Eurocopa FemininaInglaterra

Williamson, capitã da Inglaterra: “Mudamos o jogo neste país e espero que na Europa e no mundo”

Williamson celebrou o impacto da Euro 2022 e acredita que o torneio sediado na Inglaterra mudou o jogo

O título da Inglaterra na Eurocopa Feminina foi marcante em diversos aspectos. Com um torneio que cativou o público, teve audiência na TV e streaming e estádios com excelentes públicos, as inglesas acreditam que o impacto da vitória será grande. Aliás, é o que acha a Rainha Elizabeth II, como ela deixou claro no seu comunicado parabenizando a seleção inglesa. A capitã do time, Leah Williamson, celebrou o título e diz que elas mudaram o jogo.

“Nós dissemos que queríamos criar nosso legado com uma vitória e foi isso que fizemos”, afirmou a capitã. “O legado do torneio já estava feito antes da final, o que fizemos pelas mulheres e pelas meninas que podem olhar e querer ser nós”.

A Euro Feminina causou impacto no país. Foi o evento mais assistido na TV em 2022 no Reino Unido, o que não é pouca coisa. Já tinha batido o recorde de público de uma edição do torneio ainda na fase de grupos.  “Acho que a Inglaterra sediou um torneio incrível e mudamos o jogo neste país – e espero que por toda Europa e pelo mundo”, disse Williamson.

A Federação Inglesa (Football Association, FA) vai negociar com a técnica Sarina Weigman para estender o seu contrato com a seleção inglesa depois do título. A treinadora tem vínculo até 2025 e vai tirar férias antes de negociar. “Ela terá algumas semanas de férias. Quando ela voltar, teremos uma conversa”, afirmou Sue Campbell, a chefe de futebol feminino da FA.

A presidente da FA falou sobre o legado da Euro Feminina no país. “Temos que fazer com que as meninas de todo país joguem futebol nas escolas. Uma vez que elas tenham essa oportunidade, todas elas, de jogar nas escolas e associá-las aos clubes, então veremos isso decolar. O impacto dessa vitória será como combustível de foguete”, afirmou Debbie Hewitt, presidente da FA.

Para Hewitt, a Premier League pode ter um papel para apoiar o legado da Euro 2022 e investir no futebol feminino. “Nós tivemos mais de 17 milhões de pessoas assistindo ao jogo no domingo à noite neste país. Se você é a Premier League, por que você não capitalizaria nisso?”, afirmou Hewitt.

A Premier League atualmente não tem nada a ver com a liga feminina na Inglaterra, que é organizada pela FA. Houve especulações que a liga poderia assumir o torneio feminino, mas os relatos mais frequentes é que a FA procura investidores para assumir a organização do campeonato, agora que ele é lucrativo e é inteiramente profissional desde 2018.

A meio-campista Fran Kirby quer que o sucesso da Euro 2022 se torne o normal. “Queremos que as pessoas venham para assistir, e com multidões esgotadas neste país e em todo o mundo, então espero que tenhamos desempenhado um papel importante nisso e possamos continuar a crescer”, disse Kirby.

“É isso que nos propusemos a fazer neste torneio: deixar a nação orgulhosa, lutar pelas mulheres e envolver as meninas também, e acho que fizemos isso por todas as mulheres deste mundo”, afirmou a autora do primeiro gol na final, Ella Toone.

O título da Eurocopa certamente coloca a Inglaterra entre as favoritas também na Copa do Mundo, que acontece no próximo ano, na Austrália e Nova Zelândia. “Acho que nós devemos ter tempo para refletir sobre isso primeiro, aproveitar antes de começarmos a pensar nisso”, disse a meia Kirby. “É claro que haverá muita expectativa nisso, mas nós temos um elenco incrível, uma técnica incrível, então sim, estamos realmente empolgadas”.

Uma das principais jogadoras inglesas, a lateral direita Lucy Bronze, disse que mal pode esperar para ter uma estrela no peito, simbolizando o título da Copa do Mundo. “A Eurocopa é fantástica, especialmente no nosso país natal, mas há uma pequena estrela no nosso escudo no momento na camisa da Inglaterra. Essa é definitivamente uma missão para nós, colocarmos uma estrela ali”, disse.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
Botão Voltar ao topo