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‘É um genocídio ao vivo’: Guardiola sai em defesa da Palestina em forte desabafo

Guardiola participou de campanha para convocar a sociedade civil em atos realizados em Barcelona

Pep Guardiola fez um apelo para que a sociedade civil vá às ruas para pressionar os governos com o objetivo de que tomem medidas com relação aos conflitos em Gaza, considerados pela ONU como genocídio.

O vídeo publicado nas redes sociais faz parte de uma campanha movida pela página “Comunidade Palestina Catalunha”. Na participação, o técnico do Manchester City convocou a comunidade a participar de uma manifestação ocorrida neste sábado (4), em Barcelona.

— Estamos vivendo um genocídio ao vivo, onde milhares de crianças estão morrendo e outras correm risco de morrer. A faixa de Gaza está devastada e rios de gente caminham sem rumo, sem alimentos, água potável e medicamentos. Uma vez mais, a sociedade se organizou para salvar vidas e pressionar os governos para que tomem medidas imediatas. Vamos inundar as ruas e iremos pedir o fim do genocídio — declarou o treinador.

Além de Guardiola, o Athletic Bilbao também se posicionou a favor da Palestina. Os bascos prepararam um ato simbólico de apoio à comunidade de refugiados da Palestina para antes do início do encontro com o Mallorca, também neste sábado (4).

Atletas assinaram manifesto pedindo exclusão de Israel por guerra em Gaza

Após a Uefa mostrar que pode colocar para votação a suspensão de Israel, um grupo de atletas, entre jogadores de futebol, de críquete e pugilistas, publicou um manifesto contra a presença israelense em competições europeias, devido às mortes na guerra na Faixa de Gaza.

Entre os signatários do comunicado está o francês Paul Pogba, com histórico de manifestações pró-Palestina, além dos marroquinos Hakim Ziyech, ex-Chelsea e Ajax, Anwar El Ghazi, também conhecido pelo ativismo na causa dos palestinos, e o malinense Cheick Doucoure, do Crystal Palace.

Outros atletas do futebol inglês, de outros centros e até o clube chileno Palestino também participaram da ação.

— O esporte não pode permanecer em silêncio enquanto atletas e civis — incluindo crianças — são mortos indiscriminadamente em massa em Gaza. As entidades esportivas têm a obrigação de agir contra equipes que representam um país que, segundo uma comissão da ONU, está cometendo genocídio contra os palestinos em Gaza — diz o comunicado da organização “Athletes 4 Peace” (“Atletas pela paz”, na tradução livre).

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Seleção da Catalunha estuda amistoso contra a Palestina

O Governo Catalão juntamente com a Federação Catalã de Futebol (FCF) avaliam a possibilidade de organizar um amistoso contra a seleção palestina durante a Data Fifa de novembro. A ideia está sendo desenvolvida entre as equipes e, entre as datas cogitadas, está o dia 18 de novembro.

Embora o confronto ainda não tenha sido confirmado, o técnico da seleção catalã, Gerard López, esclareceu que já sinalizou alguns atletas sobre a possibilidade da partida e consultou suas disponibilidades.

Caso a partida na Catalunha seja confirmada, essa será a segunda partida da Palestina na Espanha. Isso porque no dia 15 de novembro, a equipe enfrenta a seleção basca, em San Mamés.

 

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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