Seleção brasileira: Quais jogadores da Copa do Mundo devem permanecer no radar de Ancelotti
Treinador acertou renovação de contrato até o Mundial de 2030 e se prepara para renovar elenco ao longo dos próximos anos
Carlo Ancelotti dá início nesta quarta-feira (9) a seu segundo ciclo como treinador da seleção brasileira, projetando a Copa do Mundo 2030. Com contrato renovado até o final do próximo Mundial, o italiano poderá testar mais jogadores e ideias ao longo dos próximos quatro anos — em comparação com o seu primeiro ano no Brasil.
Desde a eliminação para a Noruega na Copa de 2026, Ancelotti tem viajado e tido contato com jogadores, treinadores e comissões técnicas dos clubes, antes de anunciar a convocação da seleção brasileira para amistosos contra Austrália (duas vezes) e Índia, na Super Data Fifa, que contempla setembro e outubro deste ano.
Ainda que Ancelotti deva fazer novos testes, a tendência é que alguns dos destaques da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 permaneçam no ciclo para 2030. Este é o caso de Vinícius Junior, artilheiro do Brasil neste ano e na era Ancelotti à frente da equipe. Além dele, outros nomes, pelo desempenho apresentado com o treinador ao longo dos 12 meses e pela idade, podem seguir nos planos para 2030.
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Antes da convocação de Ancelotti para os próximos amistosos, a Trivela separa os nomes de jogadores que estiveram com a Seleção na Copa do Mundo deste ano, no Canadá, Estados Unidos e México, e devem ser considerados pelo treinador neste próximo ciclo.
Destaques da seleção brasileira na Copa do Mundo chegam como protagonistas
Ancelotti pode mesclar a convocação desta quarta-feira (8) entre veteranos e novatos. Em 2023, após a Copa do Mundo do Catar, Ramon Menezes, então interino, chamou atletas do futebol brasileiro que nunca haviam atuado pela Seleção para promover testes. Isto não significa que, por esta estratégia ter sido utilizada anteriormente, o italiano deva repeti-la.
Diferentemente de Ramon, cujo contrato foi encerrado ainda em 2023, para a chegada de Fernando Diniz, Ancelotti tem o respaldo da CBF e da comissão técnica para promover suas próprias ideias na equipe. Por isso, com a maioria dos jogadores no início da temporada europeia, o treinador pode levar a campo, contra Austrália e Índia, alguns dos destaques da Copa do Mundo de 2026.
Vini Jr. e Bruno Guimarães, por exemplo, são peças incontestáveis no elenco da Seleção — caso consigam se manter no mesmo nível até a próxima Copa do Mundo —, apesar de chegarem com idade avançada, superior aos 30 anos, em 2030. A dupla foi exaltada por Ancelotti durante o Mundial, apesar de terem atuações apagadas na eliminação diante da Noruega.
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O mesmo vale para Matheus Cunha, vice-artilheiro da seleção brasileira na Copa do Mundo, que deve continuar no radar de Ancelotti pelas atuações com a Amarelinha e com o Manchester United. Assim como a dupla, o atacante, utilizado como um falso 9 pelo italiano, terá mais de 30 anos no próximo Mundial.
Raphinha não foi um destaque da seleção brasileira na Copa do Mundo — se lesionou na segunda rodada, contra o Haiti, e não voltou a atuar até a eliminação diante da Noruega. Apesar de ter passado em branco nos Estados Unidos, o atacante se destacou ao longo do ciclo conturbado, sob o comando de Diniz e Dorival Júnior.
Além destes nomes, outra certeza de Ancelotti — ao menos neste primeiro momento — é que Neymar não estará presente nos planos da seleção brasileira para a próxima Copa do Mundo. O camisa 10 deixou o MetLife Stadium confirmando a aposentadoria. Desde então, sempre que perguntado, abriu mão da convocação para a Amarelinha. Ele se recupera de lesão.
Para o próximo ciclo, o treinador terá de encontrar um atleta capaz de substituir a idolatria e a referência técnica do atacante do Santos. Vini Jr, durante o Mundial, mostrou que pode assumir esta responsabilidade. Ele tem contrato renovado junto ao Real Madrid.
Jovens apostas podem seguir no radar da Seleção na Copa do Mundo
Nos Estados Unidos, diante dos cortes dos lesionados Estêvão e Rodrygo — nomes que, apesar de não terem disputado a Copa do Mundo, podem permanecer na mira de Ancelotti —, a seleção brasileira precisou apostar em revelações e promessas para compor a lista dos 26 convocados. Rayan e Endrick saltam à frente dos demais no ataque.
Apesar de não ter sido titular no torneio, Endrick conquistou a vaga para a seleção brasileira pelas suas atuações no Lyon, enquanto esteve emprestado pelo Real Madrid. O atacante marcou cinco gols e deu sete assistências em 16 jogos da Ligue 1 na última temporada, feito que lhe rendeu a convocação à Copa do Mundo.
Pelo seu desempenho na França, também garantiu seu lugar no elenco do Real Madrid, de José Mourinho, neste início de temporada — apesar do interesse de outros clubes do futebol europeu pelo seu empréstimo. Na eliminação diante da Noruega, ele entrou no segundo e teve oportunidades de abrir o marcador para a Seleção, mas não conseguiu.
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Seu companheiro na concentração em Nova Jersey, Rayan também terminou a Copa do Mundo com créditos junto a Ancelotti. No Bournemouth, o atacante iniciou a temporada na equipe titular, agora sob o comando de Marco Rose, e é outro nome que merece vaga nas próximas listas do italiano. Tanto Endrick quanto Rayan chegarão ao próximo Mundial com menos de 25 anos.
Nos Estados Unidos, nomes como Danilo Santos, Luiz Henrique e Igor Thiago chegaram ao Mundial com 25 anos. O trio, no entanto, teve atuação discreta durante a Copa do Mundo — o segundo, depois de ser titular com Ancelotti, perdeu espaço na fase de grupos e mata-mata nos Estados Unidos. Ainda que estejam em uma prateleira abaixo de Endrick e Rayan, merecem ser considerados pelo treinador para auxiliar na transição.
Gabriel Martinelli, no entanto, é uma incógnita. O atacante foi herói da classificação diante do Japão, com gols nos acréscimos, mas acertou sua transferência ao Al-Hilal nesta janela. Ainda que Ancelotti tenha convocado atletas do futebol saudita, como Roger Ibañez e Fabinho, nenhum destes atuava no ataque. Uma eventual convocação futura dependeria de seu destaque no Oriente Médio.
Defesa da seleção brasileira precisa passar por renovação após a Copa do Mundo
Meio-campo e ataque não serão uma dor de cabeça para Ancelotti nas próximas convocações. A defesa, no entanto, levanta uma incógnita para o treinador, em função da idade dos atletas que defenderam o Brasil nos Estados Unidos. No gol, Alisson deixou em dúvida sua permanência no próximo ciclo — terá 37 anos no Mundial da Espanha, Portugal e Marrocos; entre os zagueiros, todos os nomes que defenderam a Seleção terão mais de 32 anos.
Gabriel Magalhães é a única certeza para este próximo ciclo na zaga — e o segundo atleta mais jovem do setor. Titular na Copa do Mundo, herdaria a liderança na defesa, já que Marquinhos, capitão, não deverá permanecer até a próxima Copa do Mundo. O mesmo vale para os titulares nas laterais, Douglas Santos e Danilo.
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Na prática, considerando as posições de goleiro — Ederson e Weverton tendem a ser substituídos, em favor de novos nomes —, Ancelotti tem nove dúvidas para o setor em função da idade. Marquinhos pode seguir como prioridade nos próximos anos, mas chegaria à próxima Copa do Mundo com 36 anos. Entre os volantes, idem.
Casemiro deixou os Estados Unidos em clima de despedida, assim como Fabinho. Na função da dupla, somente Éderson, que não se destacou nos poucos minutos que teve no torneio, pode substitui-los — considerando somente os convocados para o último Mundial.