Libertadores

Gramado, vingança e tabu: Os desafios do Boca Juniors para a estreia na Libertadores

Equipe Xeneize estreia no torneio sonhando em levantar a sétima taça da competição mais importante do continente

O Boca Juniors está de volta à fase de grupos da Copa Libertadores após dois anos. Os Xeneizes não disputavam essa etapa do torneio desde 2023, quando foram finalistas e acabaram derrotados pelo Fluminense no Maracanã. No entanto, o retorno do segundo maior campeão da competição, com seis taças, não deve ser nada fácil.

Os Xeneizes estreiam nesta terça-feira (7) enfrentando a Universidad Católica, do Chile, e, antes mesmo da bola rolar, já estão enfrentando diversos contratempos.

Gramado sintético gera preocupação no Boca Juniors

Logo ao descobrir os adversários dessa primeira fase, o Boca Juniors já se demonstrou preocupado com o gramado utilizado pelas equipes. No grupo D, ao lado de Cruzeiro, Universidad Católica e Barcelona do Equador, apenas os chilenos jogam em grama sintética, algo que preocupa os argentinos.

Essa não foi a primeira vez que o clube enfrentou algo parecido. Durante a Libertadores de 2023, a equipe encarou o Palmeiras, no Allianz Parque, pela semifinal da competição. No emblemático estádio do Palmeiras, o gramado é sintético, e isso gerou muitas reclamações por parte dos dirigentes do Boca Juniors. Juan Román Riquelme, presidente do clube, chegou a pontuar as dificuldades.

— Vamos jogar em um gramado sintético, o que não é a mesma coisa que jogar na terra. A bola quica de forma diferente, se move mais rápido — disse na época.

Já contra a Universidad Católica, a história irá se repetir. O estádio da equipe chilena foi reformado recentemente e é considerado um dos mais modernos da região. Inclusive, o gramado é considerado de última geração e possui a certificação FIFA Quality Pro, o mais alto padrão concedido pela entidade máxima do futebol para esse tipo de superfície. 

Nesse tipo de gramado, as principais diferenças ficam pelo rápido movimento da bola, além dos controles, que exigem maior precisão e os rebotes são mais intensos que o convencional.

Até mesmo por isso, o Boca Juniors tomou precauções e fez treinos nos campos de grama sintética que possui em seu centro de treinamento. A ideia era que os jogadores se adaptassem a esse tipo de superfície.

Claudio Ubeda é treinador do Boca Juniors
Claudio Ubeda é treinador do Boca Juniors. Foto: IMAGO / PHOTOxPHOTO

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Vingança do Colo-Colo gera tensão para os torcedores

Próximo ao hotel onde os jogadores do Boca Juniors estão hospedados, foram registrados casos de violência. Torcedores argentinos foram assaltados à mão armada por criminosos, que, segundo a imprensa chilena, vestiam roupas do Colo-Colo.

Além disso, um outro grupo de criminosos teria agredido um torcedor do Boca Juniors e roubado bandeiras que estavam expostas na região. O ato foi atribuído a uma suposta vingança pelo que ocorreu em 2023, na fase de grupos da Libertadores.

Em 2023, o Boca Juniors caiu no mesmo grupo que o Colo-Colo. No jogo que ocorreu em Buenos Aires, houve muitos momentos de tensão.

Confrontos entre as torcidas do Boca Juniors e os chilenos foram registrados tanto na Bombonera quanto longe de La Boca, como em clubes noturnos da região. As confusões teriam iniciado após torcedores do Colo-Colo terem pendurado uma faixa próxima à Bombonera, algo que não agradou aos Xeneizes.

Boca Juniors x Colo-Colo pela Libertadores
Boca Juniors x Colo-Colo pela Libertadores em 2023. Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire

Retrospecto é ponto de alerta para o Boca Juniors

Seis vezes campeão da Libertadores, o Boca Juniors não consegue ter boas estreias na competição há um bom tempo. Essa será a 34.ª participação xeneize na história do torneio, e, das últimas 16 estreias, venceu apenas três confrontos.

Em 2024, quando jogou a pré-Libertadores, a derrota foi amarga. Perdeu por 1 a 0 para o Alianza Lima, no Peru. No duelo de volta, o duelo foi para os pênaltis em La Bombonera, e os peruanos levaram a melhor, garantindo a classificação para a fase de grupos.

Antes, em 2023, o Boca iniciou sua trajetória visitando o Monagas, na Venezuela. O jogo foi apertado e os Xeneizes empataram por 0 a 0, não conseguindo somar os três pontos.

Em 2022, os Xeneizes tampouco venceram o primeiro jogo da Libertadores. A equipe perdeu para o Deportivo Cali, da Colômbia, por 2 a 0, e iniciou com novamente com o pé esquerdo.

A última vitória em estreias na Libertadores foi em 2021, em um cenário um tanto quanto improvável: os argentinos superaram o The Strongest por 1 a 0, em plena altitude de La Paz.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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