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[Uma Saga de FM] Capítulo 9: Adelante!

Terminar a primeira parte da temporada 2014/15 sem o título e a 10 pontos do líder não chegou a ser uma decepção, mas evidentemente me deixou preocupado com a ideia de que o time tinha estagnado. A eliminação na Copa Sul-Americana também gerou um certo pessimismo em relação à Copa Libertadores, que viria no primeiro semestre de 2015. Sem recursos em caixa, trouxe apenas um jogador para a sequência da temporada:

Sim, Hernán Barcos veio por empréstimo! Mas não se animem muito. No jogo ele estava no Arsenal de Sarandí e não está nem perto de ser um dos melhores atacantes do país. Ainda mais porque em 2015 ele já tinha quase 31 anos.  Bom. A ideia era resolver o ataque, que teve gols de Barrera e Lizio, mas desempenho muito ruim de William Ferreira – a contratação da temporada se irritou com o banco e pediu transferência – e de Bevacqua, nosso grande jogador do ano passado, mas que já dá sinais de declínio.

Ao mesmo tempo decidi ir ao mercado para trazer jogadores em fim de contrato para o ano seguinte. Após algumas negociações e de expandir meu orçamento para salários com a diretoria acertei com os seguintes jogadores para a próxima temporada:

Facundo Ferreyra (Banfield): Sim, Chucky Ferreyra, hoje no Shaktar, e que se destacou na vida real pelo Vélez. Quero que no ano seguinte ele seja titular absoluto e camisa 9.

Restuccia (Chacarita Juniors): Um ala direito jovem, que pode melhorar o setor e dar uma opção de outro esquema quando necessário.

Múnua (Montevideo Wanderers): Lateral e zagueiro jovem. Aposta pro futuro.

Carlos Luna (LDU): Atacante baixo, mas muito bom de finalização. O ataque de fato me preocupa.

Esses jogadores vêm pra próxima temporada. Na segunda metade nosso time continuou com aquela base e começamos o Clausura com:

1.Lerda; 3.Delfino, 2.Piriz e 4.Dos Santos; 18.Ramírez, 14.Brum e 38.Mejia; 10.Luna; 25.Barrera, 9.Bevacqua e 11.Lizio.

Como podem ver, Mejía assumiu o lado esquerdo, mas jogando em uma posição mais recuada, como ala mesmo e não meia esquerda. Já na frente o menino Barrera, de 18 anos, pediu passagem e assumiu a vaga pela direita do setor ofensivo.

Começamos oscilando:

– Empatamos por 0 a 0 com o Atlético Rafaela e perdemos dos rivais Belgrano por 2 a 1.

– Vencemos o Arsenal por 2 a 1 com gols de Barrera e Lizio e fizemos nossa estreia na Libertadores ganhando do Sport Boys do Peru por 3 a 0 com Ramirez, Bevacqua e Lizio indo às redes.

– De volta ao Clausura, vencemos o Independiente por 4 a 3 em casa graças a Lizio, Luna, Barcos (!!!) e Bevacqua, mas depois perdemos para o River por 1 a 0.

– Na Libertadores fizemos um 3 a 0 na Unión Española com Luna, Lizio e Mejía e depois no Clausura emendamos um outro 4 a 3 graças a Delfino, Bevacqua, Piriz e Barcos.

– No torneio continental pegamos Fluminense no Maracanã e conseguimos arrancar um empate por 2 a 2, com Delfino e Bevacqua, de forma que o primeiro turno da fase de grupos foi de invencibilidade para o Instituto.

– O Lanús nos recebeu no Clausura e empatamos por 0 a 0. Já na Copa da Argentina conseguimos uma importante vitória contra o River Plate por 2 a 0, com Barrera e Luna.

– Na Libertadores recebemos o Fluminense no Monumental de Alto Córdoba e fomos capazes de vencer por 3 a 1 com Barrera (duas vezes) e Mauro dos Santos, resultado que nos levou às oitavas do torneio.

– De volta à Argentina, vencemos o Vélez por 3 a 0 e nos mantivemos entre os três primeiros com gols de Lizio, Barrera e Capobianco (jovem que chegou nesta temporada). Na sequência, pela Copa da Argentina, avançamos às quartas de final depois de bater o Sportivo Italiano por 1 a 0 com Luna anotando o gol.

– Enfrentamos o Godoy Cruz no Clausura e ganhamos por 2 a 1 com dois gols de Alan Ruíz, que faz péssima temporada. Contra o Unión emendamos um 4 a 1 com Luna, Bevacqua, Ubilla e Barrera, mas depois perdemos por 1 a 0 do All Boys e empatamos por 0 a 0 com o Sport Boys na última rodada da fase de grupos da Libertadores. Terminamos em primeiro lugar no nosso grupo e vamos encarar o Nacional do Uruguai.

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– A sequência nos reservava uma partida com o Estudiantes e depois o confronto com o Nacional. Poupei alguns atletas no Clausura e perdemos por 1 a 0 em casa como vocês viram acima. Contra os uruguaios tomamos o 1 a 0, empatamos com Barrera, mas depois sofremos o 2 a 1. O gol fora de casa, porém, era um alento.

– Contra o Atalanta no Argentino mesclei o time e perdi por 4 a 1. O jogo que importava era aquele contra o Nacional e se fizéssemos 1 a 0 passaríamos às quartas. Pressão, chances, intensidade….Gols perdidos! Nem Barcos, nem Bevacqua, nem Lizio, nem Barrera. Ninguém foi às redes e terminamos punidos com um gol de contra-ataque. Fomos eliminados…

– Restava o campeonato argentino e a Copa da Argentina. No campeonato vencemos o San Lorenzo por 2 a 0 com gols de Barrera e Delfino e na Copa batemos o Tiro Federal nos pênaltis depois de 0 a 0 nos 120 minutos.

– Aí começou a maratona. No Clausura perdemos do Racing por 1 a 0 e perdemos contato com o pelotão de frente. Mas pela Copa da Argentina derrotamos o Banfield nos pênaltis depois de empatar por 2 a 2 no tempo normal, graças a Barrera e Lizio. Estávamos na decisão e tivemos sorte! A final seria contra o pequenino Platense. O Clausura foi-se embora com a derrota por 2 a 0 para o Boca.

– A final da Copa da Argentina veio e o grupo estava motivado com a perspectiva de mais um título. A diferença de tamanho dos dois clubes, porém, me deixava alerta para um eventual relaxamento do time. Os temores pareciam se concretizar em uma atuação bastante mediana, mas o nosso camisa 10 sabia o que fazer.

Em cobrança de falta, Jorge Luna abriu o placar!

O 1 a 0 persistiu e no finzinho Piriz cabeceou para decretar a conquista! 2 a 0 contra o Platense e título da Copa da Argentina! Foi a primeira vez que o clube conseguiu o feito.

– No Clausura a coisa foi numa toada oscilante, com empate com o Newell’s por 3 a 3, vitórias contra Banfield e Colón por 3 a 0 e empate com o Tigre por 2 a 2.

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Na tabela ficamos assim:

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Já o time da temporada foi esse:

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Destaque para Mejía, que apesar do demonstrado jogou como ala esquerdo, para Luna, que apesar do demonstrado atuou como meia, e para os garotos Barrera e Caro, formados no próprio clube.

No ano que vem teremos novamente Sul-Americana e Libertadores. Vamos ver se conseguimos ir melhor. E vamos ver se acertamos nas contratações né? Nesta temporada Papa, William Ferreira, Merlo, Ruiz e Barcos foram verdadeiros fracassos.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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