Oyarzabal corresponde, e Espanha mostra solução para aliviar pressão sobre Yamal contra Áustria
Furia vence primeiro desafio no mata-mata do Mundial e agora aguarda vencedor de Portugal x Croácias nas oitavas
Uma (justa) reclamação envolvendo a Espanha nessa Copa do Mundo dizia respeito à pouca agressividade com bola. Mesmo com mais posse do que os adversários, a equipe de Luis de la Fuente tinha dificuldade em transformar seu domínio em chances claras de gol sem sobrecarregar Lamine Yamal. Só que, contra a Áustria, a solução apareceu.
Nesta quinta-feira (2), La Furia venceu o Wunderteam por 3 a 0, no SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos, pelos 16-avos-de-final do torneio. Embora o ponta-direita tenha sido importante para bagunçar a defesa do time de Ralf Rangnick, o lado esquerdo também correspondeu.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Nico Williams, que sofreu com problemas físicos no Athletic Bilbao e não causou impacto na fase de grupos do Mundial, se machucou contra o Uruguai. Álex Baena foi o escolhido para assumir sua posição na seleção espanhola. Contra os austríacos, ele ajudou a dividir a responsabilidade no ataque.
Primeiro, o camisa 15 puxou a marcação de Stefan Posch, que deixou Marc Cucurella com caminho livre para realizar o cruzamento, encontrando Mikel Oyarzabal livre dentro da grande área. Depois, Baena deu a assistência para Pedro Porro infiltrar vindo de trás para cabecear, impedindo a reação austríaca.
Yamal tem recuperado seu ritmo de jogo após ficar quase dois meses sem entrar em campo. E na primeira Copa de sua carreira, o atacante de 19 anos já recebe atenção especial dos adversários. Portanto, quando ele for anulado, é preciso que o coletivo de La Furia apareça para cumprir o favoritismo depositado.
No primeiro triunfo em mata-mata de Copa desde a final de 2010 contra os Países Baixos, a Espanha mostrou repertório para punir a Áustria.
Oyarzabal, o protagonista de Espanha x Áustria
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Em seu padrão, a Áustria tentou pressionar alto, com intensidade, para dificultar a construção da Espanha desde a defesa. Só que, aos poucos, La Furia conseguiu trocar mais passes de qualidade, acionando Lamine Yamal pelo lado direito para superar a marcação do Wunderteam com as jogadas individuais.
Com a primeira pausa para a hidratatação, a equipe de Luis de la Fuente controlou a partida e levou mais perigo no último terço, com muita movimentação entre seus jogadores, o que ajudou a desorganizar as linhas compactadas do time de Ralf Rangnick. Foi assim que o placar foi aberto.
Aymeric Laporte serviu Rodri no meio-campo e, sem marcação apertada, encontrou Pedri, que teve raro espaço para progredir com bola. Enquanto Álex Baena puxou o lateral adversário saindo da ponta para o centro, Marc Cucurella avançou sozinho pela esquerda para cruzar rasteiro para trás.
O subestimado Mikel Oyarzabal se desvencilhou dos zagueiros apareceu para finalizar de primeira, cruzado e sem chances para o goleiro. Já no 2º tempo, La Furia foi ainda mais eficiente contra o Wunderteam, completando seu quarto jogo sem sofrer gols na competição.
Lá na frente, a seleção espanhola continuou aplicando a receita que funcionou contra os austríacos para o camisa 15 aproveitar uma sobra de Dani Olmo para chegar à linha de fundo e lançar para o lateral, pisando na grande área, viver seu momento artilheiro.
No apagar das luzes, La Furia deu números finais à partida com Cucurella lançando um bolão para o camisa 21 finalizar cara a cara com Alexander Schlanger. Agora, Oyarzabal tem cinco participações diretas em gols no torneio, com quatro bolas na rede e um passe para gol.
Além disso, são 17 tentos nas últimas 16 partidas começando como titular pela seleção espanhola. Apenas David Villa (6), em 2010, na África do Sul, tem mais participações em gols por La Furia em uma edição de Copa do Mundo. Os dados são da “Opta”.