Libertadores

Como o Boca Juniors se transformou e pode ser um perigo para o Cruzeiro na Libertadores

Sob o comando de Cláudio Úbeda, Xeneizes vivem melhor momento na temporada e podem ser preocupação para a Raposa

O Boca Juniors se reinventou sob o comando de Cláudio Úbeda. O clube argentino vive uma lua de mel com o treinador, acumulando 14 partidas de invencibilidade, liderança de seu grupo na Copa Libertadores e vitória no clássico diante do River Plate. em pleno Monumental de Núñez

Em grande fase, os Xeneizes surgem como um desafio importante para o Cruzeiro, próximo adversário na competição continental. As equipes se enfrentam na terça-feira (28), às 21h30 (de Brasília), no Mineirão. Enquanto os argentinos buscam somar pontos para encaminhar a classificação de forma antecipada ao mata-mata, a Raposa tenta vencer para encurtar a distância na tabela.

Chegada de Ubeda e reestruturação do Boca Juniors

Nos últimos anos, o clube viveu forte instabilidade. Em 2023, chegou à final da Libertadores em uma campanha longe de ser brilhante, mas acabou derrotado pelo Fluminense. Desde então, não voltou a disputar a fase de grupos do torneio: ficou fora em 2024 e foi eliminado na fase preliminar em 2025.

No cenário doméstico, o desempenho também ficou abaixo das expectativas. O último título havia sido conquistado em 2022, quando levantou o Campeonato Argentino, a Copa de la Liga e a Supercopa.

Desde então, o Boca Juniors atravessou temporadas turbulentas, marcadas por trocas de treinadores, polêmicas internas e pouco rendimento em campo. Em meio ao momento delicado, a diretoria apostou no retorno de Miguel Ángel Russo, campeão da Libertadores de 2007 pelo clube. Ao lado dele, chegou a comissão técnica, que contava com Cláudio Úbeda como auxiliar.

Com Russo no comando, a equipe começou a apresentar sinais de recuperação. No entanto, o treinador precisou se afastar para realizar tratamento contra um câncer de próstata. A saída temporária representou um duro golpe, e Úbeda assumiu de forma interina.

Após o falecimento de Miguel Ángel Russo, em outubro de 2025, Úbeda foi efetivado no cargo. Recebido sob desconfiança e pressionado pelos resultados recentes, o treinador tinha a missão de reconquistar uma torcida desgastada por anos de frustrações.

Claudio Úbeda no comando do Boca Juniors
Claudio Úbeda no comando do Boca Juniors. IMAGO / Fotobaires

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Base, experiência e confiança fazem parte da fórmula de Úbeda

O início de trabalho de Cláudio Úbeda esteve longe de empolgar. O treinador conviveu com críticas da torcida, questionamentos internos e resultados irregulares. No entanto, a vitória sobre o River Plate, pelo Clausura de 2025, começou a sinalizar uma mudança de rota.

Com grande atuação de Exequiel Zeballos, revelado nas categorias de base, o Boca Juniors venceu o rival por 2 a 0, na Bombonera. O resultado teve enorme peso simbólico e deu fôlego ao comandante recém-chegado. Apesar do triunfo no clássico, os Xeneizes acabaram eliminados pelo Racing na semifinal do torneio.

Para a temporada 2026, o clube adotou postura mais cautelosa no mercado, mas realizou contratações pontuais que ajudam a explicar o atual momento. O atacante paraguaio Adam Bareiro chegou após passagem pelo Fortaleza para reforçar o setor ofensivo. Já o interessante Santiago Ascacíbar deixou o Estudiantes para formar parceria com o astro Leandro Paredes em um meio-campo que se transformou em um dos mais sólidos do futebol argentino.

Além dos reforços, outra decisão importante foi a promoção da joia Tomás Aranda ao elenco principal. O talentoso jovem vindo da base recebeu confiança de Úbeda, aproveitou a oportunidade e se tornou peça relevante no grupo, aumentando o nível competitivo da equipe.

Com isso, o treinador conseguiu cercar Paredes de jogadores capazes de potencializar o futebol do campeão mundial. Aranda, Ascacíbar e Milton Delgado passaram a dividir responsabilidades no setor ao lado do experiente volante e hoje representam o motor da equipe.

Com o time encaixado, Úbeda também consolidou uma base titular. O treinador manteve a mesma formação em sequência e deu identidade ao Boca Juniors, que atualmente apresenta poucas mudanças de escalação e maior entrosamento coletivo.

Além disso, no ataque, Adam Bareiro vive excelente fase. O paraguaio já marcou seis gols em dez jogos disputados, além de dar uma assistência. O momento goleador do jogador também está sendo fundamental para o Boca Juniors.

Para o jogo contra o Cruzeiro, os Xeneizes vêm com a confiança em alta. Das 14 partidas sem perder, duas foram vitórias importantíssimas. Uma no Superclásico contra o rival River Plate por 1 a 0. A outra foi na última rodada do Campeonato Argentino, goleando o Defensa y Justicia por 4 a 0 e assumindo a liderança do grupo A do Apertura.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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