Seleção brasileira: Como Vitor Reis e Endrick reforçam nova mentalidade de Ancelotti
Zagueiro é novidade na lista de convocados, enquanto atacante ganha nova chance
A sétima convocação de Carlo Ancelotti na seleção brasileira — a primeira pós-Copa — teve muitas mudanças em relação à equipe que defendeu a Amarelinha no Mundial. Uma das novidades da lista foi o zagueiro Vitor Reis que, juntamente com Endrick, reforça a mudança de mentalidade conduzida pelo italiano.
O jogador do Manchester City fez apenas um jogo desde que retornou ao clube e só ficou um minuto em campo. O atacante do Real Madrid sequer atuou nesta temporada. Em nenhum dos casos o baixo aproveitamento nos times impediu a chance na Seleção.
— Eu acho que jogadores que podem ser muito importantes para o futuro da seleção, a CBF tem que cuidar dessa progressão. Não podemos esperar que o clube coloque o jogador para jogar. Temos que acompanhar essa progressão chamando o jogador que pensamos ser importante e dar a oportunidade de jogar e melhorar — afirmou Ancelotti na entrevista coletiva.
Trivela: Futebol europeu por quem entende
Ancelotti define quarteto como ‘espinha dorsal' de transição da seleção brasileira
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2FEndrick-em-jogo-da-selecao-brasileira-na-Copa-do-Mundo-scaled.jpg)
O treinador da Seleção deixou evidente que o foco atualmente é lançar mais jovens para que o grupo deste ciclo seja construído com base na “nova geração”. Além de Vitor Reis e Endrick (ambos de 20 anos), a convocação incluiu os goleiros Otavio (20) e Pedro Morisco (22), os zagueiros Arthur Dias (19) e Jair (21), os meias Andrey Santos (22), Breno Bidon e Gabriel Bontempo (21) e os atacantes Estêvão (19) e Rayan (20).
— Neste momento, precisamos priorizar os jovens que têm qualidade para estar na Copa do Mundo ou na próxima Copa América — enfatizou o italiano, que afirmou também que a lista levou em consideração a idade olímpica dos atletas.
Apesar da preferência pela juventude, Ancelotti não fechou as portas para os veteranos. Os representantes mais experientes da Seleção são Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Raphinha e Vinicius Junior, os quais o técnico pretende manter como “espinha dorsal” da transição.
— Escolhi esses jogadores, Marquinhos, Gabriel, Bruno, Vini e Raphinha, para ajudar nesta mudança de geração. Acho que eles são jogadores muito importantes para o futuro, vão ajudar o grupo de jovens a melhorar e a ser preparado para as competições. Isso não significa que outros jogadores não vão estar. (…) Pode ser que, quando chegar a competição, os jogadores que não estão nessa lista estejam na lista da competição.
Ancelotti exemplificou isso ao falar sobre os goleiros. Alisson, Ederson e Weverton, os arqueiros do Brasil na Copa, não foram convocados nesta quarta-feira (9). Bento, que apareceu na relação em outros momentos do ciclo anterior, também ficou fora da equipe atual.
— Não significa que os outros estão excluídos. Quando chegar a próxima competição, a Copa América, se Alisson for o melhor goleiro do Brasil, Alisson vai jogar — salientou ele.
Os 26 convocados têm a missão de representar a seleção brasileira nos amistosos contra a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, às 7h (de Brasília), em Townsville e em Brisbane. Depois, em 3 de outubro, a Índia é a adversária em Calcutá, às 9h (de Brasília).