‘Devia ter feito isso antes’: Aposta de Arteta impressiona em momento decisivo do Arsenal
Jovem desbanca reforço de 70 milhões de euros e é titular em dois jogos importantes dos Gunners
Martín Zubimendi chegou ao Arsenal por 70 milhões de euros para esta temporada e virou um pilar do time no meio-campo ao lado de Declan Rice. Porém, nos dois momentos mais decisivos recentes do time, ficou no banco de reservas. Mikel Arteta, contra Fulham no último final de semana e Atlético de Madrid nesta terça-feira (5), optou por um garoto de 19 anos.
Myles Lewis-Skelly, cria da base dos Gunners, surgiu como uma surpresa no meio-campo em partida decisiva para aumentar a distância na liderança da Premier League e na classificação à final da Champions League.
É surpreendente porque o jovem, apesar de ter sido primeiro e segundo volante na base do clube londrino, só tinha jogado como lateral-esquerdo desde sua estreia no time profissional, na temporada passada.
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Arteta brinca sobre por que não ter usado Lewis-Skelly no meio-campo
“Provavelmente eu não faço ideia“, respondeu, sincero, Arteta sobre não ter usado o jovem no meio-campo após grande atuação contra o Fulham. “Talvez eu devesse ter feito isso antes, não sei”. O técnico, porém, justificou na sequência que era o receio pela idade do jogador e a pouca experiência.
— Preciso tomar decisões quando acredito que o jogador está pronto, o time está pronto e o adversário é o certo para utilizá-lo naquela posição. Era um grande risco, porque eu sabia o que ia acontecer. Se desse certo, ótimo. Se tivéssemos perdido o jogo, perguntariam: ‘Como você coloca um garoto dessa idade nesse cenário, em uma posição em que ele nunca jogou?’. Eu sabia disso, mas tive a sensação de que era o jogo certo para ele.
Lewis-Skelly conseguiu trazer dinâmica e fôlego ao centro do campo — o que Zubimendi estava sentindo nas partidas anteriores — foi muito participativo em um dos melhores jogos do Arsenal nos últimos meses, vitória por 3 a 0 sobre os Cottagers. O meia também teve bom nível contra o Atlético, tendo 55 ações com bola, um passe decisivo e acertando 90% dos passes.
Seu parceiro no meio-campo, Rice, afirmou que “sempre soube” do que o jovem é capaz. “Lembro do ano passado, quando ele jogou tantas partidas e foi titular contra o Real Madrid fora de casa, no Bernabéu, aos 18 anos. Pensei: ‘Uau, que jogador’”, contou ao “Amazon Prime” após o Arsenal bater o Atlético de Madrid.
Números de Lewis-Skelly como meio-campista contra Fulham e Atlético
- 133 ações com bola
- 108 passes certos de 115 tentados (93% de acerto)
- 2 passes decisivos
- 6 faltas sofridas
- 6 duelos pelo chão ganhos
- 4 duelos pelo alto ganhos
Fonte: “SofaScore”
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Garoto precisou trabalhar duro até titularidade no Arsenal
Antes dos dois jogos como meia, Lewis-Skelly só tinha jogado oito dos 27 jogos que esteve à disposição de Arteta em 2026. O jovem lidava com o banco de reservas, mas não se deixou abalar, como contam Rice e o técnico dos Gunners.
— O treinador tem sido exigente com ele nos bastidores. Ele manteve a cabeça baixa e trabalhou muito duro. Chega cedo, vai à academia e se dedica bastante. Ser lançado em uma situação tão difícil e atuar como ele atuou não é nenhuma surpresa para mim — disse o meio-campista, ainda ao “Amazon”.
— Ele merece totalmente. Fui exigente com Myles. Ele teve uma temporada espetacular no ano passado, quando subiu para o time principal. Depois disso, teve alguns momentos difíceis, mas permaneceu muito humilde, muito focado e totalmente alinhado com o que queríamos fazer. Eu sabia que ele estava pronto. Ele vem mostrando isso todos os dias nos treinos, e, nas oportunidades que teve para jogar, correspondeu. Hoje ele realmente se destacou e achei que teve uma atuação incrível — reiterou Arteta, após o jogo com o Fulham.
O garoto estreou em setembro de 2024, quando ganhou breves minutos no empate em 2 a 2 com o Manchester City. Seria justamente contra os Citizens que ele viveria um dos grandes momentos com o time profissional até aqui, em fevereiro do ano passado, quando, além de titular, marcou um dos gols da vitória por 5 a 1, seu primeiro pelo clube.
Foi como lateral-esquerdo que ele teve essa grande atuação, assim como nos outros 38 jogos que fez em 24/25, quando ainda deu duas assistências. Ele também recebeu a primeira convocação com a seleção inglesa principal como defensor, balançando as redes logo em sua estreia.
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Por que Lewis-Skelly virou lateral
A transformação de Lewis-Skelly para a função pela ala esquerda foi natural porque, no esquema tático de Arteta, o lateral atua por dentro porque o lado do campo é ocupado pelo ponta. Com isso, ele trabalha como se fosse outro meio-campista avançado, atacando o espaço entre zagueiro e lateral adversário.
Ele teve boas atuações, mas sofreu nos momentos de recomposição defensiva por não ser o que acostumava a fazer na base. Nesta temporada, com a chegada de Piero Hincapié, perdeu espaço, tendo que disputar a reserva por Riccardo Calafiori.
Quando voltou à sua função de origem, o meia não escondeu sua felicidade: “Sinceramente, eu estava muito empolgado”.
— Estar de volta ao meio-campo, receber novamente a confiança do treinador e dos companheiros. […] Quando você está no meio, há uma responsabilidade de ditar o tom, fazer o time funcionar. Achei que fiz um bom trabalho nisso — completou.
O Arsenal tem mais quatro jogos decisivos na temporada. Enfrenta West Ham, Burnley e Crystal Palace na reta final da Premier League para manter os cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City, que tem um jogo a menos. E pega Bayern de Munique ou PSG na decisão da Champions, em 31 de maio. A ver se Arteta dará continuidade a Lewis-Skelly no meio-campo. O jogador mostrou merecer.