A temporada mal começou, e esses técnicos já foram demitidos no Brasil
Saída de Ramón Díaz do Vasco representa a sétima demissão na Série A do Campeonato Brasileiro 2024
Ramón Díaz não é mais técnico do Vasco. O treinador e seu filho e auxiliar Emiliano deixaram o clube após a goleada sofrida para o Criciúma, por 4 a 0, no último sábado (27), em São Januário. O Cruzmaltino não informou se houve pedido de demissão ou se foi uma decisão que partiu da diretoria, o que acabou gerando uma guerra de versões entre as partes. Segundo apuração da Trivela, o próprio argentino se desligou do comando da equipe.
Fato é que Ramón Díaz não comanda mais o Gigante da Colina e entra para as estatísticas de troca de técnicos no futebol brasileiro em 2024.
Mudanças no comando técnico dos times brasileiros acontecem com regularidade. Pressão por resultados imediatos, busca por um estilo de jogo mais eficiente e necessidade de dar uma resposta ao torcedor. Estes são alguns dos fatores que ajudam a entender a intensa rotatividade de treinadores no futebol nacional. Dito isso, pegando como gancho a saída de Ramón Díaz, a Trivela lista, a seguir, os comandantes já demitidos neste ano no país.
*Na lista, consideramos apenas clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
Juan Carlos Osorio – Athletico-PR
Anunciado pelo Athletico-PR no dia 3 de janeiro deste ano, Juan Carlos Osorio durou exatos dois meses no comando do clube. Ao todo, o treinador colombiano fez 12 partidas pelo Furacão, com sete vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, totalizando 69% de aproveitamento. Foram 17 gols marcados e somente seis gols sofridos no período.
O único revés de Osório à frente do Athletico foi diante do Londrina, pela ida das quartas de final do Campeonato Paranaense. Até este jogo, o time rubro-negro era o único invicto na atual edição do estadual e tinha uma invencibilidade de 29 partidas na competição. O Furacão não perdia desde março de 2022 no torneio. Após a saída do colombiano, Cuca foi o escolhido para assumir o comando do clube.
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Luiz Felipe Scolari – Atlético-MG
Assim como o Athletico-PR, o Atlético-MG também optou por trocar de técnico durante o campeonato estadual. Luiz Felipe Scolari foi demitido em 20 de março, dias após a derrota do Galo para o América-MG, pela volta da semifinal do Mineiro. Mesmo com o revés, o time alvinegro avançou à final, já que havia vencido o jogo de ida por 2 a 0. O argentino Gabriel Milito assumiu, dirigiu a equipe na decisão contra o Cruzeiro e foi campeão.
Felipão treinava o Atlético-MG desde junho de 2023 e tinha contrato até o fim de 2024. O mau desempenho do Galo em campo e a relação entre a torcida e o treinador pesaram contra a continuidade. Ele comandou a equipe atleticana em 41 jogos, com 19 vitórias, dez empates e 12 derrotas.
Tiago Nunes – Botafogo
Tiago Nunes foi demitido do Botafogo no final de fevereiro. A escassez de resultados positivos e a oscilação do time foram os principais fatores que contribuíram para a diretoria alvinegra tomar tal decisão. Anunciado em novembro de 2023, o técnico de 44 anos comandou o Glorioso em apenas 15 jogos. Foram quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas.
No ano passado, Tiago Nunes assumiu o Botafogo com a missão de tocar a reta final de temporada da equipe alvinegra. Na ocasião, o clube brigava pelo título do Campeonato Brasileiro, mas já mostrava queda acentuada de desempenho. O título nacional, que em certos momentos parecia certo, escapou de vez nas rodadas derradeiras. Atualmente, o português Artur Jorge comanda o Glorioso.
Mano Menezes – Corinthians
A terceira passagem de Mano Menezes no Corinthians chegou ao fim no início de fevereiro. A derrota por 3 a 1 diante do Novorizontino, em plena Neo Química Arena, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, foi a gota d’água para a diretoria alvinegra, que demitiu o treinador. Dias depois, o português António Oliveira foi contratado.
Com o Timão na zona de rebaixamento do estadual, o presidente Augusto Melo decidiu trocar o comando da equipe. Por isso, pagou a multa rescisória milionária prevista no contrato de Mano, que tinha vínculo até dezembro de 2025. Anunciado em setembro do ano passado, ainda na gestão de Duilio Monteiro Alves, o experiente treinador gaúcho obteve seis vitórias, cinco empates e sete derrotas à frente do clube do Parque São Jorge.
Nicolás Larcamón – Cruzeiro
Nicolás Larcamón não aguentou a pressão e deixou o comando do Cruzeiro pouco mais de três meses após ser contratado. A situação do técnico argentino se tornou insustentável com a derrota de virada, por 3 a 1, na final do Campeonato Mineiro, para o arquirrival Atlético-MG. O treinador já havia sido eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, algo que gerou insatisfação da torcida celeste. Desde então, o clima só piorou.
Contudo, não foram só os resultados adversos que fizeram o trabalho de Larcamón não dar certo. Questionamentos internos, de jogadores e de membros da diretoria, também começaram a minar o trabalho do treinador. A partir do momento que a torcida também se voltou contra o argentino, já não havia mais clima para sua continuidade no clube. Assim, após seu desligamento, Fernando Seabra acertou o retorno à Raposa.
Thiago Carpini – São Paulo
Sucessor de Dorival Júnior, que deixou o São Paulo para assumir a Seleção Brasileira, Thiago Carpini durou pouco no comando do Tricolor — três meses e uma semana exatamente. Apesar do título da Supercopa do Brasil, conquistado diante do Palmeiras, o jovem treinador logo começou a ser ‘fritado’ pela torcida. A eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista, para o Novorizontino, aumentou a insatisfação.
Pressionado no cargo, Carpini foi vaiado pelos torcedores na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, quando o São Paulo perdeu para o Fortaleza, no Morumbis. No jogo seguinte, novo revés, desta vez derradeiro. O Tricolor sucumbiu diante do Flamengo, no Maracanã, e o técnico de 39 anos não resistiu. Dois dias depois, o clube anunciou a chegada do argentino Luis Zubeldía.



