‘Não dá para ser extraordinário sempre’: PSG exibe duas facetas contra o Bayern
Equipe francesa se adapta ao contexto e mostra repertório tático; decisão contra o Arsenal, porém, deve ter roteiro previsível
O PSG vai defender o título da Champions League no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, contra o Arsenal. A decisão que pode representar o bi europeu dos parisienses veio após os comandados de Luis Enrique mostrarem uma faceta muito pouco comum com o técnico espanhol nesta quarta-feira (6).
O empate por 1 a 1 com o Bayern de Munique teve o time parisiense com apenas 34% de posse de bola. Esse número acompanha o que foi visto em campo: os alemães, quase sempre, estavam no campo de ataque buscando espaço em uma defesa adversária muito bem fechada.
Uma cena absolutamente incomum, afinal, o atual campeão europeu se acostumou a dominar os jogos a partir da posse de bola com uma formação muito fluida e muita pressão. O gol cedo de Khvicha Kvaratskhelia, com menos de três minutos, condicionou a postura parisiense. O fator de intensidade, comum ao Paris Saint-Germain, obviamente foi mantido para a partida contra os Bávaros.
🇫🇷✨Parisienses vão em busca do bicampeonato!
— Trivela (@trivela) May 6, 2026
Como maior arma do PSG castigou o Bayern e levou franceses à 2ª final da Championshttps://t.co/hgH06AufJz
O jogaço defensivo do PSG contra o Bayern de Munique
A dedicação de todos os jogadores do lado francês, seja quando pressionavam no campo de ataque ou recuados com o Bayern avançado em campo, foi notória. Por vezes, era até formada uma linha de cinco defensores a partir da recomposição de Fabian Ruiz no lado esquerdo.
Se algum zagueiro estivesse fora de posição, João Neves aparecia para compensar um zagueiro. Um volante mal posicionado? Ousmane Dembélé recuava por dentro.
Os atacantes pelo lado, Kvaratskhelia e Désire Doué, fechavam o centro do campo para evitar a superioridade de um setor que tinha Joshua Kimmich, Aleksandar Pavlovic, Harry Kane e os movimentos dos pontas Michael Olise e Luis Díaz para dentro.
— A mentalidade de defender em grupo é o que nos caracteriza. Os atacantes nos ajudam a defender e nós os ajudamos a atacar. É isso que faz a diferença em relação às outras equipes — elogiou o zagueiro William Pacho, eleito o melhor em campo, ao “Canal+”.
— Não dá para jogar um futebol extraordinário sempre. Hoje defendemos muito bem. Essa é a nossa força: somos capazes de atacar e de defender — reiterou Doué.
Com a bola, a equipe de Luis Enrique foi extremamente vertical. Aproveitando-se de atacantes tão rápidos, teve grandes chances e merecia ter saído com a vitória, o que só não aconteceu porque Manuel Neuer salvou várias vezes em tentativas de Doué, Kvara e Bradley Barcola.
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Final da Champions com Arsenal, porém, deve ter ‘velho’ Paris
A decisão contra os Gunners, daqui a 24 dias, deverá ser bem diferente do jogo de volta com o Bayern, pois, além do gol cedo, já somavam um tento de vantagem pela vitória por 5 a 4 na ida.
Tem ainda dois agravantes para o PSG provavelmente mudar a postura e ser o dominante no jogo com os ingleses: é o favorito por tudo que tem construído nos últimos dois anos e enfrenta um adversário que pode muito bem se acostumar a se defender por boa parte do jogo.
O Arsenal de Mikel Arteta, ainda mais “camaleônico” que os franceses, não vê nenhum problema em adotar uma postura de marcar atrás da linha de bola e se aproveitar dos espaços que o adversário possa dar nos contra-ataques.
Nesta temporada em especial, elevando ao máximo o jogo físico e a estratégia das bolas paradas, a equipe londrina tem sido criticada por um futebol mais burocrático, pouco criativo e no limite — teve postura conservadora até contra Bayer Leverkusen e Sporting, eliminados nas oitavas e quartas de final, respectivamente.
A recuperação nas últimas partidas, com uma atuação envolvente contra o Fulham e bom nível ao eliminar o Atlético de Madrid na semifinal europeia, mostra que há uma melhora no jogo com bola, mas que, talvez contra o PSG, apareça menos. Claro que o contexto do jogo irá condicionar. Um gol cedo, como foi na Allianz Arena ao Paris, muda tudo.
As respostas vêm em 30 de maio. O PSG pode conquistar o bicampeonato e ser apenas o segundo time na era moderna da Champions League a vencê-la consecutivamente, depois do Real Madrid em 2016, 2017 e 2018. O Arsenal busca seu título inédito, tendo sido no máximo vice-campeão, exatamente há 20 anos, em 2006.