Copa do Mundo 2026

Por que Portugal pode ser o adversário que falta para a afirmação da Colômbia na Copa?

Líder do grupo, seleção colombiana encara Cristiano Ronaldo e companhia em busca dos 100% no Mundial

A fase de grupos da Copa do Mundo chega em sua última rodada. Agora, o torneio entra em seu momento mais decisivo, e a Colômbia terá pela frente aquele que pode ser seu maior desafio até agora na competição.

Diante de Portugal, em duelo que acontecerá neste sábado (27), às 20h30 (horário de Brasília) a seleção sul-americana busca mais do que uma vaga na próxima fase: quer provar que pode competir de igual para igual com uma das equipes mais fortes da competição.

A campanha colombiana até aqui foi consistente. A equipe mostrou organização, equilíbrio e capacidade de competir em diferentes cenários durante a primeira fase. As duas vitórias garantiram a classificação ao mata-mata sem grandes sustos; Agora a equipe treinador por Néstor Lorenzo tentará ficar com a primeira colocação do grupo K, mas existe uma dúvida para além da fase inicial: até onde essa seleção pode chegar?

O confronto contra Portugal de Cristiano Ronaldo surge justamente como a oportunidade perfeita para responder a essa pergunta.

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Portugal será o maior teste da campanha

Classificada para o mata-mata, a seleção Cafetera encara Portugal em um confronto que pode confirmar a evolução apresentada ao longo da fase de grupos e consolidar a equipe entre as grandes surpresas do torneio.

Mais do que a vitória por 1 a 0 sobre o Congo na última rodada, o desempenho chamou colombiano vem chamando aatenção. A equipe mostrou uma atuação muito mais consistente do que na estreia, quando derrotou o Uzbequistão por 3 a 1, mas deixou dúvidas em relação ao funcionamento coletivo.

Desta vez, o placar magro não refletiu o domínio apresentado durante boa parte do jogo. A Colômbia controlou as ações, criou diversas oportunidades de gol e praticamente não sofreu defensivamente, transmitindo uma sensação de segurança que não havia sido notada na primeira rodada.

Se os dois jogos da fase de grupos serviram para construir confiança, o terceiro (e último) representa um novo patamar de dificuldade. Espera-se mais de nomes de peso do elenco como James Rodríguez e Luis Diaz, que ainda não mostraram seu melhor futebol no torneio.

Apesar da estreia irregular, Portugal chega rechada de nomes de peso, para além do astro Cristiano Ronaldo, como um dos favoritos ao título e será o primeiro adversário de grande peso enfrentado pela Colômbia nesta Copa do Mundo. Para os colombianos, o duelo representa a oportunidade de mostrar que a boa campanha até aqui não aconteceu por acaso.

Dentro do elenco, o discurso é de que o confronto deve ser encarado como uma decisão. Em caso de vitória, a Colômbia também fortalecerá sua candidatura a uma das principais surpresas deste Mundial.

Colombia x Congo pela Copa do Mundo. Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire

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Confiança explica evolução da Colômbia

Embora Néstor Lorenzo tenha mantido praticamente a mesma formação e estrutura tática utilizada desde o início da competição, a execução foi completamente diferente.

Os próprios jogadores apontaram a confiança adquirida após a estreia como um dos principais fatores para o crescimento da equipe. Com menos ansiedade e mais tranquilidade para colocar o plano de jogo em prática, a Colômbia conseguiu acelerar os toques de bola, ocupar melhor os espaços e controlar as transições defensivas.

O zagueiro Dávinson Sánchez destacou que a evolução entre uma partida e outra foi evidente, especialmente pela forma como a equipe conseguiu entender melhor as exigências do confronto e neutralizar os pontos fortes do adversário.

Outro aspecto que chamou atenção foi o desempenho do setor de meio-campo. Gustavo Puerta teve uma das melhores atuações da equipe na competição. O volante foi fundamental na recuperação da posse de bola, ajudou a sustentar a pressão alta e deu mais equilíbrio ao sistema montado por Lorenzo.

Ao lado de Jhon Arias, atleta do Palmeiras, criou uma dinâmica que permitiu à Colômbia acelerar as jogadas e encontrar espaços, mesmo diante de um Congo que apostou em uma postura bastante defensiva.

O próprio Puerta reconheceu, após a partida, que a equipe atuou com muito mais conforto do que na estreia, reflexo da maior confiança adquirida ao longo do torneio.

Outro nome colombiano que precisa ser destacado é o de Daniel Munõz. O atleta do Crystal Palace tem sido uma válvula de escape para os Cafeteros, pisando na área e sendo mais do que decisivo: marcou em ambos os duelos.

Arias pela Colômbia. Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire

Quintero e Córdoba aumentam a disputa por vagas

Se o time titular respondeu bem, os reservas também deixaram boas impressões. Juan Fernando Quintero e Jhon Córdoba entraram no segundo tempo e mudaram o ritmo ofensivo da equipe. Quintero trouxe criatividade e qualidade no último passe, participando diretamente da construção da principal jogada ofensiva da partida.

Já Córdoba ofereceu mobilidade, força física e uma referência constante para o ataque, dificultando o trabalho da defesa adversária. As boas atuações abriram uma discussão para o confronto diante de Portugal. Apesar de ambos terem apresentado argumentos para começar entre os titulares, a tendência é que Néstor Lorenzo mantenha a base da equipe que iniciou a Copa.

O treinador costuma valorizar a continuidade do trabalho e acredita que a evolução coletiva também é fruto da sequência dada aos mesmos jogadores.

Afinal, mais do que mudar o esquema tático, a seleção sul-americana mostrou que evoluiu pela maneira como passou a executar seu plano de jogo. Agora, diante de Portugal, terá a oportunidade de provar que esse crescimento foi consistente e suficiente para competir em alto nível contra uma das potências da Copa do Mundo.

Se mantiver o time utilizado contra a RD Congo, Lorenzo irá a campo com: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica; Jefferson Lerma, Gustavo Puerta; Jhon Arias, James Rodríguez, Luis Díaz; Luís Suárez.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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