Título do Lanús sobre Atlético aumenta calvário brasileiro na Sul-Americana, contrária à Libertadores
Argentinos batem o Galo nos pênaltis e se tornam bicampeões da Sula
O Defensores del Chaco será por muito tempo um trauma para o torcedor do Atlético Mineiro. Neste sábado (22), o Galo sucumbiu na final da Copa Sul-Americana para o Lanús nos pênaltis, 5 a 4, após empate sem gols em 120 minutos. Os argentinos se tornaram bicampeões da competição que se tornou um pesadelo aos brasileiros.
Isso porque, diferente da Libertadores, conquistada só por times do Brasileirão desde 2019, a Sula chegou ao quarto vice consecutivo de representantes do Brasil, com o Galo se juntando a Cruzeiro (perdendo para o Racing em 2024), Fortaleza (LDU em 2023) e São Paulo (Independiente del Valle em 2022).
A única exceção na era da final única é o Athletico Paranaense, em 2021, quando bateu outro brasileiro, o Red Bull Bragantino. Em 2019, o Del Valle foi campeão sobre o Colón, enquanto o Defensa y Justicia venceu a competição justamente sobre o Lanús.
É um recado que, mesmo com a enorme distância financeira do Campeonato Brasileiro, há margem para que os vizinhos sul-americanos superem isso em campo com bons projetos e, claro, se aproveitando de adversários não tão ricos como Palmeiras e Flamengo, as duas maiores forças do continente.
🇦🇷🏆🏆 @clublanus bicampeão! Mais um clube da Argentina a escrever sua história na CONMEBOL #Sudamericana.
— CONMEBOL Sudamericana (@SudamericanaBR) November 22, 2025
⭐️⭐️ Especialista da #GrandeConquista! pic.twitter.com/6guElxoTkq
Everson tentou salvar o Galo
A disputa de pênaltis compensou um jogo fraco. Everson pegou a primeira cobrança, de Walter Bou, e deu esperanças aos atleticanos. Hulk, no entanto, perdeu o pênalti seguinte e não deu a vantagem para o clube que é ídolo.
Depois de cinco acertos, com vantagem aos argentinos, Biel parou em Losada, quem realmente brilhou nas cobranças, e Acosta compensou ao isolar a cobrança que seria do título. Everson, como tinha feito contra Flamengo na Copa do Brasil e Atlético Bucaramanga na própria Sula, converteu sua penalidade, mas não conseguiu defender mais tentativas dos adversários e Victor Hugo acabou com as chances do Galo.
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Atlético é melhor que Lanús em 1º tempo truncado
Em uma primeira parte equilibrada, com poucos espaços para atacar, muita dedicação sem bola dos dois lados e um calor escaldante na capital paraguaia, o lado brasileiro conseguiu ser superior.
Após 17 minutos de praticamente nenhum ataque perigoso, o Galo acordou com uma batida de Alan Franco de fora da área que assustou os argentinos passando por cima do gol. Pouco depois, Arana, em duas tentativas, exigiu defesa de Losada na segunda. Com 26, Bernard carimbou falta lateral na trave na melhor chance atleticana no tempo normal. Hulk ainda arriscou de fora na sequência.
Depois da meia hora, o ritmo caiu e o máximo que aconteceu foi um chute de longe de Igor Gomes no meio do gol. O Lanús sofreu para acionar seus melhores jogadores e não incomodou Everson.

Segunda parte é mais aberta
Mesmo que com mais espaços, o segundo tempo teve menos finalizações do que o primeiro. O Galo, ainda um pouco melhor do que o Lanús, teve a melhor chance com chute de Dudu de fora da área que foi espalmado por Losada. Alonso também quase marcou de longe em batida que passou perto, além de Hulk em falta pela linha de fundo.
O time bordô emplacou bons ataques com superioridade numérica, mas vacilou no último passe e acabou, novamente, sem chances claras.
Prorrogação
Na meia hora final de jogo, o Lanús continuou sem dificultar as coisas para o adversário, tendo até postura agressiva nos 15 finais, mas de poucas finalizações.
O Atlético, por outro lado, poderia ter terminado com a vitória quando Hulk deixou Biel na cara do gol, onde o meia chutou para defesa do goleiro argentino. O atacante, além dessa chance, teve outra sozinho na área em cruzamento de Scarpa, mas novamente finalizou para intervenção, dessa vez fácil, de Losada.



