‘Time chato que só defendeu’: Ferguson detona Arsenal após vice na Champions League
Ídolo do Manchester United, ex-treinador elogiou o PSG após o título e cutucou antigo rival
A conquista da Champions League pelo Paris Saint-Germain segue repercutindo no futebol europeu. Depois da vitória sobre o Arsenal nos pênaltis, na decisão disputada na Puskás Aréna, em Budapeste, no último sábado (30), uma declaração de Sir Alex Ferguson chamou atenção pelo tom crítico em relação à equipe comandada por Mikel Arteta.
De acordo com o jornal francês “L’Équipe”, o lendário ex-treinador do Manchester United enviou uma mensagem privada ao presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, para parabenizá-lo pela conquista. No entanto, além dos elogios ao clube francês, Ferguson também aproveitou para fazer uma avaliação pouco amistosa da atuação dos Gunners na final.
Ferguson não gostou do estilo do Arsenal na final da Champions League
Segundo a publicação, o escocês classificou o Arsenal como um adversário excessivamente defensivo e destacou a dificuldade que o PSG teve para encontrar espaços ao longo da partida.
“Nasser, aqui é o Alex Ferguson. Parabéns, foi uma noite difícil para vocês, mas jogaram contra um time chato que não fez mais nada a não ser defender. Aproveite bem as suas férias, você merece”, disse o ex-treinador, segundo o jornal.
A fala rapidamente ganhou repercussão por envolver um dos personagens mais influentes da história do futebol europeu e por atingir uma equipe que vinha sendo amplamente elogiada pela evolução sob o comando de Arteta.
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Apesar das críticas de Ferguson, a decisão esteve longe de ser simples para o PSG. O Arsenal chegou a sonhar com o título quando Kai Havertz abriu o placar ainda no tempo regulamentar, premiando uma estratégia baseada em organização defensiva e transições rápidas.
Do outro lado, o time de Luis Enrique teve mais posse de bola durante praticamente toda a partida e assumiu o controle territorial das ações. A insistência francesa acabou sendo recompensada na etapa final, quando Ousmane Dembélé converteu uma cobrança de pênalti para empatar o confronto.
O empate por 1 a 1 permaneceu durante a prorrogação, levando a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, o PSG foi mais eficiente e conquistou o troféu mais importante de sua história pela segunda vez consecutiva.
Os números ajudam a explicar parte do comentário atribuído a Ferguson. O Arsenal terminou a partida com apenas 25% de posse de bola, abrindo mão da iniciativa para tentar neutralizar a força ofensiva do adversário. A estratégia funcionou durante boa parte da noite, mas não foi suficiente para impedir o primeiro título europeu dos parisienses.
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Críticas contrastam com a trajetória do Arsenal
Crowned in red. pic.twitter.com/Bz8oknLnhE
— Arsenal (@Arsenal) June 1, 2026
As declarações de Ferguson também chamam atenção porque contrastam com a imagem construída pelo Arsenal nas últimas temporadas. Sob o comando de Arteta, os londrinos se consolidaram como uma das equipes mais agressivas e dominantes da Europa, frequentemente controlando partidas por meio da posse de bola e da pressão alta.
Na final, porém, o contexto levou os ingleses a adotarem uma abordagem mais cautelosa diante de um PSG que chegou à decisão após eliminar o Bayern de Munique em um confronto que teve até jogo acabando em 5 a 4.
Ainda que a derrota tenha deixado um gosto amargo para os torcedores, a campanha representou mais um passo na reconstrução conduzida por Arteta. O clube voltou a disputar uma final de Champions League depois de 20 anos e confirmou sua presença entre as principais forças do continente. Mais do que isso: chegou à decisão no mesmo ano em que voltou a vencer a Premier League.