Futebol feminino

CBF conta com apoio inédito para reforçar candidatura à Copa Feminina de 2027

Em 2019, o Brasil desistiu de apresentar a candidatura para a Copa do Mundo Feminina por falta de apoio do Governo Federal e da Conmebol

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) trabalha a todo vapor para trazer a Copa do Mundo Feminina de 2027 para o país do futebol. E ao contrário do que aconteceu na candidatura para a edição deste ano, a entidade conta com o apoio integral da Conmebol e do Governo Federal brasileiro nessa empreitada. 

A saída de Ana Moser do Ministério do Esporte não mudou os planos da candidatura. Com André Fufuca na gerência da pasta, o planejamento segue o mesmo.

– Há uma vontade muito grande do Governo Federal. Não era uma prioridade para o governo anterior. Através da Sandra, secretária de futebol feminino, eles lançaram a política pública de futebol feminino. Houve uma transição completa em relação ao projeto. O interesse não era particular da Ana (Moser), mas era um desejo da pasta – contou Manuela Biz, gerente de comunicação do Comitê de Candidatura, em entrevista exclusiva à Trivela

Em 2019, a CBF estudou a possibilidade de sediar a Copa, realizada em julho deste ano, conjuntamente por Austrália e Nova Zelândia. O projeto não foi para frente, principalmente por não receber suporte das instituições. Quatro anos atrás, a Colômbia foi o único país latino que concluiu o processo para sediar o evento.

– O Brasil acabou não entregando a candidatura por falta de apoio. Não houve uma vontade coletiva, ou seja, a CBF sozinha não tem como garantir a realização de um evento dessa magnitude, e a Conmebol não garantiu uma candidatura única na América do Sul. 

Desta vez, o Brasil concorre com quatro candidaturas: África do Sul, Estados Unidos e México, além de outra conjunta das federações de Holanda, Bélgica e Alemanha. Porém, é o único país sul-americano a se lançar na corrida atual. A Conmebol comprou a ideia e assegurou que não houvesse competição entre países do mesmo continente. 

Eu digo que o país vive a ‘tempestade perfeita' para isso. Estamos vendo um momento muito propício. Não é uma candidatura isolada de contexto. As entidades estão fazendo um esforço para que o futebol feminino cresça (no país). 

Próximos passos do Comitê de Candidatura da CBF

O próximo passo do Comitê de Candidatura da CBF, que trabalha de forma independente, é mostrar para a Fifa o impacto positivo que a realização do evento teria no Brasil. Nesse contexto, o trabalho de comunicação é marketing é fundamental.

Na etapa atual, a CBF deve enviar à Fifa um vídeo com aspecto promocional. Para substituir as tradicionais peças publicitárias com tom de “Embratur”, o Comitê promove uma campanha nacional para que mulheres enviem vídeos mostrando que amam futebol, com a hashtag #2027noBrasil. É possível encontrar os detalhes dessa ação nos perfis de redes sociais da candidatura: @fwwcbr2027 (Instagram, X e TikTok).

Depois de entregar o caderno de candidatura em dezembro, o Brasil deve receber a inspeção da Fifa em fevereiro e ter a resposta sobre a sede em maio de 2024. Essa é uma fase que não preocupa a entidade máxima do futebol brasileiro, principalmente porque a estrutura apresentada é a que foi criada para a Copa do Mundo de 2014. 

– A primeira fase é a avaliação técnica. A gente ranqueia muito bem nessa fase. Mas a segunda fase é a votação. Nessa nós não temos como garantir, porque depende de muitos fatores. O desfecho da candidatura é sempre incerto, mas estamos muito confiantes. A nossa esperança é, sim, de ser sede da Copa do Mundo Feminina em 2027.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
Botão Voltar ao topo