Libertadores 2026: Clubes argentinos podem ameaçar a hegemonia brasileira no torneio?
Desde 2018 nenhum clube estrangeiro foi campeão do torneio, transformando a Libertadores em um campeonato 'doméstico' para os brasileiros
A Copa Libertadores está prestes a começar e, mais uma vez, o futebol brasileiro entra como protagonista. Nos últimos anos, os clubes do país transformaram a competição praticamente em um território doméstico. Desde 2019, nenhuma equipe de fora do Brasil conseguiu levantar o troféu. O último campeão estrangeiro foi o River Plate, que venceu o rival Boca Juniors na histórica final de 2018.
De lá para cá, o domínio brasileiro foi absoluto. O Flamengo conquistou três títulos (2019, 2022 e 2025), o Palmeiras levantou a taça duas vezes (2020 e 2021), enquanto Fluminense e Botafogo completaram a sequência com as conquistas de 2023 e 2024.
Algum clube argentino realmente pode quebrar essa hegemonia?
Na teoria, a Argentina ainda mantém o mesmo peso histórico do Brasil na competição. Os dois países somam 25 títulos cada, o que reforça a rivalidade continental. Porém, olhando para o momento atual do futebol sul-americano, a sensação é de que essa igualdade existe muito mais nos números do passado do que no presente.
Nesta edição da Libertadores, sete clubes argentinos representarão o país: Boca Juniors, Lanús, Estudiantes de La Plata, Rosario Central, Argentinos Juniors, Independiente Rivadavia e Platense. Entre eles, inclusive, os dois últimos estreiam na competição.
O Boca, dono de seis títulos, naturalmente sempre aparece como candidato. O peso da camisa, a pressão da Bombonera e a tradição na Libertadores fazem do clube um adversário temido, independentemente da fase. O Estudiantes, com quatro conquistas, também carrega uma história respeitável no torneio e sonha com a quinta taça. Já o Argentinos Juniors tenta reviver os dias gloriosos do título de 1985.
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Mesmo assim, é difícil dizer que algum deles chega como favorito real ao troféu. A diferença financeira entre os clubes brasileiros e os argentinos se tornou enorme nos últimos anos. Isso se reflete diretamente no nível técnico dos elencos, na capacidade de manter jogadores e também na profundidade das equipes ao longo de uma competição longa e desgastante como a Libertadores.
Do lado brasileiro, a lista de representantes reforça essa impressão. Flamengo e Palmeiras entram novamente como os grandes favoritos, impulsionados por investimentos altos, elencos recheados de talento e gestões cada vez mais profissionais. Logo atrás aparecem Cruzeiro, Fluminense e Corinthians, clubes que conhecem bem o caminho até o título e podem crescer ao longo do torneio. Já o Mirassol surge como a novidade da edição, fazendo sua estreia histórica na competição.
Entre os argentinos, alguns nomes ainda merecem atenção. O Boca Juniors, por exemplo, foi finalista em 2023 e costuma crescer em noites decisivas. Comandado por Claudio Ubeda, o time conta com a experiência de Leandro Paredes no meio-campo e aposta no talento do jovem Tomás Aranda.
Outro clube que pode incomodar é o Lanús. Atual campeão da Copa Sul-Americana, a equipe mostrou recentemente que sabe competir em alto nível. Não por acaso, venceu o Flamengo na Recopa Sul-Americana e eliminou adversários brasileiros fortes em campanhas recentes, vencendo o Vasco na fase de grupos, despachando o Fluminense nas quartas de final da Sul-Americana e batendo o Atlético-MG na grande decisão.
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Por fim, o Estudiantes também é outro time que pode dar dor de cabeça aos brasileiros. Com quatro títulos da Libertadores, o clube quer sua quinta Copa e pode usar o fator mandante para chegar longe. Na Libertadores de 2025, por exemplo, deu dificuldade para o Flamengo, sendo eliminado nos pênaltis. Antes havia vencido o Botafogo pelo primeiro jogo da fase de grupos.
Ainda assim, olhando para o cenário geral, parece difícil imaginar o fim do domínio brasileiro neste momento. A estrutura, os investimentos e a qualidade técnica dos elencos colocam os clubes do Brasil alguns passos à frente dos rivais sul-americanos. No entanto, a Libertadores é conhecida pelas surpresas e reviravoltas. sendo um campeonato em que tudo pode acontecer e surpresas podem ocorrer.