Brasil x Japão: como a Seleção pode quebrar forte organização tática das japonesas
Arthur Elias quer usar DNA ofensivo e objetividade da Seleção para superar as japonesas
A Seleção Feminina tem uma difícil missão nesta Data Fifa: quebrar a forte organização tática do Japão. A equipe brasileira vai enfrentar as japonesas, que se destacaram na Copa do Mundo deste ano, em dois jogos amistosos. Os confrontos prometem ser difíceis, mas Arthur Elias aproveita o período para realizar testes no grupo. Por isso, há a expectativa de surpresas no time que vai iniciar a partida na Neo Química Arena, nesta quinta-feira (30), a partir das 15h15 (horário de Brasília).
– Vocês podem esperar um jogo muito equilibrado, com duas equipes que vão querer ficar com a posse (de bola) e que vão ter muitos duelos individuais. Vai ser um jogo muito técnico, num campo rápido, então tem tudo para ser um grande confronto contra o Japão – disse o treinador em coletiva.
Arthur tem feito mistério sobre o provável time titular, inclusive em relação ao esquema tático que apresentará nesta quinta. Desconversou na coletiva ao ser questionado sobre o uso de três zagueiras; porém, um ponto foi muito claro: a equipe precisa de resultados melhores.
– O Japão foi muito eficiente contra a campeã do mundo. É muito legal ver um trabalho de seleção, onde se tem pouco tempo para trabalhar, ser tão rico taticamente como é o Japão. Então, é uma grande seleção, mas a nossa também é. A Seleção Brasileira precisa conquistar resultados melhores e é por isso que eu estou aqui.
O histórico recente entre os times adiciona mais uma “pressão” para o lado brasileiro. Na última vez em que se enfrentaram, na She Believes Cup, em fevereiro, as brasileiras venceram por 1 a 0, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, Pia Sundhage ainda era a treinadora.
Novas dinâmicas do ataque brasileiro
São três meses à frente da Seleção, sem abrir mão do “DNA brasileiro”, mais ofensivo, que Arthur Elias prometeu seguir logo em sua coletiva de estreia. Aliás, DNA é um termo muito utilizado pelo treinador.
– A gente já teve uma amostra disso nos três tempos contra o Canadá. Na primeira partida, fizemos um jogo equilibrado, onde a Seleção mereceu vencer o Canadá pelo alto número de chances criadas e pelo volume de jogo – disse.
No mês passado, o Brasil fez dois amistosos no Canadá – uma vitória por 1 a 0 e uma derrota por 2 a 0. As partidas foram fundamentais para o professor localizar problemas que já se arrastavam desde o ciclo de Pia, e a objetividade é um ponto-chave.
– No segundo jogo, nós tivemos muito volume, muita dominância (na posse de bola), mas a gente não foi uma equipe objetiva. Essa posse de bola foi rápida, com muita aproximação, teve muitos pontos positivos dentro do que a gente quer, mas eu queria mais objetividade para criar chances de gol.
– A gente saiu muito da característica que vinha apresentando na partida. Quando a gente passa a ser uma equipe que espera, reativa, que não encaixa mais a marcação, vira uma equipe que se desconecta e começa a errar passes. Os gols que nós tomamos eram muito evitáveis. É um ponto de alerta, mas é algo muito claro para elas.
Antes de encerrar a Data Fifa, a Seleção encara o Japão novamente no dia 3 de dezembro, no Morumbi, às 11h. No dia 6, pega a Nicarágua, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, às 18h.



