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Além da cavadinha: Como foram as passagens de Robert Renan, alvo do Vasco, por Inter e Al-Shabab

Com acerto encaminhado com o Cruz-Maltino, zagueiro viveu mais baixos do que altos no Colorado, mas voltou a se destacar na Arábia Saudita

O Vasco está perto de acertar com um importante nome para o setor defensivo. Depois das saídas de João Victor, para o CSKA, e Luiz Gustavo, para o Bahia, o Cruz-Maltino encaminhou a contratação de Robert Renan. Revelado pelo Corinthians, o jogador de 21 anos deve desembarcar no Rio de Janeiro nos próximos dias.

Robert Renan pertence ao Zenit, da Rússia, e estava emprestado ao Al-Shabab, da Arábia Saudita. Mas, no Brasil, além do seu começo de carreira no Corinthians, o zagueiro é muito lembrado por uma breve passagem que teve pelo Internacional, em 2024.

E o principal motivo dessa recordação não é das melhores para Robert Renan. Contratado pelo Inter no começo de 2024, o zagueiro ficou marcado por desperdiçar um pênalti cobrado de cavadinha, contra o Juventude, na semifinal do Campeonato Gaúcho.

Mas a passagem de Robert Renan pelo Colorado não se resume à cavadinha. O jogador viveu altos e baixos durante o seu período no clube gaúcho, e foi de uma recepção calorosa da torcida à perseguição e polêmicas.

E a Trivela aproveita a chegada de Robert Renan ao Vasco para relembrar como foi a passagem de Robert Renan pelo Inter e a sua última temporada no Al-Shabab, da Arágia Saudita.

Robert Renan ficou marcado por cavadinha no Inter (Foto: Icon Sport)
Robert Renan ficou marcado por cavadinha no Inter (Foto: Icon Sport)

Como foi a passagem de Robert Renan no Inter

Depois de deixar o Corinthians como uma das grandes promessas do futebol brasileiro para a posição, no fim de 2022, Robert Renan voltou ao país após apenas um ano no Zenit. Apesar de não ter conseguido evoluir como o esperado na Rússia, a chegada do zagueiro em Porto Alegre demonstrou como a expectativa pelo seu futebol ainda era alta.

No começo de janeiro de 2024, cerca de 100 torcedores do Inter recepcionaram o recém-contratado Robert Renan. Naquele momento, o clube gaúcho fazia movimentos interessantes no mercado, como as chegadas dos atacantes Rafael Borré e Lucas Alario, além do experiente volante Fernando, e empolgava a sua torcida.

Naquele começo de ano, Robert Renan foi titularidade no começo do Campeonato Gaúcho, ao lado de Vitão, devido a uma suspensão de Gabriel Mercado. Ele fez bons jogos no Estadual, inclusive sendo testado na lateral-esquerda, mas não se firmou, de fato, como titular.

— Robert Renan chegou com a pompa de um craque, tanto que teve torcedor que recebeu ele no aeroporto. Um jogador que poderia resolver o sistema defensivo do Inter, formando uma dupla com Vitão. Entretanto, ele nunca se firmou como titular. Recebeu algumas oportunidades com o Coudet, fez alguns jogos bons, mas nunca passou de uma opção. Chegou a ser testado de lateral esquerdo em determinado momento, porque o Coudet não gostava do Bernabei, mas também não ganhou sequência porque o titular era o Renê — disse o jornalista Douglas Demoliner, do canal “Vozes do Gigante”, à Trivela.

Mas a chave virou na semifinal da competição. Após dois empates com o Juventude, a decisão foi para os pênaltis e o zagueiro, já havia garantido o título da Supercopa da Rússia da mesma forma, bateu o seu pênalti de cavadinha, desperdiçou a cobrança e viu o Inter ser eliminado.

Na época, Robert Renan precisou até se desculpar com o elenco colorado. No entanto, com a torcida, o clima nunca mais voltou a ser o mesmo. Coudet, inclusive, priorizava utilizar o zagueiro nos jogos fora do Beira-Rio, devido ao clima de “perseguição” que havia contra Robert Renan.

Mas cavadinha não foi a única falha que marcou a passagem de Robert Renan. Contra o próprio Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, no jogo que marcou a volta do Inter ao Beira-Rio após o período das enchentes que afetaram o estádio colorado, o zagueiro falhou no lance do primeiro gol.

— Ficou marcado pelo torcedor pela cavadinha, mas ele falhou em alguns jogos também, que comprometeram a sequência dele no clube. Contra o Vasco, pelo Brasileirão do ano passado, inclusive, ele vai tentar um domínio e acaba errando, tropeçando e entregando a bola no pé do Adson, que marcou o primeiro gol naquele jogo — lembra o jornalista gaúcho.

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Confiança demais e saída conturbada

Após a falha contra o Vasco, Robert Renan ainda teve mais sete jogos pelo Inter, inclusive com uma sequência como titular. No entanto, o clima pesado no clube e com a torcida fez o zagueiro pedir para ser negociado e foi emprestado pelo Zenit ao Al-Shabab. Já fora do Inter, um vídeo publicado em que o jogador aparece cobrando um novo pênalti de cavadinha e dizendo que se sentia em uma “final de Gauchão” foi interpretado como um deboche por torcedores colorados.

— Era muito promissor, mas ficou muito marcado pelos erros por “confiança demais” e apresentações consistentes de menos. Depois que saiu, ainda fez alguns vídeos debochando da torcida e tudo mais — avalia Douglas Demoliner.

Robert Renan teve boa temporada na Arábia Saudita (Foto: Imago)
Robert Renan teve boa temporada na Arábia Saudita (Foto: Imago)

Volta por cima na Arábia Saudita

Após passagem frustrada pelo Internacional, Robert Renan voltou a se destacar no futebol da Arábia Saudita. Ele foi contratado pelo Al-Shabab a pedido do então técnico Vitor Pereira, hoje no Wolverhampton. No clube árabe, ele atuou principalmente como lateral-esquerdo. Foram 31 jogos, sendo 30 como titular, quatro assistências e bons números defensivos.

— Ele foi titular durante praticamente toda a temporada com o técnico turco Faith Terim. Ele é um bom jogador e está adaptado a jogar tanto na zaga como na lateral-esquerda — analisa o jornalista Adbelrahman Eltoigry, do jornal Al Yawm, da Arábia Saudita, à Trivela.

Apesar do bom desempenho na última temporada do futebol árabe, uma troca na comissão técnica do Al-Shabab mudou a situação de Robert Renan na equipe. De acordo com o jornalista árabe Adbelrahman Eltoigry, o novo técnico Iamnol Iguacil, ex-Real Sociedad, não contava com Robert Renan para a lateral-esquerda e o zagueiro voltou para o Zenit.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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