Itália

Conte: ‘Se eu fosse presidente da Federação Italiana, consideraria meu nome para seleção’

Técnico do Napoli demonstrou interesse em substituir Gennaro Gattuso e retornar ao cargo no qual esteve entre 2014 e 2016

Fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida, a Itália passa por um processo de reformulação na pirâmide de seu futebol. Com a saída de Gennaro Gattuso, a seleção procura por um novo treinador para o próximo ciclo. E Antonio Conte sinalizou positivamente à ideia.

Em coletiva após a vitória do Napoli sobre o Milan por 1 a 0 na última segunda-feira (6), no Estádio Diego Armando Maradona, pela Serie A, o técnico italiano foi perguntado sobre a possibilidade de retornar ao comando da seleção italiana, cargo que já ocupou entre 2014 e 2016.

Apesar de ter contrato até junho de 2027, Conte afirmou que irá se reunir com Aurelio De Laurentiis, dono dos Azzurri, ao final da temporada para discutir seu futuro. E o treinador de 56 anos deixou as portas abertas para a Itália.

— Se eu fosse o presidente da Federação, eu me consideraria, junto com outros, por muitos motivos. Já estive na seleção e conheço o ambiente. Me lisonjeia porque é algo lindo representar o seu país — admitiu Antonio Conte.

Conte recebe sinal verde do Napoli

Aurelio De Laurentiis, dono do Napoli (Foto: Imago/Gribaudi/ImagePhoto)
Aurelio De Laurentiis, dono do Napoli (Foto: Imago/Gribaudi/ImagePhoto)

De Laurentiis, por sua vez, deu sinal verde para o técnico italiano retornar à seleção caso pedisse. Entretanto, De Laurentiis reforçou que Conte não foi procurado oficialmente por algum membro da Federação Italiana (FIGC), e, portanto, a história ainda não passa de um rumor.

— Conte na seleção? Se Antonio me perguntasse, eu diria que sim, mas como ele é muito inteligente, enquanto não houver um interlocutor sério, e não houve nenhum até agora, acho que ele desistiria de se imaginar no comando de algo completamente desorganizado — disse o dirigente do Napoli ao “CalcioNapoli24.it”.

Cabe destacar que a eliminação para a Bósnia-Herzegovina na repescagem europeia também motivou as renúncias de Gabriele Gravina, presidente da FIGC, e Gianluigi Buffon, ex-goleiro e chefe da delegação da seleção italiana.

O novo presidente da federação será definido em Assembleia Extraordinária marcada para o dia 22 de junho, em Roma. Enquanto a Itália junta os cacos para tentar se reerguer, o Napoli assumiu a vice-liderança da Serie A com 65 pontos, sete a menos que a Internazionale a sete rodadas do fim do campeonato.

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A primeira passagem pela seleção italiana

Conte no comando da Itália durante a Euro 2016 (Foto: Imago/AFLOSPORT)
Conte no comando da Itália durante a Euro 2016 (Foto: Imago/AFLOSPORT)

Após levantar três scudettos consecutivos com a Juventus, o treinador foi contratado pela seleção após a eliminação traumática na fase de grupos do Mundial do Brasil. A vitória sobre a Inglaterra não foi suficiente para chegar às oitavas de final devido às derrotas para Costa Rica e Uruguai.

Antonio Conte não teve problemas em classificar a seleção italiana à Eurocopa com quatro vitórias nas Eliminatórias — contra Noruega, Azerbaijão, Bulgária e Malta. Antes do principal torneio da Uefa, o técnico fez seis amistosos contra Bélgica, Romênia, Espanha, Alemanha, Escócia e Finlândia, cujo aproveitamento foi de dois triunfos, dois empates e duas derrotas.

Meses antes da Euro, Conte já havia avisado a Federação que sairia ao fim de seu contrato, após a disputa do torneio na França. A Itália chegou às quartas de final e acabou eliminada nos pênaltis para os alemães. Na sequência, o treinador foi para o Chelsea, onde foi campeão da Premier League logo em sua primeira temporada.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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