Brasileirão Série A

Empatimão: o Corinthians está viciado em empatar e em fazer um tempo bom e outro ruim

Corinthians só alcançou número de empates deste Campeonato Brasileiro de 2023 na edição de 2019, ainda assim quando a competição acabou

Se há alguns anos o Corinthians era conhecido por marcar um único gol e conseguir segurar o resultado, hoje o time tem sofrido no que era uma de suas qualidades, já que mesmo saindo à frente do placar em alguns jogos, acabou sedendo o empate ao adversário devido à oscilação que vem acontecendo de um tempo para o outro da partida.

No Campeonato Brasileiro de 2023, o Timão soma 13 empates, isso faltando oito jogos para término da temporada, ou seja, o Corinthians ainda pode empatar mais algumas partidas pela frente, a igualdade no placar tem sido recorrente nesta temporada, e o que chama a atenção é que destes empates a maioria foi dentro de casa, na Neo Química Arena. Confira:

Nos últimos três anos o time só passou dessa quantidade com a competição chegando ao fim, em 2019:

  • Brasileirão 2022 – 11 empates
  • Brasileirão 2021 – 12 empates
  • Brasileirão 2020 – 12 empates
  • Brasileirão 2019 – 14 empates
  • Brasileirão 2017 – 9 empates (Conquista do Hepta campeonato)

Oscilação durante a partida pode explicar número de empates na temporada

Dentre tantos problemas enfrentados pelo Corinthians na temporada, um deles tem sido a diferença no rendimento da equipe do primeiro tempo para o segundo, ainda que essa oscilação tenha ficado mais evidente desde a chegada de Mano Menezes ao clube, o time já demonstrava um queda de rendimento e um inconstância na organização e pressão dentro da partida.

A partida que mais ficou evidente a queda de produção alvinegra foi diante do Fluminense, no Maracanã, o primeiro jogo depois da data Fifa, o Corinthians conseguiu ser mais organizado e conseguiu pressionar o time carioca ocasionando erros e balançando a rede três vezes só no primeiro tempo, mas na volta do intervalo, o time não foi o mesmo, foi pressionado pelo tricolor, perdeu o padrão tático, e acabou cedendo o empate por 3 a 3, em uma partida que estava praticamente com a vitória garantida.

Na rodada seguinte, o empate foi com o América-MG, em Itaquera, por 1 a 1, aliás, empate esse que o time alcançou no apagar das luzes, com um gol de Giuliano. Neste jogo não teve oscilação de rendimento, isso porque o Corinthians jogou mal durante os 90 minutos, um partida para ser esquecida, a pior do alvinegro no ano.

O ponto fora da curva foi contra o Cuiabá, na Arena Pantanal, onde Mano Menezes conseguiu extrair o melhor do elenco, montou um time com os mais experientes, e focado em neutralizar os pontos fortes do Dourado, e a estratégia deu certo, já que mesmo fora de casa, o desempenho do Corinthians foi linear conseguindo o resultado favorável de 1 a 0 e segurando o adversário mesmo nas jogadas de mais perigo.

Diante disso o que se esperava era uma sequência boa, apesar das dificuldades de um clássico, o jogo com Santos apesar do pênalti polêmico dado pela arbitragem, também foi uma partida em que o time teve uma queda entre as duas epatas. Na primeira, Corinthians conseguiu finalizar tanto de dentro, quanto de fora da área, além das jogadas de bola parada, e só não balançou a rede do Peixe por mais de uma vez graças a ótima atuação do goleiro João Paulo, que pegou tudo.

Apesar queda de rendimento o treinador corintiano ressaltou que desta vez não foi tanta assim:

– (A palavra) Inconstante não cabe para hoje. Já foi inconstante em jogos anteriores comigo, oscilou mais, mas hoje tínhamos uma condição bem boa de nível de atuação. Merecíamos ter ampliado o placar, aberto já no primeiro tempo. Depois que fizemos o gol é que não tivemos um entendimento de jogo. O jogo não se joga sozinho. Quando o adversário sofre o gol, também começa a tomar outras iniciativas, fazer alterações táticas, e aí temos de saber entender as mudanças do jogo. Hoje estava bem encaminhado para fechar o jogo bem. Foi um pecado. –

Foto de Jade Gimenez

Jade GimenezSetorista

Jornalista, fascinada por esporte desde a infância e transformou a paixão em profissão. Além do futebol, se mantem por dentro de outras modalidades desde Fórmula 1 até NFL. Trabalhou como repórter em TV e rádio cobrindo partidas de futebol, futsal e basquete.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo