Governo não vai despejar dinheiro em janeiro e clubes da Arábia Saudita devem frear gastos – pelo menos, por enquanto
Governo da Arábia Saudita, que está por trás do alto poder de investimento de quatro clubes do país, não fará aportes na atual janela de transferências
O ano de 2023 ficou muito marcado pela entrada da Arábia Saudita com o pé na porta do futebol mundial. Apoiados pelo fundo estatal do país, os quatro principais clubes (Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli) entornaram dinheiro em diversos nomes de relevância do futebol europeu e atraíram os olhares do mundo. No entanto, na atual janela, que teve início no dia 1° de janeiro, os clubes não terão o mesmo aporte do governo e devem gastar bem menos.
Os clubes da Arábia Saudita conseguiram tirar nomes de relevância do futebol europeu no meio de 2023, como Neymar, Firmino, Benzema, Kanté, entre outros – que se juntaram a Cristiano Ronaldo -, graças ao apoio do governo, que derramou dinheiro nos quatro principais clubes do país sem limite inicialmente. O temor disso acontecer novamente nessa janela era real, mas os clubes poderão respirar mais aliviados, pois o fundo de investimento do país árabe já avisou aos clubes que, se quiserem contratar agora, terão que fazer com seus próprios recursos, como informou o Diário AS, da Espanha.
Sem o apoio do governo, é impossível que os clubes da Arábia Saudita consigam disputar ou tirar jogadores dos principais times europeus. Mohamed Salah, por exemplo, é constantemente ligado ao futebol árabe, mas o Liverpool poderá ficar tranquilo – pelo menos até o fim da temporada. Vale destacar que, recentemente, o país mudou as regras de estrangeiros, subindo de oito para dez permitidos.
A ideia da Arábia Saudita de contratar os principais nomes do futebol mundial é, além de fazer um liga forte visando que será a sede da Copa do Mundo de 2034, também adotar o famoso “sportwashing”, que consiste em esconder as coisas erradas que o país faz por meio do esporte, nesse caso, o futebol.
Torcida do Al Ittihad ficou na bronca
A informação de que os clubes não vão receber os altos investimentos do governo nessa janela irritou, principalmente, a torcida do Al Ittihad, time de Benzema, Romarinho, Fabinho, Kanté e cia, que é apenas o 7° colocado no campeonato nacional, com péssima campanha. Os torcedores esperavam mais investimento nessa janela para evoluir o time e assim subir na tabela.
Quem “celebra” esse não investimento por agora é o Al Hilal, líder isolado da competição mesmo após perder Neymar, sua principal estrela. O time comandado por Jorge Jesus tem oito pontos de frente para o Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo. No momento, o campeonato saudita está paralisado e vai retornar apenas no início de fevereiro.
The league standings at the end of 2023! ?
Where does your team sit heading into the winter break? ?#yallaRSL pic.twitter.com/QsBcQKFOJR
— Roshn Saudi League (@SPL_EN) December 31, 2023
Brasil pode ser afetado?
Sem poder contratar os grandes nomes do futebol europeu, o que exige muito dinheiro, tanto para pagar quanto para os jogadores, os clubes da Arábia Saudita podem recorrer a outros mercados, onde os reforços podem ser mais baratos. Nessa história, o Brasil pode se tornar um alvo dos sauditas, que já tem muitos jogadores brasileiros na liga.
Por outro lado, se os clubes sauditas pensarem no limite de estrangeiros e quiserem “reservar” as vagas para grandes nomes do futebol europeu no meio do ano, o Brasil poderá passar ileso nessa história. Resta saber qual será o método que os sauditas vão adotar.



