Libertadores

Obsessão: com ares renovados, Atlético-MG inicia sonho por bi da Libertadores

Agora com Gabriel Milito, o Atlético estreia na Libertadores sonhando com o bicampeonato

Conquistar a Copa Libertadores é, para muitos, o ponto mais alto que um clube sul-americano pode alcançar. O Atlético-MG sentiu esse gosto há 11 anos, em 2013, e sonha em senti-lo de novo. É uma obsessão. Nesta quinta-feira (4), o Galo inicia uma nova caminhada em busca do bi continental, contra o Caracas (veja onde assistir), na Venezuela, e tem ares renovados para tentar essa conquista.

Depois do título em 2013, o Atlético disputou outras oito edições de Libertadores, tendo chegado realmente longe e com chance de conquistá-la só em 2021. Antes disso, apesar do sonho de vencer, não entrou no torneio como favorito e isso se confirmou com ele sendo eliminado.

No citado ano de 2021, foi também quando o Galo voltou a ter um time que o colocou como protagonista do futebol no Brasil e na América do Sul, não à toa, venceu o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil daquele ano, mas acabou caindo nas semifinais da Libertadores. Essa taça que ficou faltando nos últimos anos, virou cada vez mais obsessão no clube, que não esconde isso.

Nesta quinta, o Atlético inicia uma nova oportunidade de voltar a conquistar a América, e tem ares renovados com a chegada do técnico Gabriel Milito, que já trouxe esperança na primeira partida do time sob o seu comando — no entanto, ele não estará na beira do campo, já que cumpre suspensão pela expulsão na eliminação do Argentinos Juniors para o Fluminense, em 2023.

Ares novos com Milito, mas pouco tempo de trabalho

O Atlético não teve um início de 2024 muito bom sob o comando de Felipão. O time não conseguiu demonstrar evolução em campo, e até por isso o experiente treinador acabou demitido. O Galo então apostou em Milito para renovar os ares no clube e com a torcida, que não estava nada satisfeita com Scolari. Mas o argentino tem uma filosofia de jogo completamente diferente, e isso leva tempo para ser implementado.

Apesar do pouco tempo (cinco dias de treinos), já foi possível ver uma evolução e um pouco da cara de Milito no time do Atlético no último sábado, quando empatou com o Cruzeiro na Arena MRV. Mas, ficou claro, também, que o time sentiu a alta intensidade que o treinador pede e caiu muito no segundo tempo daquele jogo, cedendo assim o empate.

Milito trouxe novos ares e novas ideias ao Atlético, que realmente precisava disso. Mas, é fato que precisa de tempo para implementar isso. Para o azar dele, tem só duelos extremamente importantes pela frente, como essa estreia de Libertadores, não tendo assim muita margem de erro — apesar de todos entenderam que as coisas não serão ser resolvidas do dia para a noite.

Atlético precisa aproveitar a crise do Caracas

Adversário do Atlético nesta estreia, o Caracas é um dos times mais tradicionais da Venezuela, mas vive uma crise que parece não ter fim. São oito jogos sem vencer no Campeonato Venezuelano, que resultaram na queda do técnico Léo González antes da partida desta quinta. Os Rojos del Ávila agiram rápido e já tem um novo nome no comando: Henry Melendéz.

Ou seja, assim como o Atlético, o Caracas passa por uma mudança técnica, que pretende trazer novos ares ao clube. Mas o Galo ainda sai na frente nesse caso, já que não estava em uma crise de resultados igual ao rival, o elenco é, significativamente, melhor, e Milito teve (um pouco) mais tempo de trabalho que o treinador dos Rojos.

Diante disso, cabe ao Alvinegro aproveitar a má fase do adversário e a superioridade técnica para sair da Venezuela com a vitória. O Galo nunca perdeu em estreias de Libertadores e nem para venezuelanos, e pretende manter essa escrita.

Obsessão do Atlético é ótima, mas…

Ser obcecado por algo é importante para manter um foco e dedicação por aquilo que você quer conquistar. No entanto, há o lado negativo, que é centralizar muitos esforços em uma só coisa e, caso ela não aconteça, você ficar de mãos atadas. Foi isso que aconteceu com o Galo em 2022, por exemplo. O clube queria tanto a Libertadores, que acabou abrindo mão das outras competições. Quando caiu no torneio internacional, se viu em uma situação que não conseguia mais disputar o título do Brasileiro, por exemplo.

Essa análise foi feita na época por Rodrigo Caetano, então direto de futebol do clube. A missão do Atlético então é manter sua obsessão na Libertadores, mas não deixar que ela atrapalhe o clube na disputa por outros campeonatos.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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