Futebol feminino

Arthur Elias usa Data Fifa para teste até na comissão técnica e tem pioneira como auxiliar pontual

Treinador usa período de amistosos para testar carinhas novas na Seleção; testes também vão servir para suprir possíveis baixas por lesão

O momento é de testes na Seleção Feminina. Carinhas novas estreiam sob o comando de Arthur Elias, enquanto outras voltam a aparecer. Mas a maior novidade até o momento é um rosto – antigo conhecido da amarelinha – que ficou escondido por décadas. Roseli de Belo, pioneira do futebol feminino no Brasil, será auxiliar pontual na equipe nesta Data Fifa. 

– A Seleção é uma coisa difícil de falar e ao mesmo tempo boa, porque eu vivi isso tudo. Fiquei 16 anos na Seleção e, para mim, esse convite do Arthur para estar aqui como auxiliar pontual dele está sendo de grande valor. Não só para mim, mas também para as pioneiras do futebol feminino brasileiro, porque eu não estou aqui só por mim, estou por elas também. Se não fosse elas, eu não estaria aqui – disse Roseli à CBF TV

O Brasil já realizou o primeiro treino com a presença da pioneira, na última segunda-feira, e tem mais dois treinos antes de enfrentar o Japão, no dia 30 de novembro, na Neo Química Arenas, às 15h15. No dia 3 de dezembro, a equipe nacional volta a campo, desta vez no Morumbi, para reencontrar a seleção japonesa. Em seguida, encara a Nicarágua no dia 6, em Araraquara. 

– Hoje eu ajudei dando alguns conselhos e sugestões. O meu intuito aqui é ajudar a Seleção. É isso que a gente quer, porque o patamar do Brasil tem que estar lá em cima.

Roseli foi peça fundamental na reconstrução da modalidade em solo brasileiro. A ex-atacante fez parte da primeira geração pós-proibição e esteve na convocação de 1988. Foram 16 anos de Seleção e a conquista da medalha de prata olímpica em Atenas 2004. Além desse feito, Roseli também foi peça fundamental para alcançar as três taças sul-americanas, em 1991, 1995 e 1998, e no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo.

Desenvolvimento de uma nova mentalidade na Seleção

Arthur está focado em testar o máximo de atletas possível na Seleção. Isso porque o treinador quer implementar a nova mentalidade, dentro de seu esquema tático com o DNA brasileiro, tendo alternativas na manga para suprir possíveis baixas. inclusive, ele apostou no retorno de Aline Milene, do São Paulo, convocada para a vaga de Ana Vitória, que sofreu entorse do tornozelo direito.

– Estamos acostumados com isso. A lesão faz parte do esporte e do futebol, né? Infelizmente, nós tivemos a baixa da Kerolin, com uma lesão que vai durar bastante tempo. Ela é uma das melhores jogadoras do mundo e foi eleita a melhor da liga americana (NWSL). Também perdemos a Ana Vitória neste período de amistosos. Então, o trabalho é sempre garantir que as atletas estejam na mesma sintonia, independentemente de serem titulares ou não – contou o técnico em papo exclusivo com a Trivela

Neste cenário, o professor se esforça para manter o “sarrafo lá em cima”. Foi assim que ele definiu as propostas de amistosos, em conversa com a reportagem antes da final da Libertadores Feminina, quando ainda comandava o Corinthians e a Seleção simultaneamente.

– A gente sabe que seleção é pouco treino e muita conversa, criação de uma nova mentalidade, de um ambiente propício para o desenvolvimento de ideias. É ser muito pontual, estrategicamente falando, para enfrentar cada uma das equipes. Os confrontos contra o Japão, uma das melhores seleções do mundo, sem dúvida é parte desse processo – completou.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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