Premier League

Jeitinho fica para depois: Rubén Neves não deve deixar Arábia para socorrer Newcastle

Clubes de mesmo dono, Newcastle e Al-Hilal não devem negociar Rubén Neves na próxima janela de transferências

Parecia um caminho natural que Rubén Neves, jogador do Al-Hilal, fosse o substituto natural de Sandro Tonalli, suspenso por 10 meses pelo envolvimento com apostas, no Newcastle, pois ambos os clubes compartilham o mesmo dono – o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. Porém, conforme publicou o The Athletic, o meio-campista português não deve ser emprestado ao time inglês na próxima janela de transferências, em janeiro, permanecendo em Riade ao menos até o fim da temporada saudita, finalizada ao mesmo tempo que a europeia.

Essa especulação de Neves ir ao Newcastle criou uma discussão entre os dirigentes da Premier League como regular esse tipo de transferência entre clubes do mesmo dono. Apesar do debate, uma assembleia com os donos das equipes inglesas nesta terça-feira (21) votou contra a proibição de empréstimo entre times que compartilham proprietários – o que poderia abrir espaço para ida do português ao norte da Inglaterra, mas não é o que deve acontecer pelo menos agora.

Aos 26 anos, Neves chegou ao Al-Hilal em junho desse ano, momento no qual diversos jogadores do futebol europeu trocaram o mais alto nível competitivo do esporte pelo projeto de poder do governo saudita. A transferência custou 47 milhões de euros, pagos ao Wolverhampton.

Nesse momento, o meio-campista da Seleção Portuguesa é um pilar do clube da Arábia Saudita, treinado pelo compatriota Jorge Jesus, ex-Flamengo, ainda mais com as lesões de Neymar e Sergej Milinković-Savić. Neves e o atacante Aleksandar Mitrovic são os destaques do Al-Hilal, líder isolado e invicto da Saudi League, com 35 pontos somados em 11 vitórias e dois empates, que também está na ponta do Grupo D da Champions League Asiática e nas quartas de final da Copa do Rei.

Rubén Neves jogando pelo Wolverhampto contra o Newcastle na última temporada (Foto: Icon Sport)

Sem Tonali e Rubén Neves, como Eddie Howe monta o meio-campo do Newcastle?

Quando foi suspenso, Tonali era um pilar do meio-campo do clube inglês, montando um trio de muita intensidade e qualidade no passe com os brasileiros Bruno Guimarães e Joelinton. Nas partidas seguintes sem o italiano, o inglês Sean Longstaff (de menor técnica, apesar de útil) ganhou a vaga, mas não manteve o nível anterior. Joe Willock, Lewis Miley e Lewis Hall também tiveram momentos como titulares no meio-campo.

A ausência de Tonalli, somado aos enormes desfalques, resultaram em uma queda de desempenho da equipe, venceu duas, perdeu outras duas e empatou, que agora está na lanterna do grupo F (o da morte) na Champions League e sétimo colocado na Premier League.

Nesse momento, Eddie Howe não pode contar tão cedo com Jacob Murphy, Dan Burn, Elliot Anderson, Sven Botman, Harvey Barnes, Javier Manquillo, Callum Wilson e Matt Targett. A única boa notícia ao técnico inglês é o provável retorno do atacante Alexander Isak, mas a ver se ele terá condições físicas de aguentar a maratona do fim de novembro e todo dezembro, que conta com o fim da fase de grupos da Champions e o tradicional boxing day do futebol inglês.

No próximo domingo (25), o Newcastle recebe o Chelsea no charmoso St James’ Park pela 13ª rodada, três dias antes de visitar o PSG, em Paris, pela vida na Champions, pois se perder estará eliminado.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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