Como o time titular do PSG indica que hegemonia pode continuar por mais temporadas
Time francês iguala feito de títulos consecutivos de Champions League que é para pouquíssimos na história
É muito raro na história da Champions League ser campeão consecutivamente. Ocorreu dez vezes na história em mais de 70 anos de história. Desde o Milan, bicampeão em 1989 e 1990, só o Real Madrid tinha conseguido, com o tri entre 2016 e 2018. Tudo isso reforça o tamanho do feito do PSG neste sábado (30).
As conquistas em 2025 e 2026, primeiro sobre a Internazionale e depois sobre o Arsenal, vieram com uma estrutura praticamente igual sob o comando de Luis Enrique, técnico no cargo há três temporadas.
É um time titular na ponta da língua e que ficará na cabeça de muitos fãs de futebol: Marquinhos e William Pacho na zaga; Nuno Mendes e Achraf Hakimi nas laterais; o trio de meio-campo composto por Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz; e o ataque brilhante com Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Kvicha Kvaratskhelia. A diferença entre um ano e o outro foram os goleiros, Gianluigi Donnarumma e Matvey Safonov.
Essa formação por si só já indica que essa hegemonia iniciada em Paris pode estar apenas começando.
PSG tem a base do time para mais uns bons anos
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Dos 11 jogadores titulares da final de 2026, apenas dois possuem 30 anos ou mais: Marquinhos (32) e Ruiz (30). É a indicação de que é um time para muitos anos, não apenas para celebrar as conquistas de agora. Cinco deles ainda têm menos de 25: Doué (20), Neves (21), Nuno (23), Pacho (24) e Kvaratskhelia (25).
Vitinha, com 26, tem ainda bons anos de alto nível como um dos melhores volantes do mundo. Mesmo cenário de Hakimi, um ano mais velho.
Até os dois mais veteranos, o capitão brasileiro e o meio-campista espanhol, não indicam nem de perto uma grande queda de desempenho técnico ou físico no momento, o que mostra que terão ainda continuidade em Paris.
A única exceção seria Dembélé, aos 29. O atual Bola de Ouro sofreu a carreira toda com problemas físicos, que diminuíram na última temporada, mas voltaram mais fortes em 2025/26. Ele perdeu 19 partidas por lesão, foi titular em apenas 25 e precisou ser substituído 17 vezes, incluindo na decisão europeia contra o Arsenal por conta de cãibras. Ainda teve polêmica com críticas veladas a um colega de equipe em fevereiro passado.
O falso nove titular seria o único ponto que talvez necessite de uma renovação ou, pelo menos, um reserva mais confiável que Gonçalo Ramos para a próxima temporada. Dembélé tem uma grande conexão dentro de campo com seus colegas de ataque, com os três trocando muito de posição. É algo que Luis Enrique compensa com Bradley Barcola, outro jovem, 23 anos, que saiu do banco de reservas.
Inclusive, esses jogadores como o atacante francês, que estão na rotação do elenco, entram no perfil jovem e dedicado que tem moldado o PSG pós-saída de Neymar, Lionel Messi e Kylian Mbappé.
Ramos tem 24 anos; Warren Zaïre-Emery, o 12º jogador do time, 20; Lucas Beraldo, 22; e Ilya Zabarnyi, 23. Ibrahim Mbaye (18) e Senny Mayulu (20), crias da base, também têm ganhado cada vez mais minutos.
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Luis Enrique precisa manter mentalidade vencedora
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Um pensamento clássico de um time vencedor é como mantê-lo mobilizado e motivado para vencer de novo. O PSG conseguiu, em meio a muitas dificuldades. Depois de ganhar a Champions em 2025, foi até a final do Mundial de Clubes e todo o seu elenco praticamente não teve férias nem pré-temporada. Apenas um mês separou a final da competição de meio de ano e a Supercopa da Europa, pela temporada seguinte, contra o Tottenham.
Luis Enrique, entre irregularidades na Ligue 1 — só vencida nas rodadas finais pelo ótimo nível do Lens –, teve a capacidade de conduzir seu elenco novamente. E parece que eles querem mais. “Ainda não acabou! A segunda já está aqui, vamos continuar trabalhando, e a terceira nós vamos buscar!“, declarou Doué ao canal “M6”.
Será uma missão de um elenco muito jovem e capaz e do treinador espanhol, agora parte do grupo seleto de comandantes com três ou mais Champions, junto de Pep Guardiola, Zinedine Zidane, Bob Paisley (todos com três) e Carlo Ancelotti (líder com cinco conquistas). Caso seja campeão ano que vem, se isola como o segundo maior vencedor e iguala os tricampeonatos de Ajax (1971 a 1973), Bayern de Munique (1974 a 1976) e Real Madrid (2016 a 2018).
— Inacreditável. Enrique é um homem mágico. Nós lutamos por ele, e ele luta por nós — disse Zarbanyi à “TNT Sports”.
— Eu digo sempre a mesma coisa: o treinador é a grande voz do clube. Nós o seguimos e confiamos nele. Desde o primeiro dia, ele nos disse que a equipe é mais importante do que qualquer jogador. Estamos muito felizes por tê-lo conosco. Não construímos apenas uma equipe, construímos uma família — reiterou Hakimi.
Luis tem contrato com o PSG até o meio de 2027 e, no começo deste ano, foram publicadas na França informações de uma negociação por renovação. O presidente do clube, Nasser Al-Khelaïfi, disse estar “muito confiante” e cravou: “Tudo gira em torno do projeto, e ele é a pessoa ideal para liderar esse projeto”.