‘Na Arábia Saudita vivo melhor’: Técnico com salário de R$ 160 milhões não quer assumir Itália
Fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida, seleção procura substituto para Gennaro Gattuso, demitido após repescagem
A derrota para a Bósnia na repescagem europeia fez com que a Itália ficasse de fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Gennaro Gattuso acabou demitido, e a seleção já procura por um novo treinador para o próximo ciclo. Um dos nomes mais vencedores da história recente no país, Simone Inzaghi não quer assumir o desafio.
Em entrevista ao jornal “Libertà”, o comandante do Al-Hilal foi perguntado sobre a possibilidade de treinar a seleção italiana. Com um salário de 27 milhões de euros líquidos por temporada (cerca de R$ 160,7 milhões), Inzaghi revelou que pretende continuar no futebol saudita.
— Me sinto lisonjeado (com a chance de assumir a Itália), mas na Arábia Saudita não vivo apenas bem, vivo melhor, e tenho mais um ano de contrato com o Al Hilal — declarou o treinador de 50 anos.
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Simone Inzaghi admitiu que fica “muito triste” com mais uma ausência da seleção no Mundial. Por outro lado, o irmão de Pippo, tetracampeão com a Itália em 2006, confia na recuperação do futebol local, mas acompanhará esse processo à distância.
Do sucesso ao fracasso na Internazionale e a aventura de Inzaghi no Al-Hilal
Após um trabalho surpreendente na Lazio, com dois títulos da Supercopa da Itália e um da Copa da Itália, Inzaghi chegou à Internazionale em 2021 para ser o líder da reformulação. Em pouco tempo, o técnico recolocou os Nerazzurri entre os melhores times da Europa.
A nível nacional, Simone Inzaghi ergueu três taças da Supercopa, duas da Copa e uma da Serie A. Entretanto, fora das fronteiras da Itália, os Nerazzurri bateram na trave duas vezes na Champions League. Além do vice para o Manchester City, a dura goleada para o PSG na final do último torneio selou o fim de seu trabalho.
As críticas a Inzaghi ganharam força, sobretudo com a perda do scudetto para o Napoli. O técnico então decidiu abandonar o cargo e se aventurar no Al-Hilal, que se tornou uma potência graças aos altos investimentos do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita.
— Os anos na Inter foram muito satisfatórios a nível profissional, mas também muito estressantes. Senti a necessidade de voltar a viver o futebol de alto nível, mas me desligando da pressão que tinha se tornado um fardo muito pesado. Na Arábia, as coisas são muito diferentes — reconhece o italiano.
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Apesar do contrato milionário com o clube saudita, Simone Inzaghi garante que sua escolha não foi pautada somente pelas questões financeiras. O treinador italiano argumenta que encontrou um cenário favorável no futebol do Oriente Médio, que tem crescido nos últimos anos.
— Aqui encontrei uma situação fantástica em todos os sentidos: o estilo de vida, as infraestruturas esportivas e não esportivas, a serenidade que me acompanha mesmo num trabalho que pode ser tão estressante quanto o meu — concluiu.
Com o Al-Hilal, Inzaghi chegou às quartas de final do Mundial de Clubes, sendo eliminado pelo Fluminense. Finalista da Copa do Rei Saudita e nas oitavas de final da Champions League Asiática, o gigante está na vice-liderança da Saudi Pro League, cinco pontos atrás do Al-Nassr.