Copa do Mundo 2026

Último Brasil x Japão vale de comparação? Como muita coisa nas duas seleções mudou desde o amistoso

Seleção brasileira tem desafio complicado no mata-mata da Copa do Mundo 2026; relembre último confronto

Brasil e Japão voltam a se enfrentar na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), mas dessa vez — a primeira — pelo mata-mata da Copa do Mundo. Após pouco menos de um ano, desde o amistoso realizado em Tóquio em outubro de 2025, o perfil das equipes mudou, e a percepção sobre o reencontro também.

Durante o amistoso que terminou com uma vitória de virada por 3 a 2 dos Samurais Azuis, a seleção brasileira ainda vivia um momento de testes sob o comando de Carlo Ancelotti. O Brasil chegou a dominar a primeira etapa e abriu o placar com Paulo Henrique após uma jogada que contou com a tabela de Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. O próprio Paquetá deu assistência para o segundo gol, marcado por Gabriel Martinelli.

SELEÇÃO BRASILEIRA
Seleção Brasileira contra o Japão. (Foto: RAFAEL RIBEIRO I CBF)

Mas o que parecia um jogo seguro se desfez para a seleção brasileira, após as mudanças promovidas por Ancelotti no intervalo. Com a entrada de Caio Henrique e Joelinton, o meio-campo perdeu solidez e a defesa se mostrou perdida. A virada dos Samurais Azuis tomou forma com um erro de Fabrício Bruno aos seis minutos, e Minamino fez o primeiro.

Aos 16, Nakamura venceu a defesa e deixou tudo igual. A derrota foi sacramentada ainda aos 25 minutos do segundo tempo após Ueda superar Lucas Beraldo na disputa aérea e marcar o terceiro gol, que resultou na primeira derrota da história do Brasil para o Japão.

Lesões e testes mudaram seleções para a Copa do Mundo

No amistoso, a seleção brasileira contou com a escalação inicial tendo Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; Bruno Guimarães, Casemiro, Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior. Já os suplentes que chegaram a atuar na partida estavam Caio Henrique, Joeliton, Richarlison, Estêvão, Rodrygo e Matheus Cunha.

Era um período de muitos testes e em todos os setores do campo. Desse grupo, apenas sete jogadores conseguiram uma vaga na delegação brasileira que disputa atualmente a Copa do Mundo: Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vinicius Júnior, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha. Já Estêvão e Rodrygo foram cortados da Copa devido às lesões.

Bruno Guimarães, Vini Jr. e Lucas Paquetá celebram gol da seleção brasileira na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Ulmer/Teamfoto)
Bruno Guimarães, Vini Jr. e Lucas Paquetá celebram gol da seleção brasileira na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Ulmer/Teamfoto)

A equipe do Japão também passou por mudanças. Na época da partida, o grupo comandado por Hajime Moriyasu escalou o time com Zion Suzuki; Junnosuke Suzuki, Shogo Taniguchi e Tsuyoshi Watanabe; Kaishu Sano, Daichi Kamada, Keito Nakamura e Ritsu Doan; Takumi Minamino, Takefusa Kubo e Ayase Ueda.

Contudo, os Samurais Azuis perderam pilares importantes de sua espinha dorsal para o Mundial. Takumi Minamino, de poder de criação no último terço; Kaoru Mitoma (autor do primeiro gol contra o Brasil no amistoso), referência da equipe e de grande capacidade individual, além de Wataru Endo, capitão e responsável por trazer segurança à frente da linha de defesa.

Um dos seus destaques, Takefusa Kubo tem convivido com dores no joelho após a estreia no Mundial contra a Tunísia. A expectativa é de que ele só se recupere no período das oitavas de final, caso a equipe se classifique para a disputa. Já o zagueiro Itakura saiu com dores contra a Suécia e é dúvida para enfrentar o Brasil.

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Como chega o Japão no duelo contra o Brasil?

Nas últimas duas edições da Copa do Mundo, o Japão esteve próximo de encarar o Brasil no mata-mata. Nas oitavas de final de 2018, os asiáticos sofreram a virada para a Bélgica nos minutos finais. Os belgas também bateriam a seleção brasileira para seguir vivos no Mundial.

Na mesma fase, em 2022, os japoneses empataram com a Croácia e acabaram eliminados nos pênaltis. Nas quartas, os europeus foram nossos algozes. A seleção japonesa vem de um ciclo sólido, mantendo uma base promissora para alcançar as quartas de final, que seria sua maior colocação em Copas na história. 

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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