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[Uma Saga de FM] Capítulo 12: Doravante

Apesar dos resultados ruins no Apertura, decidi manter a nova formação no segundo semestre. A aposta é de que o pessoal iria se acostumar e render neste novo jeito de jogar, mais ofensivo e com menos atletas de marcação. Pra lembrar: nosso 3-3-1-3 tinha dois zagueiros e um volante, dois pontas, um volante, um meia e três atacantes. A defesa exposta era o principal problema.

– O primeiro jogo após a curta parada de início de ano já foi a nossa estreia na Libertadores. Ou melhor, na Pré-Libertadores. O sorteio nos colocou contra o The Strongest. No primeiro jogo na Argentina vencemos sem problemas: 3 a 0 com gols de Lizio, Capobianco e Ferreyra, justamente o nosso trio de frente. Já em La Paz conseguimos empatar por 1 a 1 com Dos Santos anotando após cobrança de escanteio.

– No Clausura estreamos com empate contra o Estudiantes por 2 a 2. Lizio e Delfino anotaram os tentos. Dos Santos voltou às redes na partida seguinte, quando vencemos o Colón por 2 a 0. Além do zagueirão, Luna fez um.

Uma pausa nos jogos para o mercado de transferências!  Graças a nossos olheiros achamos um atacante uruguaio de lado de campo muito bom. Santiago Lamanna é o nome dele. O rapaz chegou com o salário mais alto do clube, mas já tem 25 anos, o que é bom, tendo em vista que temos muitos jovens no nosso time.

– Veio o jogo fora de casa e novamente a nossa defesa deu brecha. Contra o Chacarita Juniors sempre estivemos em desvantagem, mas conseguimos empatar no fim com Ferreyra e Lizio.

– O sorteio da Libertadores nos colocou em um grupo com Millonários, Once Caldas e Guaraní. Nossa estreia foi contra os paraguaios, com vitória por 4 a 0, gols de Ferreyra, Dos Santos, Capobianco e Pavez.

– No Clausura fizemos uma atuação da mais alta qualidade para vencer o Godoy Cruz por 5 a 1, com gols de Lizio, duas vezes, Capobianco, Ferreyra e Delfino. Mas contra o Boca Juniors voltamos a oscilar: derrota por 2 a 1 fora de casa.

– Na Libertadores recebemos o Once Caldas e empatamos por 2 a 2. Ferreyra e Barreira anotaram os gols, mas acabamos novamente sofrendo com a inconstância lá atrás. Depois de perdermos no Clausura para o Independiente, voltamos a jogar pelo torneio continental e vencemos o Millonários, graças a gols do jovem Mercado (cria da base e que mereceu chance pelo cansaço dos demais), do nosso camisa 9 Ferreyra e do nosso menino Barreira.

– Na sequência perdemos mais uma no Campeonato Argentino. 4 a 3 para o Lanús. De positivo apenas os gols anotados por Santiago Lamanna. A oscilação continuou com a vitória por 2 a 0 contra o Vélez com gols de Ramirez e Delfino e um inquestionável triunfo por 4 a 1 fora de casa diante do Millonários, com tentos de Ferreyra e Carlos Luna, que anotou três, embora seja reserva.

– A racha ganadora seguiu com vitória contra o San Lorenzo por 2 a 1, com Dos Santos e Baez (zagueiro que veio como aposta e que acabou tendo que entrar pela falta de opções). Contra o Tigre fizemos 4 a 0 com Lamanna, Ferreyra, Barrera e Lizio.

– O bom momento sofreu um solavanco justamente na Libertadores, quando visitamos o Once Caldas. Delfino fez de cabeça, mas eles viraram. No Clausura ganhamos do Tiro Federal por 2 a 0 de novo com Delfino e Lamanna. Já na Libertadores fizemos 3 a 0 no Guaraní com Capobianco, Mercado e Benítez.

Classificamos sem problemas às oitavas do torneio continental e o sorteio não foi de todo ruim, já que fomos colocados contra a Universidad de Chile. Em 2015 eles estão bem longe de serem ameaça.

Mas se na Libertadores havia festa, no futebol local só existia decepção. Perdemos para o Arsenal por 2 a 0 e demos adeus à disputa do título… De novo. Já na Copa da Argentina fomos eliminados pelo Boca… Que lástima.  Só sobrava a Libertadores…

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– Lembram que eu falei que a Universidad de Chile não era ameaça. Hummm… Fomos a Santiago e fizemos uma partida muito ruim, perdendo por 1 a 0. Seguiram duas derrotas no torneio argentino e eu definitivamente desisti do esquema. Não dava mais. Voltei ao 3-3-1-3 original. Este aqui:

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– Bom, funcionou contra La U! Em casa vencemos por 3 a 0. Luna de longa distância, Alfredo Caro após rebote de escanteio e Mercado fizeram os gols. Nosso adversário nas quartas seria o River Plate! Primeiro jogo fora de casa.

– Por causa da mudança recente de esquema, voltando para o original, decidi tomar algumas precauções extras contra o River. Instruí meus atacantes a marcarem os laterais adversários. Queria restringir as ações deles. Isso era o mais importante. E conseguimos. Pra melhorar, ainda fizemos 2 a 0 com Delfino e Barrera. No fim, porém, levamos um gol na base do abafa deles. De toda a maneira, 2 a 1 fora de casa não era nada mal!

– Na partida da volta jogávamos pelo empate ou derrota por um gol. Como o plano funcionara na ida, decidi repetir a dose, ou seja, o que tínhamos de melhor com nossos atacantes marcando muito. O jogo começou de boa maneira e aguentamos o primeiro tempo sem sermos vazados, mas tomando pressão. O segundo tempo veio e logo de cara tomamos um gol…. Tranquilo. Ainda estávamos na frente.

A bola era deles. A pressão total. Me vi naquele velho dilema…. Aguentamos ou saímos pro jogo e empatamos?  Os contra-ataques não estavam funcionando, mas decidi apostar que eles aconteceriam.

Errei.

Eles não vieram e aos 30 do segundo tempo um escanteio do River Plate se transformou em gol. 2 a 0 eles.  Me lancei desesperado para o ataque, tive chances, mas… Fim de jogo. 2 a 0 eles. Estávamos fora da Libertadores nas quartas de final.

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No torneio Clausura terminamos assim:

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Ou seja… A temporada que vem terá que ser totalmente diferente.

De toda a maneira o time do ano foi esse:

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No próximo capítulo conto as contratações para 2016/17!

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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