Como maior arma do PSG castigou o Bayern e levou franceses à 2ª final da Champions
Time parisiense fica no 1 a 1 com os alemães e enfrentará o Arsenal na decisão europeia do próximo dia 30
Pelo segundo ano consecutivo, o PSG está na final da Champions League. Nesta quarta-feira (6), os franceses empataram com o Bayern de Munique, 1 a 1, na Allianz Arena, pela volta da semifinal, após terem vencido a ida por 5 a 4. É a era Luis Enrique entrando ainda mais na história do futebol europeu, sendo a classificação uma assinatura de uma das principais ideias do técnico espanhol: seu ataque supermóvel.
Mesmo que, em teoria, Khvicha Kvaratskhelia seja o ponta direita, Désiré Doué o esquerdo e Ousmane Dembélé o falso nove, há muita troca de função e liberdade para o trio. A primeira partida insana teve muito da liberdade desses três para mudarem de posição e preencherem o setor central. Hoje, Doué e Dembélé se alternaram entre ponta e nove entre o primeiro e o segundo tempo.
O gol francês na Alemanha que aumentou a vantagem no agregado para 6 a 5 também tem um pouco disso.
Em saída de bola pressionada, Kvaratskhelia baixou por dentro e recebeu de William Pacho. O georgiano tocou para Fabian Ruíz, praticamente como ponta esquerda, que devolveu de primeira para o atacante. O camisa 7 carregou até a linha de fundo adversária e cruzou para Dembélé, aproveitando Doué puxando a marcação como camisa 9, para marcar de canhota.
O trio de ataque parisiense atormentou Manuel Neuer na partida. O goleiro alemão impediu que fosse uma goleada fazendo quatro defesas decisivas em tentativas de Kvara e Doué.
Harry Kane, nos minutos finais, encontrou um espaço na área para marcar de canhota, mas não impediu o merecido finalista PSG, que enfrenta o Arsenal, em 30 de maio, em Budapeste. Será o bi dos franceses ou o título inédito dos ingleses?
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PSG impõe dificuldades ao Bayern no 1º tempo
O lado pariesiense não sentiu a pressão de 70 mil vozes e, além de abrir o placar com apenas dois minutos, acabou como superior por boa parte do primeiro tempo. Mesmo que o Bayern tenha tido mais a bola e mais finalizações, o PSG se defendeu melhor e conseguiu ser mais perigoso quando chegou, em especial pela ponta esquerda. A equipe visitante pressionava e vencia mais duelos no chão, desarmando o adversário em várias oportunidades.
Kvaretskhelia incomodou Konrad Laimer e Dayot Upamecano e poderia ter terminado com mais um gol, mas viu a marcação bloquear boas chances que teve. Em falta de Vitinha, João Neves cabeceou na medida e Manuel Neuer teve que se esticar todo para fazer uma defesaça.
O Bayern até teve suas oportunidades, a melhor delas com Nuno Mendes bloqueando chute de Michael Olise que terminaria em gol. A melhora no jogo, porém, veio a partir da reta final, com Jamal Musiala exigindo boa defesa de Matvey Safonov e Jonathan Tah cabeceando para fora sozinho na área.
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Etapa final reforça mérito dos finalistas da Champions League
Novamente, os Bávaros foram os donos da bola, mas, dessa vez, nem conseguiram finalizar mais. O PSG, absoluto nos ataques rápidos, incomodou e merecia ter vencido por mais. Neuer fez quase todo tipo de defesa. Se esticando todo em uma batida cruzada de Doué, que também mandou outra no meio do gol e exigiu rebote. Outra com o pé em tentativa de Kvaratskhelia. Nos minutos finais, Bradley Barcola obrigou mais uma intervenção em chute colocado.
Ainda teve chutes que passaram perto da trave, ambos com Doué na rede pelo lado de fora e depois rasteiro rente à trave.
O Bayern, por outro lado, via um batalhão de jogadores de preto e não conseguia criar, algo muito estranho pela grande temporada dos alemães. Alphonso Davies encontrou um breve espaço para cruzar e Luis Días finalizou para a única defesa difícil de Safonov nos 45 minutos finais.
A exceção veio no gol, aos 49 minutos. Davies achou outro lindo passe, dessa vez por baixo das pernas do marcador, e Kane girou para fazer um belo gol. Não dava mais tempo. A celebração francesa tomou conta da Baviera.