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‘Faria a diferença’: Willian cita duas coisas que precisam melhorar no futebol brasileiro

Novo atacante do Grêmio passou a maior parte da carreira na Europa e acredita que o Brasileirão tem potencial para ser uma das principais ligas do mundo

Com longa experiência fora do Brasil, o atacante Willian foi apresentado no Grêmio nesta terça-feira (9) e falou sobre como o futebol brasileiro ainda pode evoluir. O novo camisa 88 do elenco de Mano Menezes viveu a maior parte da carreira na Europa, onde defendeu equipes como Chelsea, Arsenal e Fulham, e opinou sobre os pontos que precisam de ajuste no Brasil.

— Calendário é uma questão que precisa melhorar no Brasil. Os gramados também, de alguns lugares. São gramados irregulares. Às vezes, você joga em um lugar e pega um campo bom, e de repente vai a outro lugar e o campo já não é do mesmo padrão. Padronizar os gramados do Brasil acho que cresceria ainda mais o futebol brasileiro — afirmou ele em entrevista coletiva.

Willian refletiu que o Campeonato Brasileiro tem progredido muito e conquistado cada vez mais projeção, mas acredita que esses pontos podem ser determinantes na virada de patamar da competição.

O Brasil tem um potencial muito grande para poder se tornar uma das melhores ligas do mundo. Acho que esses detalhes com certeza iriam fazer a diferença se conseguissem ajustar — acrescentou.

A mudança no calendário é estudada pela gestão de Samir Xaud na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O presidente reconheceu desde o início do mandato que o atual cronograma de jogos “é um problema” e “pode colocar em risco a saúde dos atletas”.

Já os gramados são constantemente pauta de debates, principalmente centrados na discussão de sintético vs natural. Neste ano, jogadores como Thiago Silva, Neymar, Philippe Coutinho, Gerson, Gabigol e Lucas Moura se uniram pelo fim da grama artificial.

Willian diz o que o fez mudar de ideia sobre jogar no futebol brasileiro e acertar com o Grêmio

Outro assunto abordado por Willian na apresentação foi a decisão de retornar ao Brasil. Revelado no Corinthians, o atacante viveu momentos conturbados ao defender o time paulista entre 2021 e 2022 e chegou a dizer que não gostaria de atuar no futebol nacional novamente.

À Trivela, Willian reiterou a posição no ano passado e comentou que até pensava em encerrar a carreira no exterior. Porém, as coisas mudaram.

— O Corinthians é um clube que respeito muito, tenho gratidão porque cresci lá e fui revelado. Mas hoje visto a camisa e vou defender as cores do Grêmio. Não nego que falei, sim, que não queria mais voltar ao Brasil, pelo fato das coisas que aconteceram, do trauma que causou para minha família, para minhas filhas, principalmente. Mas isso é passageiro — destacou o jogador.

Willian vai vestir a camisa 88 no Grêmio
Willian vai vestir a camisa 88 no Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Conversas com o executivo Luís Vagner e o amigo Carlos Vinícius, centroavante com quem atuou junto no Fulham e agora vai reencontrar na equipe gaúcha, também fizeram a diferença na mudança.

— Foram vários aspectos e questões para que eu pudesse aceitar. O Grêmio é um clube gigante, um clube que tem um projeto muito grande pela frente. (…) O que tenho ouvido também de alguns amigos de Porto Alegre é que a cidade é muito boa, bem familiar, então, isso fez com que eu pensasse com muito carinho e visse jogar no Grêmio — disse.

Com a versatilidade de poder atuar em ambas as pontas ou mais recuado, como meia-atacante, Willian deve ajudar o Grêmio a alçar voos mais altos no Brasileirão, único torneio que o Tricolor ainda disputa na temporada.

Atualmente, a equipe ocupa a 13ª posição na tabela com 25 pontos em 21 jogos. O próximo embate é contra a sensação Mirassol no sábado (13), em casa, às 16h (de Brasília). Na rodada seguinte, o Grêmio vai ao Beira-Rio para enfrentar o rival Internacional no dia 21 de setembro (domingo), às 17h30 (de Brasília). A expectativa é que Willian estreie diante do Colorado.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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