Champions League

Por que a Europa vibrou com as eliminações inglesas na Champions?

As eliminações dos ingleses Arsenal e Manchester City na Champions League foram motivos de alegria na Europa

Com o fim das quartas de final da Champions League, Borussia Dortmund, PSG, Real Madrid e Bayern de Munique garantiram suas vagas na próxima fase. Com isso, a semifinal do torneio não terá nenhum time inglês, já que Arsenal e Manchester City (os únicos postulantes a classificação) foram eliminados. E, acredite ou não, a Europa vibrou com a queda da dupla da Premier League. Por quê?

Bom, segundo o veículo Independent, a ausência de ingleses entre os quatro melhores times da Liga dos Campeões pode ser uma prova de que dinheiro não é tudo. Obviamente, os bilionários franceses, espanhóis e alemães não são os azarões que desafiam o sistema monetário. Na verdade, o avanço dessas equipes na competição simboliza uma vitória sobre a Premier League.

Um campeonato que se autodenomina o melhor e mais competitivo do mundo. Não à toa, a Premier League é palco das maiores transferências do futebol e quem mais recebe atenção da mídia global. Essa ‘arrogância’ dos ingleses incomoda o restante dos europeus, já que a liga gasta £ 2 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) a mais em salários do que qualquer outro campeonato, além de receber quantias bilionárias com direitos de transmissão.

Essa é apenas a segunda vez que a semifinal da Champions não tem um representante da Premier League desde 2017. O tão badalado campeonato, com os empolgantes Gunners e Citizens, não passaram dos Bávaros em um ano decadente e da retranca dos Merengues, respectivamente. Dinheiro não pode ditar tudo o que acontece dentro de campo, pois a bola continua sendo o principal elemento do esporte.

Ausência de ingleses na Champions League é comemorada

A força da Premier League tem causado um descontentamento geral na Europa, então, a ausência de ingleses na semi da Champions League é comemorada. É quase um sentimento revigorante em um esporte cada vez mais ditado pelas questões financeiras e o extracampo. Para se ter uma ideia do tamanho do feito de 2023/24, nos últimos sete anos, praticamente metade dos quatro melhores times do torneio da Uefa vinham do Reino Unido.

A concentração de riqueza em só campeonato acaba tornando a Liga dos Campeões mais previsível, por mais que “apenas” três ingleses tenham levantado a orelhuda nesse período (Liverpool, Chelsea e Manchester City). Por isso, a falta de representantes da Premier League servem como uma prova de que os demais campeonatos da Europa, como Bundesliga, Ligue 1 e La Liga, também sejam reconhecidos por sua força.

Uma pauta comum nas salas de reuniões e encontros de clubes europeus tem sido “algo deve ser feito em relação à Premier League”. E a resposta passa pelo sucesso na Champions. Tirá-los da competição é a forma mais impactante do futebol continental. É claro que os ingleses são o pesadelo, até porque os supertimes (como Real Madrid e Bayern) continuam exercendo sua hegemonia.

A questão é apenas simbólica, nada além disso. É curioso pensar que a ausência da Premier League na semifinal da Champions League aconteça na mesma temporada em que os ingleses comecem a ser punidos por violarem suas regras do fair play financeiro. Fato é que Arsenal, Manchester City, e os outros gigantes do país vão voltar com tudo na próxima temporada. Mas, em 2023/24, a taça mais importante da Europa vai para a Alemanha, Espanha ou França.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Formado em Jornalismo pela Unesp, é apaixonado por esportes, acima de tudo futebol. Ama escrever sobre o que acontece dentro e fora de campo. Após passar por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia, se juntou à equipe da Trivela com muita vontade de continuar crescendo.
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