Tentamos adivinhar a surpresa da Copa do Mundo 2026 e escolhemos quatro seleções
Primeiro Mundial com 48 seleções começa nesta quinta-feira (11) com duelo entre México e África do Sul
A Copa do Mundo está prestes a começar, com estreia marcada para a próxima quinta-feira (11), em duelo entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, às 16h (horário de Brasília), e as expectativas para o maior evento esportivo só crescem, o que acaba por gerar debates e previsões de cenários para este Mundial, que será o primeiro com 48 seleções e uma fase adicional de mata-mata.
Muito além das favoritas, como a Espanha, a atual campeã Argentina e a França, estão as aspirantes à surpresas. Dessa forma, quatro seleções despontam como as grandes candidatas a protagonizar histórias fora do roteiro, como alguns exemplos recentes: Marrocos semifinalista em 2022 e a Croácia vice-campeã em 2018.
Marrocos
Semifinalista em 2022 com uma campanha histórica, ao eliminar Espanha e Portugal em sequência, a seleção marroquina chega à esta Copa do Mundo com esperanças ainda mais consolidadas para ir longe em mais um Mundial. Com a base de quatro anos atrás mantida, apesar da recente saída de Walid Regragui para a chegada de Mohamed Ouahbi, Marrocos recebeu adições importantes e cresceu em um cenário geral, como demonstrou na campanha da Copa Africana de Nações.
Além de Yassine Bono, Achraf Hakimi, Noussair Mazraoui e Sofyan Amrabat, Brahim Diaz escolheu defender o país e novo talentos se apresentaram. Os meio-campistas Ayyoub Bouaddi e Ismael Saibari, além dos meia-atacantes Bilel El Khanouss e Abde Ezzalzouli (que sofreu uma lesão às vésperas do Mundial) são os novos prospectos marroquinos.
De certa forma, o caminho da seleção não é fácil, já que está no mesmo grupo da seleção brasileira e nas principais projeções pode enfrentar Holanda ou Japão já na fase de 16 avos de final. Porém, em questão de potencial, este é um time a se observar com atenção.
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Equador
Como representante da América do Sul no grupo de possíveis zebras, o Equador ensaia uma grande campanha em uma Copa do Mundo desde o Catar, quando acabou eliminado pela Holanda nas oitavas de final. A partir de então, o ciclo da seleção foi proveitoso, principalmente a partir da contratação de Sebastian Beccacece, em 2024.
Com o novo comandante, o Equador se estabeleceu como o segundo colocado nas Eliminatórias sul-americanas, além de ter se colocado à prova nos grandes jogos, como na vitória contra a Argentina na última rodada. A geração também evoluiu individualmente e mais jogadores passaram a figurar em posições de destaque nas principais ligas do mundo.
Os principais são Willian Pacho, bicampeão da Champions League com o PSG, Piero Hincapié, destaque do Arsenal, e Moises Caicedo, um dos principais meio-campistas da Premier League pelo Chelsea.
A partir disso, a seleção equatoriana se posiciona como uma ameaça à Alemanha no Grupo E, que vive fase instável e não inspira tanta confiança quanto em outras edições. Uma classificação como líder na chave pode mudar ainda mais a perspectiva dos comandados de Beccacece dentro do Mundial.
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Noruega
A primeira europeia a ser citada surpreendeu durante os últimos quatro anos por não depender simplesmente de sua grande estrela. A Noruega se mostrou muito além do protagonismo de Erling Haaland e, inclusive, revela uma geração bastante interessante não só para esta Copa do Mundo.
A equipe de Stale Solbakken demonstra grande consistência e apetite ofensivo. Além de Haaland, a seleção conta com nomes como Martin Odegaard, do Arsenal, Alexander Sorloth, do Atlético de Madrid, Antonio Nusa, do RB Leipzig, e Jorgen Strand Larsen, do Crystal Palace. Mesmo com a diversidade de opções ofensivas, os noruegueses demonstram valores defensivos importantes para uma competição como a Copa do Mundo, destacando-se principalmente pela organização.
O potencial enxergado nesta seleção é tão grande que nem mesmo o fato de integrar o grupo da morte, com França e Senegal, afasta as esperanças de avançar e desenvolver uma história relevante dentro do Mundial.
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Áustria
Por fim, a Áustria aparenta ser a mais surpreendente das candidatas à zebra no Mundial. No entanto, um conjunto de fatores joga a favor dos comandados de Ralf Rangnick em busca de uma campanha positiva na Copa do Mundo.
Rangnick assumiu a seleção em 2022 e iniciou um projeto que já rendeu frutos bastante interessantes ao longo dos últimos quatro anos. Além de instaurar um modelo de jogo muito trabalhado e estudado por seu treinador, que serviu de inspiração até para nomes como Jurgen Klopp e Thomas Tuchel, houve uma adesão bastante natural dos pilares austríacos. David Alaba, Konrad Laimer, Marcel Sabitzer e Nicolas Seiwald são alguns dos exemplos de alinhamento com o jogo praticado durante o ciclo e formam a espinha dorsal do time de Ralf Rangnick.
Dessa maneira, a Áustria foi uma grata surpresa na Eurocopa de 2024, quando, em um grupo com França, Holanda e Polônia, classificou-se na liderança da chave. Acostumada ao contexto de enfrentar as favoritos, a seleção de Rangnick será uma desafiante à Argentina, atual campeã mundial, no Grupo J e, a partir de uma classificação, pode derrubar gigantes pelo caminho com sua capacidade de pressão implacável e fisicalidade acima da média.
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