Duas derrotas, mas ideias perigosas: Data Fifa da Escócia pode ligar alerta ao Brasil
Europeus estão no grupo do Brasil na Copa do Mundo e perderam os dois jogos da Data Fifa de março
A Escócia enfrentou Japão e Costa do Marfim na Data Fifa de março, os últimos jogos antes da convocação final para a Copa do Mundo. Os resultados podem animar o Brasil: os europeus perderam ambos os jogos.
No entanto, mesmo duas derrotas por 1 a 0, em jogos em que tiveram menos a posse de bola e viram os adversários criarem mais chances, os escoceses mostraram ideias que podem ser perigosas para o time de Carlo Ancelotti.
Escócia mostra perigos ao Brasil mesmo com Data Fifa decepcionante
Na primeira derrota contra o Japão, a equipe de Steve Clarke entrou completamente modificada do time titular. Apenas os dois principais jogadores, Andrew Robertson e Scott McTominay, começaram jogado.
Os japoneses enfrentaram uma seleção que queria promover testes, assim como aconteceu na vitória sobre o Brasil, em que Ancelotti testou um 4-3-3 mais clássico com Vinícius Junior como falso nove sem sucesso.
Neste jogo, a Escócia foi a campo com um 4-2-3-1, diferente do padrão com três zagueiros com que Clarke vinha jogando antes. Mas um padrão que se manteve foi a marcação em linhas altas e compactas, algo que a seleção brasileira tem tido dificuldades de enfrentar neste ciclo para a Copa.
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Pressão pode incomodar a seleção brasileira
Mais do que uma marcação alta, os escoceses também se postaram com um meio-campo volumoso, o que pode ser especialmente perigoso contra um Brasil que encontrou dificuldades de sair de pressões altas e agressivas, como no jogo contra a França.
Isso voltou a ser feito contra a Costa do Marfim. Os escoceses começaram melhor principalmente por sua pressão alta e coordenada, em especial nos tiros de meta.
Defendendo em 5-3-2, a pressão da Escócia nesses lances coloca dois atacantes dividindo os zagueiros e direcionando a bola para um dos corredores, para depois subir o ala do lado forte da jogada para ajudar na pressão e congestionar o meio para impedir a progressão pelo corredor central. Isso gerava dificuldades de uma saída limpa e obrigava lançamentos.
A pressão, no entanto, não foi constante, e a Costa do Marfim conseguiu mante a bola também vencendo duelos individuais, às vezes na força e velocidade, mesmo com lançamentos longos. É uma estratégia escocesa que pode incomodar o Brasil, mas, claro, tem falhas — que serão assunto posterior.
Starting XI 🏴#CIVSCO pic.twitter.com/ENkKwX2eTV
— Scotland National Team (@ScotlandNT) March 31, 2026
Construção a três pode passar pela marcação do Brasil
Outro ponto de atenção do time de Carlo Ancelotti é na sua própria fase defensiva. Desde que o italiano chegou, uma clara fraqueza do time é a forma de defender equipes que constroem com três defensores.
Foi assim contra o Japão, que conseguiu passar pela pressão frágil brasileira com sua saída em 3-2, principalmente encontrando diagonais para os alas livres. E também contra a França, que recuava um dos volantes para a linha dos zagueiros e um dos atacantes para ser apoio central e criar superioridade numérica.
Contra a Costa do Marfim, por exemplo, a Escócia jogou com três zagueiros e construiu majoritariamente com o trio atrás de dois volantes para apoio. Esse é um padrão que já se provou eficiente contra a marcação brasileira, principalmente com as dificuldades que o time tem para encontrar um bom equilíbrio de pressão.
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Seleção brasileira ainda pode tirar lições positivas
Ainda assim, o Brasil pode brilhar os olhos com os jogos do seu adversário da Copa nesta Data Fifa. Um dos pontos é óbvio, mesmo com os bons padrões, a Escócia ainda assim não venceu nenhum dos dois confrontos.
Mais do que isso, o principal ponto de atenção que a equipe brasileira pode aproveitar está no espaço nas costas da defesa escocesa. Ao passo que sobem pressão forte e marquem alto com linhas compactadas, isso libera espaços atrás.
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Atacantes velozes como Vinicius Júnior, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão podem ser armas importantes para o Brasil verticalizar o jogo caso consigam sair da primeira pressão escocesa. Foi assim que a Costa do Marfim levou muito perigo durante o jogo e, inclusive, marcou o gol da vitória.
Os africanos ficaram mais de um vez em situações de vantagem numérica contra a defesa da Escócia correndo para trás, e poderiam ter vencido por mais do que 1 a 0.
Os espaços foram mais constantes do que o ideal, em diferentes momentos do jogo. O Brasil pode aproveitá-los com um jogo mais direto, mas também com chances mais claras caso consiga pacientemente passar pela pressão por baixo — certamente encontrará brechas, principalmente nos intervalos entre zagueiros e alas.