Um listão de 40 reforços renomados que desembarcam em Catar e Emirados Árabes
Enquanto Verratti e Coutinho são as principais estrelas no Catar, os Emirados Árabes contarão com Iniesta

O Campeonato Saudita dominou as manchetes ao longo dos últimos meses, com tantos reforços estelares de seus principais clubes. Porém, o mercado se aqueceu no Oriente Médio como um todo. Catar e Emirados Árabes Unidos possuem projetos até mais antigos no futebol de elite, representados por Manchester City e Paris Saint-Germain. Também aproveitaram a onda de negócios abastados e fizeram mercados movimentados para os seus padrões, mesmo que os clubes das duas ligas possuam seus medalhões há décadas. Foram semanas agitadas, que guardaram os desembarques de nomes como Marco Verratti e Philippe Coutinho no Catar, além de Andrés Iniesta nos Emirados Árabes.
Como os clubes dos dois países não possuem o mesmo apoio visto na Arábia Saudita, em que o fundo soberano do governo torrou quase um bilhão de euros, as contratações foram mais modestas. Ainda assim, há capacidade para bancar salários suntuosos, o que torna Catar e Emirados Árabes mais atrativos que a Europa em termos financeiros para determinados atletas. A recente Copa do Mundo ainda era um chamariz a mais para os catarianos, que levaram até mais nomes conhecidos. Não chegam à aura de um Cristiano Ronaldo, um Karim Benzema ou um Neymar. Mesmo assim, não se nega que as duas ligas vizinhas estarão bem mais estreladas e poderão fazer barulho na Champions Asiática.
Abaixo, separamos uma lista de 40 reforços renomados que desembarcaram nos clubes de Catar e Emirados Árabes Unidos nesta temporada. Confira:
Catar

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Marco Verratti (Al-Arabi)
A história de Verratti na Europa possui grandes momentos, mas parece faltar algo. O meio-campista surgiu como um fenômeno no Pescara, a ponto de ser levado da Serie B direto ao projeto endinheirado do Paris Saint-Germain. Foi um dos primeiros reforços dos parisienses sob a gestão do Catar e totalizou 11 anos de clube, com 416 partidas disputadas. Porém, ao mesmo tempo em que empilhou troféus na Ligue 1, tornando-se o jogador mais vitorioso da história do clube, nunca conseguiu dar o passo além na Champions e também sofreu com as muitas lesões. Em só uma edição do Francesão o italiano superou os 30 jogos. Ao menos, a Euro 2020 concedeu uma grande glória ao seu currículo. O PSG estava mais interessado em se desfazer do volante, aos 30 anos, e uma solução foi a mudança para o Al-Arabi, que ainda entregou €45 milhões aos cofres parisienses. Vai ter bons talentos para servir, com o sírio Omar Al-Somah e o tunisiano Youssef Msakni contratados em definitivo após empréstimo. Rafinha Alcântara é outro ex-PSG por lá.
Abdou Diallo (Al-Arabi)
Outro jogador vendido pelo PSG ao Campeonato Catariano foi Abdou Diallo, por €15 milhões. O zagueiro de 27 anos sequer teve muito espaço no clube, numa carreira mais identificada na Bundesliga, especialmente pela projeção que ganhou no Mainz 05 e no Borussia Dortmund. Não à toa, escanteado no Parc des Princes, Diallo tentou um empréstimo ao RB Leipzig e nem lá deu certo na temporada passada. Vai priorizar o lado financeiro, apesar da idade para ainda render na Europa. O beque tem seu moral na seleção de Senegal, campeão da Copa Africana em 2022 e presente na Copa do Mundo.
Naïm Sliti (Al-Ahli)
Sliti é um nome rodado da seleção da Tunísia. O meia disputou 70 partidas pelas Águias de Cartago, presente nas duas últimas Copas do Mundo e também nas três últimas Copas Africanas de Nações. O veterano de 31 anos rodou por diferentes clubes da França, com mais destaque pelo Red Star Paris e pelo Valenciennes. Já sua história no Oriente Médio começou na Arábia Saudita, com quatro temporadas pelo Al-Ettifaq. O camisa 10 perdeu importância na última campanha e saiu ao final de seu contrato, em meio às transferências pomposas do Campeonato Saudita. Chega sem custos ao Al-Ahli de Doha, que também contratou nomes como Idrissa Doumbia (Sporting) e Danilo Arboleda (Al-Ain). Julian Draxler ainda está cotado para ser anunciado em breve.
Ibra Bamba (Al-Duhail)
O Al-Duhail resolveu pagar caro num zagueiro jovem. Ibra Bamba custou €8 milhões aos cofres do clube, mais possíveis bônus. O zagueiro nascido na Itália, de origem marfinense, começou nas categorias de base da tradicional Pro Vercelli. Ainda nos juniores se transferiu ao Vitória de Guimarães e se profissionalizou em Portugal. Bamba esteve entre os destaques do clube na temporada passada e o Al-Duhail busca um jogador que ainda pode gerar um dinheiro de revenda à Europa, por sua idade. O garoto chegou a participar de um período de treinamentos com a Itália, mas ainda não estreou no futebol de seleções.
Ibrahima Diallo (Al-Duhail)
Mais um jovem que se torna aposta do Al-Duhail é o volante Ibrahima Diallo, de 24 anos. O francês de origem senegalesa passou pelas seleções de base dos Bleus. Começou no Monaco e ganhou espaço na Ligue 1 através do Brest. Já suas últimas três temporadas foram vividas na Inglaterra, mas sem deslanchar no Southampton. Reserva nos tempos de Premier League, acabou vendido após o rebaixamento e os catarianos oferecem um dinheiro que pelo menos compensa o gasto alto dos Saints na época da contratação. Ibrahima Diallo pelo menos estará perto da família em Doha, irmão mais novo do zagueiro Abdou Diallo, levado pelo Al-Arabi.

Philippe Coutinho (Al-Duhail)
Philippe Coutinho chegou ao momento de admitir que o melhor de seu futebol em alto nível ficou para trás. O auge do armador pelo Liverpool foi excelente, mas a decisão de sair rumo ao Barcelona, numa transferência suntuosa, fez o brasileiro perder seus rumos. Não compensou o investimento dos blaugranas. Depois, teve seu brilho pontual no Bayern de Munique, mas nada para transformar o empréstimo em compra, mesmo com a Tríplice Coroa. E após uma volta ainda mais apagada ao Barça, o renascimento até se desenhou no Aston Villa. Por poucos meses. O talento de Coutinho em Birmingham durou enquanto o trabalho de Steven Gerrard estava bem, o que não foi muito tempo. O físico não anda muito confiável e nem mesmo a melhora do time com Unai Emery o auxiliou. O início da Premier League 2023/24 teve nova lesão e uma saída para o Catar que pelo menos alivia as contas dos Villans, após uma renovação de contrato com o astro que hoje soa desnecessária. Aos 31 anos, Coutinho agora vai servir gols para o queniano Michael Olunga e para o catariano Almoez Ali no bom ataque do Al-Duhail, atual campeão nacional.
Lyanco (Al-Gharafa)
O Al-Gharafa é um dos clubes mais tradicionais do Catar, mas não fez um mercado tão badalado. O nome mais conhecido dentre os reforços é o do zagueiro Lyanco. O brasileiro teve momentos razoáveis na Europa, entre a ascensão no Torino e a sequência no Southampton. Entretanto, estava no time rebaixado na Premier League e foi mais um a rumar para o Campeonato Catariano, aos 26 anos. Parece romper de vez com a história de quem até surgiu bem nas seleções de base do Brasil, mas não conseguiu se firmar num nível mais alto dentro da Europa.
Ferjani Sassi (Al-Gharafa)
Sassi possui uma carreira peculiar, recheada de gigantes africanos em seu currículo. O meio-campista começou no Sfaxien, de sua Tunísia natal, e até passou duas temporadas no Metz. Ganhou mais destaque quando voltou ao seu continente, primeiro ao Espérance e depois no Zamalek. Chegou a conquistar o Campeonato Tunisiano e o Campeonato Egípcio. Mais recentemente, Sassi se transferiu ao Al-Duhail e também levou o Campeonato Catariano na última temporada. Entretanto, mudou de ares para ser referência do Al-Gharafa aos 31 anos. Outro medalhão do norte da África, mais antigo no time, é o argelino Yacine Brahimi.
Denis Alibec (Muaither)
Aos 32 anos, Alibec tem muita história para contar. O romeno possui um currículo recheadíssimo. Profissionalizou-se na Inter, mas não ficou por muito tempo. Rodou por Standard de Liège, Viitorul Constanta e Bologna, até conseguir uma sequência no Astra Giurgiu, pelo qual foi campeão nacional. Jogou também pelo Steaua Bucareste e pelo Cluj entre as forças do Romenão, além de vestir as camisas de Kayserispor e Atromitos no exterior. Já na temporada passada, voltou ao rebatizado Farul Constanta onde tudo começou para ser campeão da liga sob as ordens de Gheorghe Hagi. Mas não que o centroavante tenha criado raízes, abraçando a proposta do Muaither. Presente na Euro 2016, vem sendo titular da seleção romena.
Rodrigo Moreno (Al-Rayyan)
Rodrigo Moreno é o reforço mais experiente do Al-Rayyan, mas numa altura em que ficava com um mercado reduzido na Europa. O carioca possui bons momentos na carreira, formado pelo Real Madrid, mas lançado mesmo pelo Bolton e pelo Benfica. Seria depois um dos grandes ídolos do Valencia na última década e fez por merecer as chances na seleção da Espanha, reserva na Copa do Mundo de 2018. Já nas últimas três temporadas, Rodrigo esteve entre as referências do Leeds United na Premier League, mas sem necessariamente reproduzir o seu melhor. O rebaixamento adiantou sua saída. É curioso como o atacante ainda vinha sendo chamado pela seleção, no banco durante a recente conquista da Liga das Nações. Foi comprado por €3,5 milhões, aos 32 anos.

Róger Guedes (Al-Rayyan)
A transferência de Róger Guedes para o Al-Rayyan chamou bastante atenção. O atacante de 26 anos vinha em grande fase no Corinthians, mas os €9,1 milhões pagos pela transferências se provaram irrecusáveis. Vai ser uma nova experiência do brasileiro no exterior. Depois de despontar no Criciúma e ganhar mais visibilidade na Série A com Palmeiras e Atlético Mineiro, Guedes ficou três anos na China com o Shandong Taishan. O retorno ao Corinthians valeu para valorizar o atacante novamente no Brasil, mas a chance de fazer dinheiro num Eldorado surgiu novamente no seu caminho. Seu começo pelo novo clube é espetacular, com três gols e três assistências em três partidas. Tem jogado mais como um meia de ligação.
Gabriel Pereira (Al-Rayyan)
Gabriel Pereira é o reforço mais caro do Al-Rayyan, levado por um preço maior que Róger Guedes ou Rodrigo Alcântara. O que pesa a favor do ponta direita de 21 anos é a idade, dentro da política do Campeonato Catariano de permitir dois estrangeiros a mais até 21 anos. Por isso mesmo o clube desembolsou €10 milhões em sua compra e ainda levou o zagueiro português André Amaro, do Vitória de Guimarães, por €7,75 milhões. Pereira surgiu no Corinthians, com espaço no time especialmente em 2021. Mudou-se para a MLS em 2022 e fez duas boas temporadas com o New York City FC. Anotou 15 gols e deu sete assistências em 51 aparições na liga americana, virando negócio para o Al-Rayyan.
Thiago Mendes (Al-Rayyan)
Thiago Mendes deixa a Europa depois de seis temporadas bem vividas na Ligue 1. O meio-campista formado pelo Goiás e com passagem pelo São Paulo se deu bem na França. Teve bons momentos no Lille e depois superou as 100 partidas com a camisa do Lyon. Chegou a disputar uma semifinal de Champions e, até por não ser o jogador mais requintado, conseguiu construir uma história bastante digna no exterior. Entretanto, aos 31 anos, tinha um mercado mais limitado e preferiu aproveitar o momento de ganhar um salário mais alto no Catar. O Al-Rayyan pagou €4,2 milhões por sua compra, num momento de crise financeira no Lyon.
Achraf Bencharki (Al-Rayyan)
Bencharki é mais um desses jogadores que podem não ter grande fama na Europa, mas fazem sucesso no Mundo Árabe. O atacante surgiu no Maghreb de Fès e depois rodou por gigantes como o Wydad Casablanca e o Al-Hilal. Teve uma rápida estadia no Lens, ainda na segunda divisão, até se tornar um grande ídolo do Zamalek no Campeonato Egípcio. Na temporada passada, sua mudança para o Oriente Médio aconteceu através do Al-Jazira, nos Emirados Árabes. O jogador de 28 anos teve alguns momentos na seleção de Marrocos, presente na última Copa Árabe, mas não chegou à Copa do Mundo.
Bruno Tabata (Qatar SC)
Bruno Tabata não deixará muitas saudades no Palmeiras, com uma passagem bastante decepcionante. O meia de 26 anos acaba atraído pelas possibilidades no Oriente Médio, depois de se destacar em Portugal. Saiu ainda da base do Atlético Mineiro para se profissionalizar no Portimonense. Também defendeu o Sporting por duas temporadas, sendo reserva no time que conquistou o Campeonato Português em 2020/21. Já no Palmeiras, deu para ser coadjuvante também no título do Brasileirão de 2022. Começou com dois gols e duas assistências em três partidas pelo Campeonato Catariano. Entre seus companheiros de clube está o veterano Javi Martínez, além de outros jogadores de seleções – o iraquiano Bashar Resan, o marroquino Badr Benoun e o congolês Ben Malango.

Gonzalo Plata (Al-Sadd)
Gonzalo Plata é a terceira contratação mais cara do Campeonato Catariano, abaixo apenas de Verratti e Abdou Diallo. O Al-Sadd pagou €12 milhões para o Valladolid. E dá para dizer que a chegada do equatoriano é um desperdício, já que poderia fazer mais em ligas relevantes. O jovem de 22 anos é cria do Independiente del Valle, mas saiu cedo à Europa. Ganhou chances no Sporting e virou um reforço de peso para o Valladolid. Brilhou na campanha do acesso, mas não evitou o rebaixamento dos violetas na edição passada de La Liga. Sobra em qualidade técnica e habilidade, algo perceptível na seleção do Equador. Garante um conjunto de pontas forte ao Al-Sadd, com o catariano Akram Afif pela esquerda. Santi Cazorla também atuava no setor, mas deixou o clube para voltar ao Real Oviedo.
Giovani (Al-Sadd)
Giovani virou alternativa para o Al-Sadd dentro da abertura do Campeonato Catariano para estrangeiros de até 21 anos. O ponta sai cedo demais do Palmeiras, por uma venda que renderá €9 milhões aos cofres alviverdes. Um dos grandes talentos da base palestrina, o jovem de 19 anos não conseguiu ter grandes sequências com Abel Ferreira no time titular. Merecia mais paciência, até por tudo o que aprontava nos tempos de Copinha, campeão em 2022. O dinheiro falou mais alto, porém, diante da política de contenção de gastos. Os palmeirenses ainda mantêm 50% de uma venda futura do prodígio, que tem capacidade para jogar em centros maiores.
Mateus Uribe (Al-Sadd)
A comunidade sul-americana do Al-Sadd aumentou significativamente e Mateus Uribe vira uma liderança, aos 32 anos. O meio-campista começou na prolífica base do Envigado, antes de defender Tolima e Atlético Nacional. Chegou aos Verdolagas logo após a conquista da Libertadores e fez parte do time finalista da Sul-Americana em 2016, que cedeu o título à Chapecoense. Depois, o volante se projetou no América do México, com boa passagem pelo Estádio Azteca, e nas últimas quatro temporadas foi um nome constante na meia-cancha do Porto. Oferecia muita pegada, mas não era imprescindível e a opção de ganhar um salário mais alto no Catar preponderou. É inclusive um dos capitães da Colômbia, presente na Copa do Mundo de 2018. No Al-Sadd, formará a cabeça de área com o brasileiro Guilherme, ex-volante de Portuguesa e Corinthians.
Paulo Otávio (Al-Sadd)
Paulo Otávio possui sua carreira mais ligada ao futebol alemão. O lateral defendeu diversos clubes brasileiros no início da trajetória, incluindo Coritiba, Santo André e Paysandu. Chegou à Europa através do LASK Linz e depois defendeu o Ingolstadt por duas temporadas. Mais notável foi sua mudança para o Wolfsburg, levado por Oliver Glasner. Permaneceu na Volkswagen Arena por quatro anos e teve bom desempenho nos Lobos, com direito a Champions League no currículo. Todavia, aos 28 anos, rumou para o Al-Sadd. Vai poder oferecer muitos cruzamentos a Baghdad Bounedjah, referência dentro da área.
Hamdy Fathy (Al-Wakrah)
Fathy virou um nome recorrente nos sucessos do futebol egípcio nos últimos anos. O meio-campista iniciou sua carreira por clubes em Ala’ab Damanhour, Enppi e Petrojet. O auge mesmo veio com a camisa do Al Ahly, em quatro temporadas nas quais virou uma referência no time multicampeão da Champions Africana. Tal destaque também projetou o volante para a seleção do Egito, como um nome importante no vice-campeonato na Copa Africana de Nações em 2022. Terá sua primeira experiência no exterior com o Al-Wakrah, que também conta com o angolano Gelson Dala e o australiano Trent Sainsbury entre suas estrelas estrangeiras. O zagueiro Lucas Mendes, ex-Coritiba, também está por lá.
Ricardo Gomes (Al-Shamal)
Ricardo Gomes possui números expressivos em sua carreira. O centroavante cabo-verdiano é cria do Vitória de Guimarães, mas viveu os primeiros sucessos pelo Nacional da Madeira. Virou artilheiro do Partizan Belgrado e depois rumou ao oriente, com as camisas de Sharjah, Al-Ittihad Kalba e Erzurumspor. Bem-vindo seria o retorno ao Partizan nas duas últimas temporadas, com números excelentes no Campeonato Sérvio e gols decisivos até na Conference League. São expressivos 92 gols em 151 partidas pelo clube de Belgrado. Entretanto, outro contracheque gordo veio em sua direção, agora do Al-Shamal. Fez três gols em três rodadas do Campeonato Catariano.
Jeison Murillo (Al-Shamal)
Jeison Murillo fazia hora extra na Europa, aos 31 anos. O zagueiro colombiano nunca foi um primor, mas não pode reclamar dos caminhos pelos quais o futebol o levou. Saiu ainda da base para a Espanha. Ganhou espaço no Cádiz e no Las Palmas, estourando pelo Granada. Depois jogou duas temporadas na Internazionale, num passo maior que a perna. Defendeu ainda o Valencia e teve uma esquecida estadia no Barcelona. A Sampdoria foi seu clube seguinte, até passar três anos no Celta e voltar à Samp. Agora, o Al-Shamal é a nova casa. Não é convocado pela seleção colombiana desde 2020.
Andy Delort (Umm Salal)
Andy Delort possui uma boa reputação em clubes médios da França. O atacante de 31 anos entrega gols há mais de uma década. Seu início de carreira teve destaque no Tours e no Caen, antes de uma peculiar passagem pelo Tigres. Voltou através do Toulouse e foi muito bem no Montpellier. Acabou comprado pelo Nice e viveu uma ótima primeira temporada, mas entrou em atrito com a comissão técnica no último ano e saiu para o Nantes, onde não rendeu. A personalidade costuma gerar problemas, mas é um jogador de talento e fez parte da Argélia campeã da Copa Africana de Nações em 2019.
Emirados Árabes Unidos

Omer Atzili (Al-Ain)
Um dos negócios mais interessantes da janela no Oriente Médio, sem dúvidas, é a contratação de Omer Atzili pelo Al-Ain. O atacante de 29 anos, afinal, se torna o principal israelense judeu a desembarcar numa liga árabe. Atzili é descendente de judeus ashkenazi e, por conta disso, foi apresentado como “romeno”, por ter o passaporte do país. Mesmo assim, a compra gerou protestos. Um dos acordos feitos pelo jogador é de respeitar os feriados judaicos. Também não participará de jogos fora de casa na Champions Asiática. Atzili começou sua carreira no Hapoel Rishon LeZion e se destacou no Beitar Jerusalem. Chegou a ser capitão do clube de torcida extremista. Passou depois pelo Granada sem sucesso e recuperou seu moral no Maccabi Tel Aviv. Também não emplacou no Apoel Nicósia e voltou para viver sua melhor fase no Maccabi Haifa. Conquistou três títulos do Campeonato Israelense, duas vezes artilheiro e duas vezes líder em assistências. Também foi por duas vezes eleito melhor jogador da liga. Fez parte das convocações em 2022, mas não é frequente na seleção de Israel, com um passado que inclui investigações por sexo consensual com menores de 16 anos.
Kaku Romero (Al-Ain)
Kaku Romero ganhou destaque pelas boas partidas com a seleção do Paraguai nos últimos anos. Apareceu bem na Copa América e nas Eliminatórias, embora uma séria lesão ligamentar tenha atrapalhado sua sequência. O ponta se destacou no Huracán e passou três temporadas na Major League Soccer, com bom desempenho de início no New York Red Bulls. Sem se firmar, mudou-se para o Oriente Médio, onde defendia o Al-Taawoun na Arábia Saudita. Também foram três temporadas por lá, até ser comprado pelo Al-Ain por €5 milhões. Chega como estrela.
Karim Rekik (Al-Jazira)
Rekik possui uma lista de clubes de muito peso na carreira, mas não atingiu o nível esperado. Formado pelo Feyenoord, jogou na base do Manchester City. Sem ser aproveitado, rodou por empréstimos por Blackburn e PSV, até assinar com o Olympique de Marseille. Teve uma passagem mais longa pelo Hertha Berlim e, desde 2020, era uma das opções da defesa do Sevilla. O zagueiro, porém, nunca foi titular absoluto dos andaluzes e terminou negociado mesmo atuando num setor carente do elenco. Aos 28 anos, possui quatro partidas disputadas pela Holanda, mas não é convocado desde 2017.
Neeskens Kebano (Al-Jazira)
Jogador da República Democrática do Congo, embora nascido na França, Neeskens Kebano sempre rodou nas ligas europeias. O atacante surgiu na base do PSG e nunca foi aproveitado. Seus melhores momentos aconteceram na Bélgica, com as camisas de Charleroi e de Genk. Já a partir de 2016/17, virou um jogador de razoável importância no Fulham. Auxiliou acessos dos Cottagers e até teve passagem emprestado ao Middlesbrough, mas voltou para fazer uma ótima Championship em 2021/22. Contudo, não rendeu o mesmo na Premier League passada e encaminhou sua saída de Craven Cottage, aos 31 anos.
Alejandro Pozuelo (Al-Jazira)
Mais um jogador renomado levado pelo Al-Jazira é o meia Alejandro Pozuelo. Surgiu com expectativas no Betis e nunca vingou. Também não emplacou nas experiências que teve no Swansea e no Rayo Vallecano. Sua carreira só engrenou quando buscou mercados mais alternativos, primeiro no Genk, como destaque no Campeonato Belga. Seu melhor veio mesmo no Toronto FC, contratado em 2019. Chegou a ser eleito o MVP da MLS e passou quatro temporadas no clube. Não assumiu o protagonismo quando seguiu ao Inter Miami, tanto que acabou vendido à Turquia, atuando pelo Konyaspor. Agora, viverá sua primeira experiência no Oriente Médio. Outro meio-campista contratado pelo Al-Jazira é o volante Fernando, ligado à prisão de seu motorista na Rússia, que desde então rodou por outros países e se isentou de responsabilidades.

Moussa Marega (Sharjah)
Moussa Marega chega como uma das novas estrelas dos Emirados Árabes, mesmo em fim de carreira, aos 32 anos. O centroavante malinês surgiu nas divisões de acesso da França, mas saltou à elite de Portugal com o Marítimo. Defendeu também o Vitória de Guimarães, antes de se tornar um jogador expressivo do Porto. Foram 72 gols em 190 partidas no Dragão, importante em conquistas dos portistas. A mudança para o Oriente Médio ocorreu na temporada passada, comprado pelo Al-Hilal. Entretanto, Marega não tinha fama para seguir nos alviazuis em seu projeto endinheirado, apesar dos 13 gols na última temporada. Vai compor um ataque badalado no Sharjah com Paco Alcácer e Caio Lucas. A equipe também conta com Miralem Pjanic no meio-campo e Kostas Manolas no miolo da zaga.
Kevin Agudelo (Al-Nasr)
O Al-Nasr aproveitou os espólios dos rebaixados no Campeonato Italiano. Um exemplo disso é a contratação de Kevin Agudelo. O colombiano de 24 anos despontou no Atlético Huila, mas fez sua carreira quase inteira na Itália. Não teve muitos minutos por Genoa e Fiorentina, mas virou nome importante do Spezia na Serie A. Entretanto, rebaixado na temporada passada, resolveu avaliar outras ofertas e chegou aos Emirados Árabes. O meia tem uma convocação à seleção colombiana, mas não estreou. Vai poder compor a ligação do Al-Nasr ao lado de Adel Taarabt, mais antigo no clube. Outro negócio de peso da janela foi Iuri Medeiros, comprado em alta do Braga por €3 milhões.
Manolo Gabbiadini (Al-Nasr)
O reforço mais renomado do Al-Nasr é Manolo Gabbiadini, num movimento curioso do clube. A diretoria trouxe Cédric Bakambu do Olympiacos, mas o revendeu logo depois para o Galatasaray. Assim, buscou Gabbiadini para ser a referência no ataque. O italiano vestiu várias camisas de peso na Serie A. Defendeu Atalanta, Bologna e Napoli, embora seus melhores momentos tenham sido com a Sampdoria. Também jogou na Premier League, pelo Southampton, mas não deslanchou e voltou rápido à Samp. O rebaixamento da equipe e a crise financeira recente facilitaram sua saída.
Caio Canedo (Al-Wasl)
Caio Canedo é um dos jogadores brasileiros mais bem sucedidos da história dos Emirados Árabes. Seus números falam por si. O atacante surgiu como prodígio no Botafogo, se deu bem no Figueirense, teve uma curta passagem pelo Inter e também tentou a sorte no Vitória. Virou ídolo mesmo quando chegou ao Al-Wasl em 2014/15, com 71 gols e 21 assistências em 124 partidas pelo clube. Naturalizado, ganhou convocações à seleção de EAU e teve papel de destaque nas Eliminatórias. Já nas últimas quatro temporadas, mudou-se para o Al-Ain, mas num nível de desempenho um pouco mais baixo. Por isso mesmo, voltou ao Al-Wasl e até marcou gol neste recomeço.

Haris Seferovic (Al-Wasl)
Mesmo sendo um jogador de qualidade contestável, Haris Seferovic permaneceu nos grandes palcos por muito tempo. O atacante surgido com destaque nas seleções de base da Suíça demorou a engrenar, sem dar certo na grande chance que teve na Fiorentina. Sua carreira vira a chavinha a partir de 2014/15, com o Eintracht Frankfurt. Alternou altos e baixos, mas teve algumas temporadas excelentes pelo Benfica, entremeadas por gols perdidos bisonhos. Na temporada passada, passaria pelo Galatasaray e pelo Celta, deixando claro o seu fim na Europa. São quase 100 partidas pela seleção suíça, com três Copas e duas Euros no currículo.
Andrés Iniesta (Emirates)
O Emirates Club acabou de subir à elite de Emirados Árabes e levou o maior jogador da liga local na atualidade. Andrés Iniesta vive um lento fim de carreira, mas seu tamanho na história do futebol é inegável. Os melhores momentos pelo Barcelona ficaram para trás, assim como a passagem marcante na seleção da Espanha se encerrou após sua quarta Copa do Mundo, em 2018. O craque, ainda assim, vivia seus lampejos no Vissel Kobe. Virou um enorme ídolo no Campeonato Japonês, especialmente pela maneira como liderou a equipe ao seu primeiro título, com uma conquista da Copa do Imperador. Porém, o veterano passou a ser escanteado pelo atual técnico e preferiu sair, recebendo uma enorme homenagem em seu adeus. Don Andrés ainda não desejava pendurar as chuteiras e alguns rumores surgiram, especialmente dos Estados Unidos. Aos 39 anos, vai emprestar seu prestígio ao Emirates Club, que não fez outros grandes investimentos, com o camaronês Franck Kom e o sérvio Uros Vitas.
Alexander Merkel (Hatta Club)
Se sua memória for boa, talvez se lembre de Alexander Merkel. O meia era destaque nas seleções de base da Alemanha e trocou o Stuttgart pelo Milan na adolescência. Era uma promessa rossonera, com aparições esporádicas no Scudetto de 2010/11. Porém, nunca explodiu. Jogou também por Genoa, Udinese, Watford, Grasshoppers, Bochum, Admira Wacker e Heracles Almelo, até se aventurar no Mundo Árabe. Teve espaço no Al-Faisaly da Arábia Saudita, antes de vestir a camisa do Gaziantep na Turquia. Neste ínterim, ainda abraçou a ascendência cazaque, mas nem convocado é desde 2019.
Thulani Serero (Khor Fakkan)
A lista de foguetes molhados, promessas que não estouraram, se amplia com Thulani Serero. O sul-africano aproveitou a ponte do Ajax Cape Town para o Ajax de Amsterdã, mas não se deu muito bem na Eredivisie. Sem agarrar suas chances, mesmo repetidas, saiu para o Vitesse em 2017. O volante também não fez muito por lá e disputou quatro temporadas pelo Al-Jazira. Foram 90 partidas pela equipe, mas acabou negociado rumo ao Khor Fakkan nesta temporada. Disputou duas edições da Copa Africana de Nações pela África do Sul, mas não aparece nas convocações desde 2019.

Munas Dabbur (Shabab Al-Ahli)
Munas Dabbur é mais um israelense nos Emirados Árabes, mas de origem árabe. O atacante inclusive tem sido bastante vocal em relação à Causa Palestina e, vaiado nos jogos da seleção, resolveu se aposentar da equipe nacional. Revelado pelo Maccabi Tel Aviv, o atacante teve uma boa carreira na Europa. Virou um dos grandes artilheiros do Grasshoppers no Campeonato Suíço e também arrebentou nos tempos de Red Bull Salzburg, com 72 gols em 128 partidas, multicampeão na Áustria. Pouco jogou ao ser vendido para o Sevilla e ficou por quatro temporadas no Hoffenheim, sem repetir a melhor forma. Aos 31 anos, aceitou a mudança de volta para o Oriente Médio, mas fora de Israel.
Luka Milivojevic (Shabab Al-Ahli)
Milivojevic é um dos jogadores mais identificados com o Crystal Palace nos últimos anos. Foram sete temporadas em Selhurst Park, com quase 200 partidas disputadas, trancando o meio-campo das Águias. O volante sérvio começou em seu país, por Rad Belgrado e Estrela Vermelha. Depois jogou por Anderlecht e Olympiacos, até chegar ao seu melhor em Londres. Fez temporadas muito boas, com dois dígitos de gols em duas edições da Premier League. Os números eram auxiliados por sua responsabilidade ao cobrar pênaltis, entre os melhores batedores do campeonato. Presente na Copa de 2018 com a Sérvia, o meio-campista de 32 anos não é mais convocado desde 2020.
Mateusão (Shabab Al-Ahli)
Mais uma promessa brasileira a se mudar bem cedo ao Oriente Médio é o centroavante Mateusão. O garoto, cria da base do Flamengo, teve bons momentos nas categorias de base. Chegou a ganhar algumas oportunidades na equipe principal, mas não apresentou tanto. A venda para o Shabab Al-Ahli se tornou interessante, com €2 milhões pagos pelo clube dos Emirados Árabes. O jovem ainda tinha proposta do Club Brugge, mas o valor oferecido falou mais alto. Yuri César e Kayque Campos foram outros jovens levados do Fla para o Shabab Al-Ahli nos últimos anos.
Cristian Guanca (Al-Wahda)
Cristian Guanca nasceu na Argentina, mas virou herói mesmo no exterior, sem grandes números por Chacarita Juniors e Colón. O atacante teve uma boa passagem pelo Emelec, antes de se provar no Campeonato Turco pelo Kasimpasa. Ainda assim, seu maior sucesso ocorreu no Campeonato Saudita. Foram 55 gols em 116 partidas por Al-Ettifaq e Al-Shabab. Os novos negócios da liga custaram seu espaço e ele voltou aos Emirados Árabes, onde teve uma curta passagem pelo Al-Ain em 2021/22. A fama local sustenta a aposta do Al-Wahda por empréstimo. Vai ser companheiro do sírio Omar Khribin e do brasileiro Allan, vivendo seu Eldorado após as boas passagens por Napoli e Everton.




