Champions League

Nos pênaltis, PSG supera Arsenal com Magalhães como vilão e consagra geração

Zagueiro brasileiro desperdiça última cobrança, e franceses conquistam bicampeonato da Champions League

Mais um título europeu para o PSG. Neste sábado (30), após o empate em 1 a 1 por 120 minutos com o Arsenal, o time de Luis Enrique se sagrou bicampeão da Champions League 2025/26 nos pênaltis após cobrança perdida pelo brasileiro Gabriel Magalhães. É apenas o segundo campeão consecutivo na era Liga dos Campeões, iniciada em 1992/93.

A comprovação da consagração dessa geração parisiense está nas escalações. Apenas um jogador mudou entre a final vencida sobre a Internazionale há um ano em comparação ao time que superou os ingleses. A diferença fica com os goleiros: Gianluigi Donnarumma em 2025, Matvey Safonov em 2026. Outro feito que tinha sido atingido pelo Real Madrid, em 2017 e 2018, quando fechou o tricampeonato que iniciou em 2016.

A conquista sobre os Gunners, em geral, acabou sendo merecida. O Paris Saint-Germain tentou mais desde o primeiro minuto e buscou o empate após Kai Havertz ter aberto o placar em jogada rápida logo com quatro minutos no relógio. Kvicha Kvaratskhelia, no segundo tempo, chamou a responsabilidade e sofreu pênalti de Henry Mosquera para Ousmané Dembélé empatar. Kvara ainda carimbou a trave.

No fim, os franceses foram recompensados nas penalidades. Em defesaça de David Raya, Nuno Mendes desperdiçou a vantagem que o time teria após Eberechi Eze ter mandado para fora. Na última cobrança antes das alternadas, Magalhães isolou e garantiu a conquista do outro lado.

Já virou uma marca desse PSG vencer nos pênaltis, mesmo caminho da conquista da Copa Intercontinental sobre o Flamengo e das Supercopas da Europa e da França em cima de Tottenham e Olympique de Marseille, respectivamente.

PSG domina a bola, mas não incomoda Arsenal no 1º tempo

A pintura da primeira parte foi o PSG com a bola, normalmente com os zagueiros, Vitinha ou Fabian Ruiz, e o Arsenal absolutamente compacto e concentrado em um 4-4-2, fechando bem os espaços por dentro e sufocando quem recebesse nas pontas.

O gol cedo contribuiu demais para esse roteiro. O Arsenal deu raras escapadas, como em um cruzamento de Bukayo Saka que Matvey Safonov espalmou ou chute de Havertz bloqueado na área que poderia levar muito perigo.

O PSG, sem espaço para encontrar uma chance clara, tentou três vezes de fora da área. A melhor delas, da ponta esquerda, Ruiz obrigou defesa em dois tempos de David Raya. Nuno Mendes também teve boa oportunidade, tendo uma única vez espaço para levar para a linha de fundo, onde cruzou e a defesa gunner tirou antes de Ruiz cabecear por cima do gol.

Jogadores do Arsenal comemoram gol contra o PSG
Jogadores do Arsenal comemoram gol contra o PSG (Foto: IMAGO / Nico Herbertz)

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e fique por dentro do melhor conteúdo de futebol!

Um conteúdo especial escolhido a dedo para você!

Aoa se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Kvaratskhelia mudou o roteiro do jogo

A etapa final voltou do mesmo jeito até que a penalidade sofrida por Kvaratskhelia e convertida por Dembélé. A partir daí, o Arsenal passou a correr mais riscos, mas jogando de forma muito direta, sem paciência, e acabou sem oportunidades claras.

O PSG, tendo mais campo para correr, quase virou. Em contra-ataque, Kvara levou do campo de defesa até a área adversária, onde finalizou, e o desvio na marcação levou a bola à trave. Bradley Barcola teve duas chances na área. Em uma delas, Raya saiu no pé dele e ficou com a bola. Na outra, o chute foi na rede pelo lado de fora. Ainda teve batida de Vitinha da meia-lua que passou rente ao travessão.

Prorrogação

A queda física do fim do segundo tempo se acentuou no tempo extra. A primeira parte não teve grandes emoções, além de algumas escapadas de Noni Madueke, uma delas com reclamação de pênalti por disputa com Nuno Mendes.

Na parte final, após um início devagar, teve emoção nos últimos minutos com um Arsenal ousado após demonstrar que estava batido. Viktor Gyokeres chutou com desvio para fora, vendo a bola passar perto. O escanteio na sequência levou perigo, mas foi afastado pela defesa antes do apito final.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo