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[Uma Saga de FM] Capítulo 14: A aventura chilena

Mais que a saga do Instituto no Football Manager, esta é a história de Santiago Milasevan. O técnico uruguaio que levou o clube de Córdoba a dois títulos da primeira divisão argentina também se aventurou no futebol de seleções. Como vocês devem se lembrar, em 2015 recebi o convite da Federação Chilena para assumir La Roja após a péssima campanha na Copa América. Não havia seleção mais adequada ao perfil do treinador. Afinal de contas a ideia desde o princípio do save era emular o estilo de jogo de Marcelo Bielsa, que teve justamente com o selecionado chileno um dos melhores trabalhos de sua carreira.

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Assumimos a equipe em julho de 2015 sem, é claro, abandonar o Instituto. Após conhecer os jogadores instituí o esquema que vinha dando certo no meu clube. O nosso 3-1-3-3 que dentro de campo fica com cara de 3-3-1-3. Neste primeiro momento a ideia era conhecer os jogadores para fazer uma boa eliminatória para a Copa da Rússia. Nosso primeiro jogo foi um amistoso contra a Holanda.

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Para esta partida o Chile teve: Bravo, Labrín, Medel e Toro; Carmona; Isla, Vidal e Beausejour; Matias Fernández, Sánchez e Vargas.

Minha expectativa não era das melhores, mas nos defendemos bem e vencemos por 1 a 0 com de Aléxis Sánchez.

– Cerca de um mês depois nos reunimos para a estreia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Em Santiago, recebemos o Paraguai. Apesar de o time ainda estar se entrosando, dois contra-ataques resultaram em finalizações e gols de Sánchez. O Paraguai diminuiu, mas no segundo tempo Medel, de cabeça, fez o 3 a 1. Nossos adversários conseguiram fazer mais um gol. No finzinho do jogo, porém, Valdívia, que veio do banco, fez o 4 a 2.

– O jogo seguinte não teve nada de muito bom para nós. Contra o Brasil, fora de casa, o Chile se mostrou bem longe de um nível aceitável. Tomamos 1 a 0 logo no começo e não conseguimos em absoluto reagir. Só o Brasil jogava. Se demos cinco chutes a gol foi muito. Felizmente ficou por isso mesmo. 1 a 0 pra eles com gol de Neymar.

– Em novembro de 2015 recebemos os equatorianos e com uma escalação já um pouco distinta daquela inicial vencemos por 3 a 1. Três gols de Aléxis Sánchez que a essa altura do jogo é um dos melhores do mundo.

– Na sequência visitamos o Peru e a força da bola parada nos garantiu mais um triunfo. Matías Fernández em cobrança de falta e Toro, duas vezes de cabeça após cobranças de escanteio, garantiram outro 3 a 1 e a terceira posição nas Eliminatórias.

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– Com a virada para 2016 a competição teve uma pausa. Em março voltamos a campo para disputar um amistoso contra o Kuwait. Como esperado vencemos por 4 a 2 com um gol contra deles, um tento de Labrin de cabeça, um de Matías Fernández e outro de Aléxis Sánchez.

– De volta às Eliminatórias recebemos a Argentina. A expectativa era de um confronto de um só time, tal qual havia sido contra o Brasil. La Roja, porém, saiu na frente. Em um contra-ataque rápido Beausejour recebeu na esquerda cortou pro meio e fez o 1 a 0. Tínhamos que aguentar, mas Messi, Di Maria e companhia eram bem melhores que nosso time. Aos 35 do segundo tempo eles empataram. Messi. Mas felizmente garantimos o 1 a 1 até o fim.

– Alguns dias depois visitamos a Venezuela e apesar de sermos favoritos a meta Vinotinto não era vazada de jeito nenhum. Até os 30 do segundo tempo o 0 a 0 teimava em ficar lá, mesmo com mais de 20 chutes chilenos. No finzinho o esforço foi recompensado. Rubio, que veio do banco de reservas, aproveitou confusão na área para fazer o único gol da partida.

– O Chile se reuniu novamente em agosto para disputar um amistoso contra a Guiana Francesa. Embora o desempenho estivesse bom, ainda precisava fazer Vidal jogar mais. Não sei se como meia ou volante. Bom, passamos por cima do fraco adversário por 5 a 0 com um gol contra deles e tentos de Matias Fernández, Medel e Sánchez (2x).

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– Em setembro recebemos a Bolívia em Santiago e conseguimos mais uma goleada: 6 a 0, com direito a cinco gols de Matías Fernández, quase todos em contra-ataques. Um dos testes feitos foi mover ele para a função de meia e deixar Vidal como volante. Lá na frente Aránguiz ganhou uma vaga improvisado pela direita.

– Na sequência recebemos o Uruguai e não nos demos bem. Abrimos o placar com Jara após cobrança de escanteio, mas tomamos a virada. No segundo tempo Rubio, que entrara no lugar de um inábil Vargas, fez o 2 a 2. Mas no fim eles retomaram a dianteira. 3 a 2 para os Charruas.

– Um mês depois e ainda na terceira posição das Eliminatórias, o Chile visitou a Colômbia e conseguiu um importante triunfo. Vidal em chute de longa distância abriu o placar para La Roja, enquanto Sánchez, em contra-ataque de muita velocidade ampliou. A Colômbia até diminuiu, mas o 2 a 1 ficou.

– O segundo turno das Eliminatórias começou em outubro contra o Paraguai. Mesmo com nosso favoritismo não conseguimos repetir as boas atuações de antes e acabamos empatando por 1 a 1. O Paraguai abriu o placar, mas chegamos ao empate com Matías Fernández.

– Pra finalizar o ano recebemos o Brasil em Santiago. Mais do que o resultado, uma boa atuação contra a melhor seleção das Eliminatórias poderia nos dar a confiança de que o trabalho estava sendo bem feito e que o futuro poderia ser de grandes coisas. Orientei meus atletas para pressionarem mais que o normal o time adversário. Deu certo. O Brasil teve poucas chances claras de gol e o que passou pela defesa parou no goleiro Bravo. No segundo tempo Mark González recebeu na esquerda, cortou pro meio e bateu… Sem chance. 1 a 0. Dali em diante nos seguramos como deu e conseguimos este importante triunfo.

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Encerramos o ano em terceiro lugar, atrás de Brasil e Uruguai, mas com a Argentina em nossa cola. Espero ir direto pra Copa do Mundo, mas se for o caso de jogar repescagem não tem problema.

Este foi o nosso time da primeira temporada (não sei por que raios eles pensam que o Matias é banco):

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No próximo post iniciamos 2017 pra falar do Instituto de Córdoba, atual campeão do Apertura!

Você também pode se interessar por:

>>>> [Uma Saga de FM] Parte 1: a inspiração em Bielsa e escolha do time

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 2: Contratações

>>>> [Uma saga de FM] Capítulo 3: Avanço e balanço da primeira temporada

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 4: Para embalar!

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 5: Um imbatível Instituto!

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 6: A primeira impressão

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 7: Reticências apenas

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 8: A realidade

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 9: Adelante!

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 10: O mundo em 2015

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 11: Cambiando

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 12: Doravante

>>>> [Uma Saga de FM] Capítulo 13: De volta aos princípios

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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