos próximos dias.

Seleção brasileira pode não encontrar esse espaço sempre

O cenário ideal para o time brasileiro, no entanto, pode não ocorrer sempre. A própria estreia do Marrocos, agressivo para impedir esse tipo de jogada, foi um exemplo de como os adversários tentarão evitar que o Brasil consiga acionar Vinicius Júnior e Raphinha.

A partida contra a Escócia, com jogadores muito físicos, na próxima quarta (24), também pode ser um embate intenso e de pressão adversária. Nesse contexto, se encaixa uma saída de bola bem feita, tem o campo necessário para fazer seus principais jogadores correrem.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo