Futebol brasileiro

Seleção brasileira: Como Vitor Reis e Endrick reforçam nova mentalidade de Ancelotti

Zagueiro é novidade na lista de convocados, enquanto atacante ganha nova chance

A sétima convocação de Carlo Ancelotti na seleção brasileiraa primeira pós-Copa — teve muitas mudanças em relação à equipe que defendeu a Amarelinha no Mundial. Uma das novidades da lista foi o zagueiro Vitor Reis que, juntamente com Endrick, reforça a mudança de mentalidade conduzida pelo italiano.

O jogador do Manchester City fez apenas um jogo desde que retornou ao clube e só ficou um minuto em campo. O atacante do Real Madrid sequer atuou nesta temporada. Em nenhum dos casos o baixo aproveitamento nos times impediu a chance na Seleção.

— Eu acho que jogadores que podem ser muito importantes para o futuro da seleção, a CBF tem que cuidar dessa progressão. Não podemos esperar que o clube coloque o jogador para jogar. Temos que acompanhar essa progressão chamando o jogador que pensamos ser importante e dar a oportunidade de jogar e melhorar — afirmou Ancelotti na entrevista coletiva.

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Ancelotti define quarteto como ‘espinha dorsal' de transição da seleção brasileira

Endrick em jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo
Endrick em jogo da seleção brasileira na Copa do Mund (Foto: Zuma/Icon Sport)

O treinador da Seleção deixou evidente que o foco atualmente é lançar mais jovens para que o grupo deste ciclo seja construído com base na “nova geração”. Além de Vitor Reis e Endrick (ambos de 20 anos), a convocação incluiu os goleiros Otavio (20) e Pedro Morisco (22), os zagueiros Arthur Dias (19) e Jair (21), os meias Andrey Santos (22), Breno Bidon e Gabriel Bontempo (21) e os atacantes Estêvão (19) e Rayan (20).

— Neste momento, precisamos priorizar os jovens que têm qualidade para estar na Copa do Mundo ou na próxima Copa América — enfatizou o italiano, que afirmou também que a lista levou em consideração a idade olímpica dos atletas.

Apesar da preferência pela juventude, Ancelotti não fechou as portas para os veteranos. Os representantes mais experientes da Seleção são Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Raphinha e Vinicius Junior, os quais o técnico pretende manter como “espinha dorsal” da transição.

— Escolhi esses jogadores, Marquinhos, Gabriel, Bruno, Vini e Raphinha, para ajudar nesta mudança de geração. Acho que eles são jogadores muito importantes para o futuro, vão ajudar o grupo de jovens a melhorar e a ser preparado para as competições. Isso não significa que outros jogadores não vão estar. (…) Pode ser que, quando chegar a competição, os jogadores que não estão nessa lista estejam na lista da competição.

Ancelotti exemplificou isso ao falar sobre os goleiros. Alisson, Ederson e Weverton, os arqueiros do Brasil na Copa, não foram convocados nesta quarta-feira (9). Bento, que apareceu na relação em outros momentos do ciclo anterior, também ficou fora da equipe atual.

— Não significa que os outros estão excluídos. Quando chegar a próxima competição, a Copa América, se Alisson for o melhor goleiro do Brasil, Alisson vai jogar — salientou ele.

Os 26 convocados têm a missão de representar a seleção brasileira nos amistosos contra a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, às 7h (de Brasília), em Townsville e em Brisbane. Depois, em 3 de outubro, a Índia é a adversária em Calcutá, às 9h (de Brasília).

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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