Fluminense aproveita alta de mercado de apostas e terá patrocínio master bem maior em 2024
Fluminense se aproxima de novo acordo de patrocínio master e pode entrar no top 5 do país após título da Libertadores, alta do mercado de apostas e 'efeito-dominó' no futebol carioca

Desde 2021 com a Betano estampada no espaço mais nobre de seu uniforme, o Fluminense pode mudar de patrocinadora master em 2024. O Tricolor abriu conversas com algumas empresas do setor de apostas e tem em sua mesa propostas muito mais lucrativas. A diretoria espera até o fim dessa semana por sua atual parceira, a quem deu o direito de igualar os números das concorrentes.
A @Betano_BR é a nova patrocinadora master do Fluminense. Bem vinda! Saiba mais >> https://t.co/ogVyjw1M5a #FluBetano pic.twitter.com/UFFxPoirmS
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) June 1, 2021
A melhor das propostas na mesa do Fluminense neste momento é da Superbet, que ofereceu mais de R$ 35 milhões fixos e outras variáveis correspondentes ao desempenho esportivo do clube em 2024, incluindo competições já no primeiro semestre como o Campeonato Carioca e a Recopa.
Os valores podem mudar um pouco durante a negociação que ainda não está fechada. Se fechar contrato nestes moldes, o Tricolor estaria entre os cinco clubes mais bem pagos do país em patrocínios.
Além da Superbet, que é a nova parceira do São Paulo, a Estrela Bet e outras casas de apostas buscaram o Flu com ofertas maiores que o atual contrato da Betano, considerado defasado pelo clube e pelo mercado.
Ver esta publicação no Instagram
Quando fechou contrato com a empresa do grupo europeu Kaizen Gaming, uma das maiores empresas do segmento no mundo, o Tricolor tinha sua camisa um pouco desvalorizada pelo tempo sem patrocínio master. As casas de apostas também ainda davam seus primeiros passos, e mudanças na legislação brasileira ao longo dos anos modificaram o panorama.

Por que mercado de apostas está aquecido no Brasil
Em 2023, por conta da necessidade de tributação do setor e formalização das atividades econômicas e trabalhistas, o governo brasileiro promoveu duas movimentações importantes sobre o tema.
Em julho, editou a Medida Provisória (MP) 1.182/2023 e, submeteu aos parlamentares o Projeto de Lei (PL) 3626/23. Após aprovação da Câmara, o PL foi para o Senado, onde acabou transformado na Lei Ordinária 14790/2023 e foi sancionada, com alguns vetos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia do ano.

A lei versa que as empresas de apostas precisam se credenciar para atuar no Brasil, assim como os apostadores. Todos agora estão sujeitos a obrigações tributárias. Essa regulamentação precisa ser feita até o fim do primeiro semestre — o que ajuda a explicar a corrida das empresas por investimentos em clubes de futebol e o aumento dos valores envolvidos.
Um levantamento da Folha de São Paulo mostrou que 15% da população brasileira já apostou ou se interessou por apostas esportivas, que geraram R$ 2,1 bilhões em 2023 no país.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Fluminense espera valores altos após título da Libertadores
O acordo entre Fluminense e Betano, que já havia sido atualizado em 2023, pagava cerca de R$ 15 milhões fixos ao clube, além de premiações por conta do que o mercado chama de “gatilhos por performance”. Os lucros das empresas aumentaram e movimentaram mais dinheiro na última temporada. O Flu, campeão da Libertadores, vê sua marca valorizada e quer um pagamento condizente.
Ver esta publicação no Instagram
Ao mesmo tempo que recebe assédio do mercado e negocia de maneira limpa com a Betano, que está ciente do interesse de suas concorrentes, o Fluminense observa inflações “propositais” em valores divulgados por outros clubes.
Alguns venderam outras propriedades comerciais além do patrocínio master, e por isso, recebem valores mais altos, como o São Paulo. Outros fecharam negócios ainda obscuros, como o Corinthians, provocado por Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que duvida dos R$ 123 milhões anunciados pelo rival.
Mercado das apostas causa efeito dominó no futebol carioca
Um dos rivais do Tricolor, o Vasco busca um patrocinador que pague R$ 50 milhões pela propriedade principal de seu uniforme. Mas diferente do que chegou a ser veiculado, não recebeu propostas desse valor. A sondagem que mais se aproximou está distante após o vazamento dos valores de maneira inflacionada.

Assim como o Corinthians, o Vasco tinha acordo com a Pixbet, que decidiu mudar seu foco de investimento. A empresa passou o investimento que fez nos dois clubes para o Flamengo, o que causou um efeito dominó no futebol carioca. O Rubro-Negro agora recebe R$ 85 milhões por ano da casa de apostas, uma das mais populares do país.
A Trivela apurou que o Cruz-Maltino já aceita menos de R$ 40 milhões, entre fixos e variáveis, neste momento, em acordo que pode ser até menor que o do Fluminense. O clube de São Januário também deve ter um novo parceiro nos próximos dias.

Os valores envolvidos em negociações com outros grandes servem de balizadores para o Fluminense, que quer investimento próximo aos rivais, que quer estar entre os primeiros cinco colocados do ranking de patrocínios masters do Brasil em 2024 em valores fixos.
- Corinthians — Vaidebet — R$ 120 milhões por ano — contrato até dez/2026;
- Flamengo — Pixbet — R$ 85 milhões por ano — contrato até dez/2025;
- Palmeiras — Crefisa — R$ 81 milhões por ano — contrato até dez/2024;
- São Paulo — Superbet — R$ 52 milhões por ano — contrato até dez/2026;
- Grêmio e Internacional — Banrisul — R$ 30 milhões por ano — contrato até dez/2025.
Empresa próxima do Fluminense contratou executivos de atual parceira
A Superbet chegou com força ao mercado brasileiro. E para isso, uma explicação é a forma de entrada. A empresa contratou executivos que já operavam no segmento, e no Rio de Janeiro, tirou representantes da Betano, atual parceira do Fluminense. A mudança corporativa pavimentou a aproximação na negociação.

O Flu ainda espera pela Betano, que cogita igualar os valores para manter o Tricolor como parceiro. A empresa, que também patrocina o Atlético-MG, investe forte também em naming rights, e já tem a Copa do Brasil e a Série B do Brasileirão. Bem vista no mercado, a casa de apostas negocia outras propriedades pelo país.
Já a Superbet vê o Fluminense com perfil parecido ao do São Paulo e quer ter um clube nos dois maiores centros do país. A empresa também observa Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, onde aguarda definições dos clubes, ainda sem propostas.



