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[Uma saga de FM] Capítulo 3: Avanço e balanço da primeira temporada

A parada do ano novo com o Instituto no meio da tabela e com muitas oscilações colocou alguns questionamentos sobre o rumo a ser seguido. Se a qualidade dos jogadores deixava a desejar, eu esperava que ao menos o aspecto coletivo agradasse. Não era o que estava acontecendo.

O 3-3-1-3 torto do segundo quarto de campeonato não replicava bem a ideia de jogo de pressionar o adversário e sair em velocidade. Havia muito espaço, pouca pressão e ataque abaixo da crítica. Além de mexer em alguns jogadores, decidi mudar o esquema uma vez mais:

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Se formos bem rigorosos não é um 3-3-1-3, mas sim um 3-1-3-3. De toda a forma dentro de campo a dinâmica era do primeiro esquema, com o meia central se projetando à frente da linha onde estão os alas.

Além das mudanças de posição troquei algumas funções dos atletas. Os atacantes de lado foram instruídos a cortar pra dentro e não mais chegar ao fundo. O centroavante iria segurar a bola e não mais romper defesas. Já os meias de lado de campo subiriam com tudo. A coisa melhorou dentro de campo, mas os resultados estiveram longe de um nível constante como dá pra observar:

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Resultado? Terminamos a primeira temporada na sexta posição com 16 vitórias, 11 empates e 11 derrotas. A produção ofensiva deixou muito a desejar, sobretudo se levarmos em conta que o esquema privilegia o ataque, com três homens de frente.

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Mesmo assim me dei por satisfeito com o último esquema e passei a pensar em modos de aperfeiçoá-lo. Isso passava necessariamente pelos jogadores. Neste sentido houve uma grata surpresa em fevereiro, quando pude trazer o argentino Danilo Lerda para ser nosso goleiro. Encostado no Fénix e sem contrato, o arqueiro tinha atributos bem superiores ao de Ojeda e características necessárias para fazer o trabalho de goleiro-líbero. Era um começo, mas faltava muito.

O meu time ideal da temporada teve os seguintes atletas e números:

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Destaques (negativos também) para:

Diego Lagos: 31 jogos e 9 gols. Muito, muito pouco.

Lucas Godoy: Apesar de muito habilidoso, achei que o desempenho ficou aquém do esperado.

Perg: Grande temporada do jovem zagueiro emprestado. Além de sólido na defesa, marcou 6 gols, todos de cabeça em cobranças de escanteio.

Videla: Começou como reserva, mas aos poucos ganhou a vaga de Godoy como meia-armador, mesmo sendo volante.

Bom. Ano encerrado, hora de pensar na temporada 2012-13. A meta é subir de divisão. O problema é que o elenco precisa de reforços e o orçamento deve ser mais ou menos o mesmo, ou seja, nenhum. Certeza é que preciso de um centroavante, dois atacantes de lado de campo e um meia armador. Vamos ver se será possível! Além disso terei que ver se consigo renovar os vínculos de Lagos e Perg.

Comentários são muito bem-vindos! Agradeço a todos que têm participado!

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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